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  • Marca dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016

    “Espírito em Movimento”. Esse é o conceito da belíssima marca dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016 apresentada no último dia 26 de novembro e criada pela agência Tátil, a mesma que desenvolveu a marca dos Jogos Olímpicos.

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    “Essa é uma marca que expressa paixão e transformação sob a ótica do Movimento Paralímpico e seus valores: coragem, determinação, inspiração e igualdade. Uma marca que pode não apenas ser vista, mas também experimentada por meio de diversos sentidos, atingindo o maior número de pessoas, no mesmo espírito de inclusão que queremos para os Jogos”, disse o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™, Carlos Nuzman.

     

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    “Para materializar a alma, usamos símbolos universais para aproximar pessoas: a espiral como ícone que traduz superação; o infinito, que representa a energia traduzida na garra; e o coração, signo fundamental, o centro vital de todo ser humano. A principal mensagem é que por dentro somos todos iguais.  A marca é muito sensorial e a ideia é que seja experimentada, algo com que as pessoas possam interagir”. Fred Gelli, criador e diretor da Tátil.

    Abaixo você confere o vídeo de apresentação e um pouco do processo de criação da marca

    Atualização 06/01/2012: Vídeo Oficial sobre o processo criativo da primeira marca multisensorial da história dos jogos paralímpicos.

    Rio 2016 Multisensory Paralympic Brand from Tátil Design de Ideias on Vimeo.

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  • Mais sobre a marca Olimpíadas Rio 2016

    A marca das Olimpíadas Rio 2016 gerou um grande debte sobre a prática do design, mais especificamente do design gráfico, não só no meio profissional mas em diferentes lugares. Faço parte de um grupo de discussão dos pós-graduados do curso de Especialização em Design Gráfico (EDG) da UFMA e um colega, o Gustavo Santana, escreveu um ótimo texto a respeito da marca Rio 2016.

    Como de costume, toda vez que é lançada uma marca nacional, chove um festival de sites, blogs e espaços virtuais comentando, elogiando ou criticando sua eficácia ou estética. Após o fatídico caso da marca da Copa Fifa Brasil 2014 amplamente criticada em seu processo de criação, escolha e resultado, chegou a vez da marca das olimpíadas Rio 2016. E chegou em boa hora não apenas pela análise técnica de seu resultado, mas para a avaliação da pertinência (ou não) dos comentários a seu respeito.

    É de bom tom analisar a realidade atual dos meios democráticos de difusão de informações provenientes da Internet, embora não seja o foco. A liberdade de expressão aliada ao processo de inclusão digital faz com que a busca por fontes de informações tenham de ser avaliadas com cautela de modo a analisar a confiabilidade do autor e de seu conteúdo. Torna-se tarefa diária separar opiniões particulares de análises críticas e é de extrema importância fazê-la conscientemente.

    Nos últimos dias após os meios de comunicação de massa noticiarem o lançamento da marca Rio 2016 as redes sociais e blogosferas lançaram milhares de comentários positivos, negativos e neutros  sobre o resultado. A normalidade do caso até então, foi quebrada em um grupo de discussão da Especialização em Design Gráfico (EDG) da Universidade Federal do Maranhão quando a este foi apresentada a crítica de Mario Amaya, RIO 2016: MAIS UM TRIUNFO DA BANALIDADE”, que nos fez refletir mais sobre o assunto.

    Explico: o processo avaliativo dentro do grupo de discussão refletiu bem o objeto de estudo uma vez que funcionou como uma representação em menor escala da macroatividade que acontece na blogosfera. Iniciou-se com opiniões particulares de gosto e evoluiu para análises técnicas sobre eficácia. Durante o debate foi levantado o ponto peculiar que culmina neste texto: a existência de um discurso. Ora, ignorando-se as divergências opinativas à cerca da marca e as respostas em fórum sem embasamento técnico (ou puramente direcionadas ao cunho pessoal) verificamos a existência de um discurso crítico embasado tecnicamente, e é isso que se espera de um profissional de design nesse momento.
    No que tange a perspectiva apresentada por Mario Ayama eu discordo da avaliação crítica. Creio que os pontos levantados, como seu incômodo quanto ao uso de “pessoinhas feitas de fitinhas” são facilmente refutados lembrando a apresentação da atualização da marca da bienal de São Paulo feita por André Stolarski, onde o mesmo diferente (a marca da bienal): “marcas em forma de círculo existem aos milhares, desenhos originais e únicos como esse, muito poucos”.

    [youtube NrRMIkkv0lI&feature=related]

    Sobre a indagação quanto às cores, é impossível, por exemplo, ver a Petrobrás em vermelho e azul. A própria Vale mudou suas cores para ter a cara do nosso país. Copa do mundo para o brasileiro é verde e amarelo. E não adianta criticar dizendo que é mesmice: é equívoco em demasia brigar com uma coisa que está tão arraigada no repertório popular. Mas mesmo abstraindo e dando ouvidos ao crítico, repare que a marca representa uma escultura e por isso não possui cores sólidas. Note que há a cor laranja na marca, uma cor inexistente em nossa bandeira.

    A questão do Pão de Açúcar é outra divergência: chegou a ser discreto ao ponto do crítico não ter percebido. É um clichê, mas bem utilizado e funcional. Não adianta inovar com invenções como a marca do Pan 2007 referindo a vitrais. Eu não me recordo de vitrais no Rio (mas não vou lá há muito tempo), não fiz essa associação e posso afirmar que em meus círculos de amizades, não encontrei quem a fizesse. Já o Pão de Açúcar esteve até em filme de James Bond. Está presente na memória até do chinês que tem acesso limitado à internet por causa da censura do país.

    Posso ter me deixado levar por antipatizar o texto pelo fato de gostar muito do resultado da marca. O próprio debate no grupo EDG acabou por me fazer ler e reler de modo a compreender a real intenção crítica. Afora a divergência de opinião, entendo todas as colocações de Mario Ayama e as acho completamente pertinentes (não a este caso) como uma análise crítica da conduta do design nacional se valendo de soluções corriqueiras. Ao meu ver não denigre utilizar um “caminho comum”. O problema é usá-lo errado, mal feito, e isso, com certeza, não é o caso dessa marca.

    Por fim, após evoluir do processo de divergência de opinião para o campo do debate técnico, compreendo melhor uma citação que ao acaso me chegou por email, e que nada diz respeito ao conteúdo deste texto, e que lembra que em tempos de democratização do pensar devemos nos munir da tolerância à divergência:

    “Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até o último instante seu direito de dizê-la”. François-Marie Arouet (Voltaire).

    Fonte: gustavosantana.com e gugasan

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  • Vídeo sobre criação da marca Olimpíadas Rio 2016

    A Tátil é uma consultoria de estratégia, construção e gestão de marcas que usa o design e o branding para criar conexões sustentáveis entre pessoas e marcas. Vejam o vídeo da equipe sobre a concepção e execução da marca.

    Rio 2016 from Tátil Design de Ideias on Vimeo.

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  • Marca Olimpíadas Rio 2016

    Com uma das maiores expectativas já criadas para o lançamento de uma marca, a da Olimpíadas Rio 2016 foi divulgada com toda a pompa e circunstância correspondente ao evento no Reveillon de 2011.

    A história das Olimpíadas da Era Moderna envolve a elaboração e divulgação da marca, que procura traduzir o espírito de congregação esportiva da maioria das nações do planeta, num evento de competição que promove a paz. Além da marca o mascote (ou no caso de Pequim, os mascotes) também simbolizam este ideal.

    A logomarca oficial dos Jogos Olímpicos de 2016 foi lançada oficialmente nesta sexta-feira, dia 31 de dezembro, na praia de Copacaba, pelo Comitê Organizador Rio 2016. Cerca de dois milhões de pessoas estiveram presentes na inauguração interativa da marca, que dá a ideia de três pessoas, com as cores da bandeira nacional, se abraçando e formando o Pão de Açúcar. A logomarca, escolhida em agosto, era mantida em sigilo. O mistério acabou por volta das 22h.

    Logo após a projeção da logomarca, centenas de bolsas com o símbolo da Rio 2016 foram distribuídas. Daniela Mercury e o ator Eri Johnson atuaram como mestres de cerimônia do evento. Ao lado deles, atletas.

    Ao mesmo tempo em que o novo símbolo era exibido em cinco telões entre o Leme e o Posto 6, pelo menos três bandeiras gigantes foram abertas em vários pontos na areia, com auxílio do público, expondo o desenho.

    - A marca dos Jogos Rio 2016 transmite paixão e transformação. A paixão de todos nós cariocas e brasileiros pelo esporte e pela celebração. E a transformação que os Jogos já estão trazendo para o Rio e para o Brasil – afirmou Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Organizador Rio 2016, destacando que a marca foi concebida como uma escultura, permitindo a sua aplicação também em três dimensões (3D).

    A criação coube à agência de design carioca Tátil, selecionada entre oito finalistas, depois de um processo de cinco meses, que contou, em seu início, com a participação de 139 agências.

    Fonte

    Marca do Rio 2016 – conceito:

    Paixão e transformação: Paixão de alma carioca, que acolhe com um abraço e espalha simpatia, num movimento coletivo, caloroso, que traduz nosso jeito apaixonante de celebrar.

    Paixão e transformação de uma cidade e de um país inteiro, embaladas pela renovação do espírito olímpico, para projetar o Brasil e o Rio de Janeiro para o mundo.

    Paixão e transformação do planeta e das pessoas, através da disseminação de uma cultura mais interdependente, consciente e sustentável, como uma inspiração para o presente e um legado para o futuro.

    A Diversidade Harmônica se manifesta através da UNIÃO e ESPÍRITO JOVEM.

    União – Rio 2016 é uma marca que acredita na diversidade. De idéias, de raças, de povos e culturas. Sabe que a verdadeira riqueza está na mistura harmoniosa de diferentes influências e origens. Em um único abraço, acolhe com calor, celebra o encontro. Estimula o engajamento e a participação de todos em torno de um ideal comum.

    Espírito JovemÉ movida por uma energia leve, positiva. Expressa um jeito descontraído de levar a vida, sempre com um olhar próximo e o espírito agregador do jovem, cheio de energia e entusiasmo, que atrai e inspira pessoas de todas as idades. É um catalisador da transformação do movimento olímpico. Um convite para chegar perto e fazer parte.

    A Energia Contagiante transmite CELEBRAÇÃO e OTIMISMO.

    Celebração – Festejar cada conquista. Espalhar simpatia. Contagiar o mundo com um gingado único, feito de parceria, beleza e criatividade. Rio 2016 é uma marca energética, expressiva. Celebra a vida com paixão e acolhe quem chega de um jeito caloroso, projetando de forma memorável o Brasil e o Rio de Janeiro para o mundo.

    Otimismo – Transformar o presente e o futuro. Refletir a força realizadora que move nossos desejos e nossas aspirações. Rio 2016 é um marco. Acredita no que está por vir com uma visão positiva, potencializadora, que fortalece a auto-estima e nos permite ir mais longe.

    O Espírito Olímpico se desdobra em SUPERAÇÃO e EXCELÊNCIA .

    Superação – Ultrapassar os limites, superar os desafios com prazer, garra, motivação e energia. A marca Rio 2016 é um exemplo vivo de transformação através do esporte. Sua força é contagiante, mobiliza, amplia possibilidades e horizontes. Dissemina e traz os valores olímpicos – respeito, amizade e excelência – para o nosso cotidiano.

    Excelência – Rio 2016 é uma marca que equilibra despojamento e compromisso com a qualidade, leveza e atenção aos detalhes. Sabe que tudo que é verdadeiramente único precisa combinar inspiração e refinamento. Um olhar criativo e, ao mesmo tempo, cuidadoso, capaz de escrever uma história inédita e empolgante.

    A Natureza Exuberante combina INSPIRAÇÃO e SUSTENTABILIDADE.

    Inspiração – A atmosfera exuberante, do Rio e dos cariocas, da paisagem e das pessoas, se materializa na marca Rio 2016 com vibração e propriedade. É espelho de um cenário vivo, moldado pela natureza pulsante e pelo calor humano de uma cidade que escolheu viver com alegria, que gosta de compartilhar seu céu, seu mar, sua gente feliz.

    Sustentabilidade – Rio 2016 aprende com a sabedoria da natureza e dela extrai suas formas e cores, descobre seus elementos essenciais. Sabe que o futuro é feito do presente e, por isso, desperta em cada um o desejo de transformar. Acredita na força da interdependência entre pessoas, idéias e ações. Entende que a disseminação de uma cultura mais próspera, consciente e sustentável, é o nosso maior legado para o planeta e para o futuro.

    Fonte

    Vídeo promocional de lançamento:

    [youtube UdmgHnqxyBo]

    Porém, a marca já foi alvo de acusações de plágio, conforme na notícia abaixo.

    Dois dias depois de ter sido lançada, a logomarca oficial da olimpíada do Rio de Janeiro já está sendo contestada. Em várias manifestações na internet (leia-se Twitter e Facebook), internautas denunciaram que a marca é um plágio de um logotipo da Telluride Foundation, uma ONG dos EUA.

    A semelhança entre os dois logos é extrema, mas não é exatamente uma cópia. “Nunca tínhamos visto essa marca. No processo, fizemos uma pesquisa enorme em busca de semelhanças e referências que pudessem ser conflitantes. Essa, por alguma razão, passou batida. Existem outras com o mesmo conceito. Quando estamos falando de um grupo de pessoas se abraçando, é uma referência ancestral, está no inconsciente coletivo. Existe na arte rupestre, na arte indígena, espalhada em diferentes expressões artísticas”, disse Fred Gelli, criador da logomarca para Rio-2016, ao site Globoesporte.com

    Segundo os internautas, o logo da ONG norte-americana foi livremente inspirado no famoso quadro “A Dança”, de Henri Matisse. E, consequentemente, o logo do Rio-2016 teria sido feito com base no da fundação. Ainda há a logomarca do carnaval de Salvador de 2004, que é exatamente igual ao da fundação.

    Fonte

    Particularmente não acredito que tenha sido plágio ou mesmo uma cópia. Muitas vezes chega-se a soluções visuais semelhantes por conta das similaridades dos briefings (informações, contexto e objetivos) dos projetos. Nós mesmos, da Imagética Consultoria e Design, já desenvolvemos marcas que guardam semelhanças (e mais antigas) a essas.

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