Tag "psicologia"

  • WORKSHOP SOBRE CRIATIVIDADE COM GARCIA JUNIOR

    O “Workshop sobre Criatividade” consiste numa exposição dialogada em que os participantes verão conteúdos relacionados à Arte, Design, História, Psicologia e Neurolinguística. O ministrante Garcia Junior é arte educador e designer gráfico com 20 anos de experiência, sócio-proprietário da Imagética Consultoria e Design – www.imagetica.net – autor da Apostila de Artes Visuais (material didático de Arte mais baixado em todo o Brasil), professor efetivo da SEDUC MA, supervisor do PIBID de Música da UEMA, palestrante e produtor cultural.

    Mais sobre o currículo do ministrante: https://www.linkedin.com/profile/preview?locale=pt_BR&trk=prof-0-sb-preview-primary-button

    Página do evento no facebook: https://www.facebook.com/events/1059019824180869/

    ————————–————————–————-
    O local – SPOT Qualificação Profissional – dispões de ambiente climatizado e confortável, de fácil acesso e propício ao aprendizado, além da experiência na organização de cursos, palestras e treinamentos.

    —————————————————————–

    - Duração: 4h.

    - Horário: 14h às 18h.

    - 24 pessoas por turma.

    - Turma 01: 14/07/2016.

    - Turma 02: 21/07/2016.

    - Turma 03: 28/07/2016.

    - Investimento: R$ 80,00

    - Local, informações e inscrições:
    SPOT – Qualificação Profissional

    São Luís MA

    - Fones: 98 30834636 / 98 992415631

    continue lendo
  • Estados Alterados de Consciência

    Não sou uma pessoa supersticiosa, nem acredito em nenhum sistema religioso ou crença em alguma divindade. Quem frequenta o Blogarte já deve ter pecebido. Mas, sendo ateu e cético, me interesso bastante pelas facetas humanas inexplicadas (até agora) pela ciência como paranormalidade, ufologia, experiências de interação psico-sociais (modernas e antigas), teoria do multiverso, dentre outras áreas pseudo-científicas ou puramente especulativas.

    Uma dessas áreas que sou muito curioso é sobre os Estados Alterados de Consciência. Assisitndo a muitos documentários e fazendo algumas leituras, sei que atualmente a ciência, mais especificamente a Neurociência tem tido muitos avanços ao explicar como nosso cérebro funciona – desde os insights artíticos e criativos, passando pelos transes em rituais xamanísticos induzidos por alucinógenos naturais, pela alta sugestionabilidade de determinadas pessoas e sua capacidade de se deixarem hipnotizar, pela catarse espiritual que acontece em centenas de pessoas num culto religioso evangélico ou até mesmo pelas pessoas levadas à uma experiência de fuga da realidade (parecida com os xamãs) que as pessoas que frequentam raves ou shows de rock e são levados pelas batidas de seus ritmos.

    Como não sou especialista em nenhuma dessas áreas, sendo apenas um curioso, não tenho como escrever com propriedade sobre nada, fica apenas minha (simplória) opinião a respeito. A seguir trascrevo alguns textos que achei em pesquisas pela net. Assim que eu achar vídeos ou documentários interessantes sobre o tema posto aqui também.

    Rave Para Os Deuses

    Tambores com ritmos variados, cantos repetitivos, brados fortes com palavras de ordem e muitos outros meios de “comunicação” com seus deuses, variando de cultura para cultura. Desde tempos remotos os humanos tentam compreender o motivo de estarem vivos e qual o propósito de sua existência. E em verdadeiros shows, os humanos procuram o contato com uma realidade oculta.

    Os rituais religiosos compartilham da crença num ser superior, mas também compartilham de outras similaridades como: Cânticos repetitivos, orações em voz alta, sons dos mais diversos instrumentos de baixa frequencia, algumas se valem de líquidos rituais e iluminações particulares sem deixar de lado uma localização com boa acústica.

    Tudo o que os humanos querem é um contato, seja com um deus ou com entes queridos que partiram.

    Cada ritual com suas particularidades, até que o líder espiritual os induz a cantarem ao som de instrumentos rituais, alguns, mais modernos como as igrejas protestantes, trazem grupos com músicas religiosas. Não demora muito para que os fiéis se contagiem com a animação, isso ocorre também em shows de rock, o batimento cardíaco se afina ao ritmo do som e leva a platéia ao êxtase, no âmbito religioso o efeito é um transe espiritual.

    A acústica, as batidas de baixa frequencia e as canções repetitivas, já foram comprovadas como indutoras dos transes religiosos, mesmo quando não há ingestão de líquidos alucinógenos e essa técnica é utilizada pelos humanos há mais de quatro mil anos.

    O cérebro humano ao ser “atingido” por sons de baixa freqüência podem ser induzidos a um estado alterado de consciência o que os leva a alucinações tal como é feito na hipnose.

    Nesses transes há “possessões”, “curas”, “vidência”, “falas em dialetos”, “projeções astrais” e muitos outros efeitos causados pelo estado alterado de consciência, que leva os humanos a acreditarem num mundo oculto dando a eles esperança de vida e sentido de existência.

    Contudo, ainda me impressiono, não pelas consequências de algo que não passa de efeito cerebral, mas com a sabedoria que esses símios exibem desde tempos remotos.

    Fonte

    Estados Alterados da Consciência (EAC)

    Um estado alterado da consciência (EAC) é um estado cerebral significativamente diferente da consciência normal ou de referência. Não é, porém, o estado do cérebro em si que constitui um EAC. O estado cerebral é uma questão objetiva, mas eu relutaria em considerá-lo equivalente a uma leitura de EEG, por exemplo. Do contrário, acabaríamos considerando cochilar, tossir, dormir, estar em coma e estar morto como EACs. As leituras do estado cerebral revelam atividade ou inatividade do cérebro, mas não acho que elas sejam um bom indicador de EACs. As ondas Alfa, por exemplo, têm sido identificadas como EAC, mas na verdade medem o processamento visual no cérebro.

    O estado cerebral de referência poderia ser melhor definido pela presença de duas importantes características subjetivas: a sensação psicológica de um Eu no “centro” da percepção da pessoa, e a sensação de que esse Eu está identificado com o corpo da pessoa. Estados da consciência em que alguém “perde” o senso da identidade com o corpo ou com as percepções são definitivamente EACs. Esses estados podem ser atingidos espontaneamente, estimulados por coisas como traumas, perturbação do sono, privação ou sobrecarga sensorial, desequilíbrio neuroquímico ou febre. Podem também ser induzidos por comportamento social, como dança ou canto frenético, como também pela ingestão de drogas psicotrópicas.

    É questionável que o transe hipnótico seja realmente um EAC, embora freqüentemente pareça sê-lo. O estado hipnótico lembra mais certas pessoas com amnésia, que podem ser controladas pela apresentação de certas palavras. Mais tarde, elas não se recordam conscientemente de terem visto as palavras, mas mostram sinais de lembrança implícita delas. Não acho que chamaria a amnésia de EAC.

    Não há nenhuma prova de que os EACs possam transportar alguém para um plano transcendente de consciência ou verdade mais elevadas, embora esse mito tenha recebido ampla credibilidade graças a parapsicólogos como Charles Tart. Há uma grande variedade de sentimentos associados aos EACs, alguns dos quais bastante agradáveis, embora ilusórios e auto-enganosos. As experiências místicas, por exemplo, podem ser pouco mais que um estado cerebral. Michael Persinger foi capaz de duplicar a sensação de presença, a sensação de abandonar o corpo e outros sentimentos associados com o misticismo através da estimulação elétrica do cérebro. Muitas pessoas têm duplicado experiências religiosas usando drogas como o LSD e a mescalina. A maioria das religiões identifica o estado ideal como um EAC: abandonar o corpo e o Eu e unir-se a algum tipo de Ser Divino. Neste sentido, procurar por um EAC é procurar matar seu próprio senso de Eu.

    Fonte

    Os Estados Alterados de Consciência

    Os estados alterados da consciência não são novidade. Situações comuns como a sonolência que precede o sono, os sonhos, a semiconsciência anterior ao ato de acordar e o orgasmo são classificados nesta categoria. Em que sentido, no entanto, podemos falar de alteração? Estados em que os sentimentos, as percepções e os pensamentos são radicalmente diferentes dos da nossa consciência normal de vigília são chamados estados alterados. Esses estados alterados de consciência (EAC) levam alguns indivíduos a enxergar o mundo como um universo múltiplo, e o ego humano como um viajante num ovo cósmico.

    Desde tempos remotos o homem conheceu e empregou meios diversos para produzir essas alterações, baseando-se em que sua consciência normal de vigília seria apenas um tipo especial de consciência. Em toda a volta, divididas pelas separações mais tênues, estariam formas em potencial de consciência inteiramente diferentes.

    Os primitivos na Europa, no Oriente e na América pré-colombiana utilizavam a raiz da mandrágora, o meimendro, a beladona e muitos outros alcalóides para alterar as idéias e percepções. Cogumelos, ervas, chás, cantos, danças, jejuns, exposição ao sol, meditação, orações intensas, drogas e álcool – todos estes recursos eram usados pelas culturas passadas, e presentes, para criar estados alterados da consciência.

    Qual é, porém, o significado destes estados? Qual é a relação deles com a consciência de vigília? São simplesmente fenômenos alucinatórios ou possuem uma realidade misteriosa própria?

    A dependência ocidental às explicações materialistas e “científicas” do universo reforçou a crença num mundo exterior real e único. Para a maioria das pessoas, o mundo dos objetos sensíveis, das inter-relações práticas, dos lugares e das coisas, é o mundo da realidade definitiva. Outros estados da consciência, bem como seus universos correspondentes, são, por conseguinte, menos reais, ou irreais.

    Entretanto, as interpretações da física teórica, a mecânica quântica, o desenvolvimento da percepção e as pesquisas psíquicas sugerem haver uma espécie diferente de “realidade” além da que aceitamos normalmente. A nova explicação da mecânica quântica, baseada na obra de Heisenberg e Schrödinger, afirma que a realidade, nosso universo, é composta de uma multidão de “mundos mutuamente inobserváveis, mas igualmente reais”. Isto contraria a experiência normal de nossa consciência em estado de vigília, mas coincide com algumas conclusões derivadas das pesquisas dos estados alterados da consciência.

    Indivíduos que experimentam algum tipo de estado alterado de consciência têm a sensação de sair do corpo, penetrar em dimensões diferentes, viajar pelo espaço. Poderes psíquicos são igualmente experimentados. Essas pessoas vêem figuras de Mestres e Santos, imagens coloridas e paisagens surrealistas. Outros avistam uma imensidão de galáxias panorâmicas, relatam experiências “sagradas” e coisas assim.

    Alguns chamam estas experiências de “realidades subjetivas”. Entretanto, num universo em que mundos igualmente reais podem coexistir, a distinção entre real e irreal, objetivo e subjetivo, não é facilmente traçada. Digamos, por exemplo, que um sujeito em transe perceba uma dimensão diferente, de um nível separado, mas tão real quanto nosso mundo sensorial. Qual das visões neste caso seria a mais real?

    Capacidades de percepção grandemente ampliadas, como muitos outros poderes psíquicos, parecem fazer parte da psique humana. Só que essas faculdades, na sua maioria, estão adormecidas pelo transe cultural. A afirmação de que somos socialmente hipnotizados, fixados numa espécie de transe cultural, e orientados por tipos aprendidos de comportamento, ocorre nas obras de muitos pesquisadores. Assim, nossas experiências e educação cultural limitam e deformam nossa visão particular do mundo. O despertar normal da consciência pura é, então, limitado por uma percepção particular da realidade; a consciência comum é limitada às categorias e aos preconceitos aprendidos.

    A conclusão lógica é que a consciência pura é uma maneira mais verdadeira de se enxergar a realidade. Sem dúvida, o que sabemos é em grande parte uma questão de experiência e de educação. Mas ninguém pode saber tudo. O que acontece, portanto, se nossa visão do mundo for preconcebida ou limitada? Praticamente todas as pessoas vêem um mundo de objetos comuns – mesas, prédios, árvores -, mundo que é familiar e reconhecível à maioria. Agimos e nos comunicamos razoavelmente bem neste mundo de consenso público. O que parece ocorrer, no entanto, é que a consciência age como um filtro. Ela seleciona apenas alguns fatos da imensa variedade existente. O ego consciente, portanto, só recebe uma parte da verdade. Ele é uma espécie de ilusionista psíquico que procura preservar-se a si mesmo às custas da alienação. Os estados alterados da consciência lhe apresentam um mundo estranho, talvez um mundo de caos, como nos sonhos. Não é preferível que esse ego limite sua percepção ao mundo em que pode atuar com facilidade e economia? Ao mundo em que se sinta seguro? Afinal, o mundo aceito por todos é aquele que oferece a maior segurança. Mas não deveria ser assim, pois a existência dos estados alterados da consciência e as afirmações da física quântica indicam que há mais coisas na “realidade” do que percebemos atualmente.

    Os físicos e os místicos analisam os fenômenos e chegam a conclusões bastante próximas: o mundo observável é diferente daquele que o intelecto interpreta através dos sentidos. A teoria quântica e a teoria da relatividade tornaram nosso universo material num mundo de impossibilidades. As partículas subatômicas desafiam as leis de causa e efeito. Os elétrons parecem saltar do contínuo espaço-temporal e reaparecer em outro lugar. Numa experiência inacreditável, um elétron foi disparado sobre uma folha de metal com dois furos, e pareceu penetrar os dois furos simultaneamente. Neutrinos são partículas “fantasmas” que viajam através da matéria como se ela não existisse. Aliás, a mente parece agir muitas vezes como essas partículas; talvez a mente possa anular o mundo espaço-temporal e penetrar em outras dimensões.

    Os físicos nos dizem que os objetos são realmente energia que assumiu uma certa forma; que aquilo que conhecemos como matéria é na realidade uma construção mental. Também neste caso isto pode ser um exemplo da mente que enxerga as coisas de uma certa forma devido ao transe cultural. Nas descrições místicas da união, há muitas narrativas do corpo que se transforma em energia e em luz. Talvez aqueles que dizem avistar a aura humana sejam capazes de ver a matéria e a energia simultaneamente, um mundo de energia justaposto ao mundo da matéria.

    A teoria da realidade separada mas igual sustenta que os estados alterados de consciência possuem alguma realidade objetiva. O que parece acontecer durante esses estados é a suspensão temporária da capacidade de interpretar, de associar e de julgar em termos dos padrões normais da vigília. Significa experimentar o mundo diretamente, apreender sua essência sem interpretá-la primeiro. É uma consciência isenta de envolvimento do ego. O mundo se transforma então num fluxo indiferenciado de consciência, ou em outra dimensão que não sabíamos existir.

    Um passarinho, ao nascer, pode muito bem interpretar o quebrar da casca do ovo como sendo o desabamento do céu. O nascimento, para o passarinho, significaria o fim do mundo, ou melhor, do seu mundo. Como o passarinho, o ego deve romper a casca aparente do seu mundo para ter uma visão mais clara do universo.

    A promessa verdadeira dos estados alterados da consciência não fala em poderes sobre-humanos, mas sim na possibilidade de ampliação da consciência, na capacidade de abordar os fatos externos e internos em termos de igualdade, na ruptura das antigas categorias e na fusão do ego e do não-ego, do self e do mundo.

    O passarinho da nossa estória não conhecia outro mundo além da casca interna do seu ovo, mas nós sabemos que há mais coisas na psique humana além das que utilizamos atualmente. Se somos tão misteriosos e assustadores quanto este mundo incompreensível, quem pode prever do que somos capazes? E não há motivo para temermos quebrar a casca do ovo. Afinal, o passarinho só pode voar depois de partir a casca…

    Fonte

    Avanços das Neurociências e o Mapeamento cerebral em estados alterados consciência

    O tema Hipnose e T.V.P. foi sempre um assunto polémico e foi sempre deixado à margem do mundo científico.

    Dentro de um rigor científico, a necessidade da comprovação e da demonstração dos fenómenos e da falta de tecnologia que possa acompanhar e explicar a forma como se processam os cerca de 20 estados alterados de consciência existentes e descritos, visto que dentre as poucas possibilidades de se observar e avaliar estes estados alterados para defini-los de forma objectiva com base em parâmetros electroencefalográficos (EEG), comportamentais e introspectivos.

    Mas parece que este dilema tecnológico tem vindo a ser superado desde há 10 anos com o avanço das neurociências. Têm vindo a ser realizados estudos com aparelhos tipo PET Scan (Positron Emition Tomography Scanner), que possibilitam a partir de injecção de glicose activada, identificar as áreas cerebrais activas em diferentes situações experimentadas em pacientes.

    No entanto, o importante é que estas avaliações acontecem de forma dinâmica, não estática como acontece com os tomógrafos convencionais. E podem-se observar estruturas mais profundas do que a limitação imposta pelos eletroencefalógrafos que acompanham somente a cortical e que podem ser estudadas estruturas mais profundas do sistema nervoso; neste caso o que nos interessa é o Sistema Límbico Hipotalâmico e as suas relações com o estado alterado de consciência do transe hipnótico ou de uma Terapia de Regressão.

    Baseado nestes estudos de pesquisa de ponta há 2 anos estão a ser realizadas pesquisas com o Pet Scan direccionadas ao estudo do transe hipnótico como estado alterado de consciência em conceituadas instituições norte americanas como Universidade de Standford e Harvard e os Hospital Geral de Massachusetts e Memorial Hospital de Neva York. Neurologistas, radiologistas, psiquiatras e outros profissionais tentam desvendar os mistérios da hipnose clínica.

    Desde 1985 que se fazem estudos mas que não têm esta amplitude. Com o advento de novas tecnologias, têm sido elaborados trabalhos científicos para perceber o funcionamento do cérebro humano durante uma Hipnose de Regressão. Investigadores de vários países chegaram a conclusões muito parecidas. Há de facto, uma alteração notável em determinados sectores lógicos do cérebro que foram registados e mapeados.

    O Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) entre outros, pesquisadores, médicos e psicólogos têm desenvolvido pesquisas para obter uma fundamentação científica para o seu método obtendo inclusivamente apoio de instituições estrangeiras como a Universidade de Standford e Harvard e os Hospital Geral de Massachusetts e Memorial Hospital de Neva York nos EUA. O objectivo das pesquisas em curso é descobrir o que ocorre neurologicamente com o paciente durante uma sessão de regressão.

    Num destes trabalhos, ao colocarem 20 eléctrodos na cabeça de um paciente, eles conseguiram identificar as mudanças nas frequências cerebrais em cada fase da regressão. Ilustrações demonstram resultado da pesquisa do INVC. À esquerda, como as ondas cerebrais ficam quando está relaxada. As cores mais escuras demonstram o estágio mais profundo, onde há um predomínio de ondas alfa na parte occipital do cérebro. À direita, o mapeamento das ondas cerebrais em fase de regressão. Na figura onde há cores mais escuras se acumulando na parte frontal do cérebro; é o momento mais profundo da regressão e percebe-se que há um maior predomínio de ondas Delta.

    Eles concluíram que durante o período de relaxamento há uma predominância de ondas Alfa na região occiptal do cérebro, perto da nuca. Mas durante a regressão na região do lobo frontal, na parte da frente do cérebro, predominam as ondas Delta, que caracterizam o estado alterado de consciência e que foi detectada em monges tibetanos quando em meditação. Essas ondas Delta surgem concomitantes com as frequências Beta, que caracterizam o estado de vigília, a consciência.

    Ou seja, quando o paciente é induzido à regressão, ele experimenta um estado modificado de consciência que é neurologicamente diferente do estado de vigília, porém preserva a consciência. É isso que explica como, ao mesmo tempo em que se tem acesso aos conteúdos do seu inconsciente, o paciente tem condições de se conscientizar e trabalhar terapeuticamente com esses conteúdos.

    Fonte

    continue lendo
  • RSS
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Twitter
  • YouTube