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  • Mais sobre a marca Olimpíadas Rio 2016

    A marca das Olimpíadas Rio 2016 gerou um grande debte sobre a prática do design, mais especificamente do design gráfico, não só no meio profissional mas em diferentes lugares. Faço parte de um grupo de discussão dos pós-graduados do curso de Especialização em Design Gráfico (EDG) da UFMA e um colega, o Gustavo Santana, escreveu um ótimo texto a respeito da marca Rio 2016.

    Como de costume, toda vez que é lançada uma marca nacional, chove um festival de sites, blogs e espaços virtuais comentando, elogiando ou criticando sua eficácia ou estética. Após o fatídico caso da marca da Copa Fifa Brasil 2014 amplamente criticada em seu processo de criação, escolha e resultado, chegou a vez da marca das olimpíadas Rio 2016. E chegou em boa hora não apenas pela análise técnica de seu resultado, mas para a avaliação da pertinência (ou não) dos comentários a seu respeito.

    É de bom tom analisar a realidade atual dos meios democráticos de difusão de informações provenientes da Internet, embora não seja o foco. A liberdade de expressão aliada ao processo de inclusão digital faz com que a busca por fontes de informações tenham de ser avaliadas com cautela de modo a analisar a confiabilidade do autor e de seu conteúdo. Torna-se tarefa diária separar opiniões particulares de análises críticas e é de extrema importância fazê-la conscientemente.

    Nos últimos dias após os meios de comunicação de massa noticiarem o lançamento da marca Rio 2016 as redes sociais e blogosferas lançaram milhares de comentários positivos, negativos e neutros  sobre o resultado. A normalidade do caso até então, foi quebrada em um grupo de discussão da Especialização em Design Gráfico (EDG) da Universidade Federal do Maranhão quando a este foi apresentada a crítica de Mario Amaya, RIO 2016: MAIS UM TRIUNFO DA BANALIDADE”, que nos fez refletir mais sobre o assunto.

    Explico: o processo avaliativo dentro do grupo de discussão refletiu bem o objeto de estudo uma vez que funcionou como uma representação em menor escala da macroatividade que acontece na blogosfera. Iniciou-se com opiniões particulares de gosto e evoluiu para análises técnicas sobre eficácia. Durante o debate foi levantado o ponto peculiar que culmina neste texto: a existência de um discurso. Ora, ignorando-se as divergências opinativas à cerca da marca e as respostas em fórum sem embasamento técnico (ou puramente direcionadas ao cunho pessoal) verificamos a existência de um discurso crítico embasado tecnicamente, e é isso que se espera de um profissional de design nesse momento.
    No que tange a perspectiva apresentada por Mario Ayama eu discordo da avaliação crítica. Creio que os pontos levantados, como seu incômodo quanto ao uso de “pessoinhas feitas de fitinhas” são facilmente refutados lembrando a apresentação da atualização da marca da bienal de São Paulo feita por André Stolarski, onde o mesmo diferente (a marca da bienal): “marcas em forma de círculo existem aos milhares, desenhos originais e únicos como esse, muito poucos”.

    [youtube NrRMIkkv0lI&feature=related]

    Sobre a indagação quanto às cores, é impossível, por exemplo, ver a Petrobrás em vermelho e azul. A própria Vale mudou suas cores para ter a cara do nosso país. Copa do mundo para o brasileiro é verde e amarelo. E não adianta criticar dizendo que é mesmice: é equívoco em demasia brigar com uma coisa que está tão arraigada no repertório popular. Mas mesmo abstraindo e dando ouvidos ao crítico, repare que a marca representa uma escultura e por isso não possui cores sólidas. Note que há a cor laranja na marca, uma cor inexistente em nossa bandeira.

    A questão do Pão de Açúcar é outra divergência: chegou a ser discreto ao ponto do crítico não ter percebido. É um clichê, mas bem utilizado e funcional. Não adianta inovar com invenções como a marca do Pan 2007 referindo a vitrais. Eu não me recordo de vitrais no Rio (mas não vou lá há muito tempo), não fiz essa associação e posso afirmar que em meus círculos de amizades, não encontrei quem a fizesse. Já o Pão de Açúcar esteve até em filme de James Bond. Está presente na memória até do chinês que tem acesso limitado à internet por causa da censura do país.

    Posso ter me deixado levar por antipatizar o texto pelo fato de gostar muito do resultado da marca. O próprio debate no grupo EDG acabou por me fazer ler e reler de modo a compreender a real intenção crítica. Afora a divergência de opinião, entendo todas as colocações de Mario Ayama e as acho completamente pertinentes (não a este caso) como uma análise crítica da conduta do design nacional se valendo de soluções corriqueiras. Ao meu ver não denigre utilizar um “caminho comum”. O problema é usá-lo errado, mal feito, e isso, com certeza, não é o caso dessa marca.

    Por fim, após evoluir do processo de divergência de opinião para o campo do debate técnico, compreendo melhor uma citação que ao acaso me chegou por email, e que nada diz respeito ao conteúdo deste texto, e que lembra que em tempos de democratização do pensar devemos nos munir da tolerância à divergência:

    “Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até o último instante seu direito de dizê-la”. François-Marie Arouet (Voltaire).

    Fonte: gustavosantana.com e gugasan

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  • Vídeo sobre criação da marca Olimpíadas Rio 2016

    A Tátil é uma consultoria de estratégia, construção e gestão de marcas que usa o design e o branding para criar conexões sustentáveis entre pessoas e marcas. Vejam o vídeo da equipe sobre a concepção e execução da marca.

    Rio 2016 from Tátil Design de Ideias on Vimeo.

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  • Marca Olimpíadas Rio 2016

    Com uma das maiores expectativas já criadas para o lançamento de uma marca, a da Olimpíadas Rio 2016 foi divulgada com toda a pompa e circunstância correspondente ao evento no Reveillon de 2011.

    A história das Olimpíadas da Era Moderna envolve a elaboração e divulgação da marca, que procura traduzir o espírito de congregação esportiva da maioria das nações do planeta, num evento de competição que promove a paz. Além da marca o mascote (ou no caso de Pequim, os mascotes) também simbolizam este ideal.

    A logomarca oficial dos Jogos Olímpicos de 2016 foi lançada oficialmente nesta sexta-feira, dia 31 de dezembro, na praia de Copacaba, pelo Comitê Organizador Rio 2016. Cerca de dois milhões de pessoas estiveram presentes na inauguração interativa da marca, que dá a ideia de três pessoas, com as cores da bandeira nacional, se abraçando e formando o Pão de Açúcar. A logomarca, escolhida em agosto, era mantida em sigilo. O mistério acabou por volta das 22h.

    Logo após a projeção da logomarca, centenas de bolsas com o símbolo da Rio 2016 foram distribuídas. Daniela Mercury e o ator Eri Johnson atuaram como mestres de cerimônia do evento. Ao lado deles, atletas.

    Ao mesmo tempo em que o novo símbolo era exibido em cinco telões entre o Leme e o Posto 6, pelo menos três bandeiras gigantes foram abertas em vários pontos na areia, com auxílio do público, expondo o desenho.

    - A marca dos Jogos Rio 2016 transmite paixão e transformação. A paixão de todos nós cariocas e brasileiros pelo esporte e pela celebração. E a transformação que os Jogos já estão trazendo para o Rio e para o Brasil – afirmou Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Organizador Rio 2016, destacando que a marca foi concebida como uma escultura, permitindo a sua aplicação também em três dimensões (3D).

    A criação coube à agência de design carioca Tátil, selecionada entre oito finalistas, depois de um processo de cinco meses, que contou, em seu início, com a participação de 139 agências.

    Fonte

    Marca do Rio 2016 – conceito:

    Paixão e transformação: Paixão de alma carioca, que acolhe com um abraço e espalha simpatia, num movimento coletivo, caloroso, que traduz nosso jeito apaixonante de celebrar.

    Paixão e transformação de uma cidade e de um país inteiro, embaladas pela renovação do espírito olímpico, para projetar o Brasil e o Rio de Janeiro para o mundo.

    Paixão e transformação do planeta e das pessoas, através da disseminação de uma cultura mais interdependente, consciente e sustentável, como uma inspiração para o presente e um legado para o futuro.

    A Diversidade Harmônica se manifesta através da UNIÃO e ESPÍRITO JOVEM.

    União – Rio 2016 é uma marca que acredita na diversidade. De idéias, de raças, de povos e culturas. Sabe que a verdadeira riqueza está na mistura harmoniosa de diferentes influências e origens. Em um único abraço, acolhe com calor, celebra o encontro. Estimula o engajamento e a participação de todos em torno de um ideal comum.

    Espírito JovemÉ movida por uma energia leve, positiva. Expressa um jeito descontraído de levar a vida, sempre com um olhar próximo e o espírito agregador do jovem, cheio de energia e entusiasmo, que atrai e inspira pessoas de todas as idades. É um catalisador da transformação do movimento olímpico. Um convite para chegar perto e fazer parte.

    A Energia Contagiante transmite CELEBRAÇÃO e OTIMISMO.

    Celebração – Festejar cada conquista. Espalhar simpatia. Contagiar o mundo com um gingado único, feito de parceria, beleza e criatividade. Rio 2016 é uma marca energética, expressiva. Celebra a vida com paixão e acolhe quem chega de um jeito caloroso, projetando de forma memorável o Brasil e o Rio de Janeiro para o mundo.

    Otimismo – Transformar o presente e o futuro. Refletir a força realizadora que move nossos desejos e nossas aspirações. Rio 2016 é um marco. Acredita no que está por vir com uma visão positiva, potencializadora, que fortalece a auto-estima e nos permite ir mais longe.

    O Espírito Olímpico se desdobra em SUPERAÇÃO e EXCELÊNCIA .

    Superação – Ultrapassar os limites, superar os desafios com prazer, garra, motivação e energia. A marca Rio 2016 é um exemplo vivo de transformação através do esporte. Sua força é contagiante, mobiliza, amplia possibilidades e horizontes. Dissemina e traz os valores olímpicos – respeito, amizade e excelência – para o nosso cotidiano.

    Excelência – Rio 2016 é uma marca que equilibra despojamento e compromisso com a qualidade, leveza e atenção aos detalhes. Sabe que tudo que é verdadeiramente único precisa combinar inspiração e refinamento. Um olhar criativo e, ao mesmo tempo, cuidadoso, capaz de escrever uma história inédita e empolgante.

    A Natureza Exuberante combina INSPIRAÇÃO e SUSTENTABILIDADE.

    Inspiração – A atmosfera exuberante, do Rio e dos cariocas, da paisagem e das pessoas, se materializa na marca Rio 2016 com vibração e propriedade. É espelho de um cenário vivo, moldado pela natureza pulsante e pelo calor humano de uma cidade que escolheu viver com alegria, que gosta de compartilhar seu céu, seu mar, sua gente feliz.

    Sustentabilidade – Rio 2016 aprende com a sabedoria da natureza e dela extrai suas formas e cores, descobre seus elementos essenciais. Sabe que o futuro é feito do presente e, por isso, desperta em cada um o desejo de transformar. Acredita na força da interdependência entre pessoas, idéias e ações. Entende que a disseminação de uma cultura mais próspera, consciente e sustentável, é o nosso maior legado para o planeta e para o futuro.

    Fonte

    Vídeo promocional de lançamento:

    [youtube UdmgHnqxyBo]

    Porém, a marca já foi alvo de acusações de plágio, conforme na notícia abaixo.

    Dois dias depois de ter sido lançada, a logomarca oficial da olimpíada do Rio de Janeiro já está sendo contestada. Em várias manifestações na internet (leia-se Twitter e Facebook), internautas denunciaram que a marca é um plágio de um logotipo da Telluride Foundation, uma ONG dos EUA.

    A semelhança entre os dois logos é extrema, mas não é exatamente uma cópia. “Nunca tínhamos visto essa marca. No processo, fizemos uma pesquisa enorme em busca de semelhanças e referências que pudessem ser conflitantes. Essa, por alguma razão, passou batida. Existem outras com o mesmo conceito. Quando estamos falando de um grupo de pessoas se abraçando, é uma referência ancestral, está no inconsciente coletivo. Existe na arte rupestre, na arte indígena, espalhada em diferentes expressões artísticas”, disse Fred Gelli, criador da logomarca para Rio-2016, ao site Globoesporte.com

    Segundo os internautas, o logo da ONG norte-americana foi livremente inspirado no famoso quadro “A Dança”, de Henri Matisse. E, consequentemente, o logo do Rio-2016 teria sido feito com base no da fundação. Ainda há a logomarca do carnaval de Salvador de 2004, que é exatamente igual ao da fundação.

    Fonte

    Particularmente não acredito que tenha sido plágio ou mesmo uma cópia. Muitas vezes chega-se a soluções visuais semelhantes por conta das similaridades dos briefings (informações, contexto e objetivos) dos projetos. Nós mesmos, da Imagética Consultoria e Design, já desenvolvemos marcas que guardam semelhanças (e mais antigas) a essas.

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  • Identidade Visual Gabi Ferraz Fotografia

    Mais recente projeto de Identidade Visual lançado em São Luís desenvolvido por nós – Gabi Ferraz Fotografia, um estúdio que tem como foco pessoas, especialmente crianças, grávidas e famílias.

    Além de nossa cliente, a Gabi está se tornando uma parceira de muito potencial. Dêem uma olhada nos seus trabalhos no seu Flickr ou segui-la no Twitter ou ainda adicioná-la no Orkut – Gabi Ferraz Fotografia.

    Vejam as assinaturas do logo e aplicação em cartão de visita e wallpaper. Em breve postaremos a ambientação, material promocional e demais peças de papelaria produzidos para o estúdio.

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  • Video Pepper

    Logotipo e wallpaper criado para um parceiro – Vídeo Pepper Produções.

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  • Moving Brands

    Moving brand é basicamente um marca dinâmica, que varia seu desenho sem comprometer a identidade visual da empresa que ela representa. Com o aumento da importância das mídias digitais esse tipo de marca está em alta, pois possibilita uma maior interação com as pessoas.

    Segue um video do desenvolvimento da marca da Swisscom, um exemplo de marca dinâmica criada pela Moving Brands

    [youtube ZzfcZz0sBbg&eurl]

    Peguei no nFormas

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  • 30 logotipos que usam degradê e volume.

    Mais um post originado do Twitter (tá sendo mais útil do que eu pensava e melhor que Orkut).

    Como as possibilidades técnicas de criação e impressão só conhecem os limites do quanto se quer gastar muitos logotipos estão tendo sua assinatura principal com efeitos de degradês (transição de um tom mais claro pra mais escuro de outra cor, ou de uma cor para outra) e de volume (efeito de tridimensionalidade numa superfície bidimensional – tela ou papel).

    Alguns designers torcem o nariz para este estilo e dizem se tratar de tendências da web 2.0. Oras, o design não está livre de seguir tendências, caso estivesse, logos famosos (e caros) não necessitariam de redesign como o da Shell, da Pepsi, da Apple dentre outros. O que não se pode é ser influenciado por modismos (que tem diferenças de tendências, que em outro texto posso explicar).

    A seguir vejam 30 logos que aplicam esses efeitos de degradê e volume. Alguns muito bem resolvidos outros nem tanto. Fonte: NFormas

    1. Creative Atelier by vudstok

    crative-atelier-creative-gradient-3d-logo-design

    2. Aramova by grafikonline

    aramova-creative-gradient-3d-logo-design

    3. Loop by chek

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    4. Webics by lalohead

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    5. Candeo by nido

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    6. Samarras by holajoan

    samarras-creative-gradient-3d-logo-design

    7. SideWinder by Logomotive

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    8. adff.ly by pravin john

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    9. FYC by ACMair

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    10. Geneauter & Marino by imix.design

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    11. Union by Houston-we

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    12. Guevaras Mexican Imports by bartodell

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    13. OS by oscarsanchez

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    14. Simply Stunning by TheEmpire

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    15. Communtini by tini1

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    16. Volume Studios revised by ckee

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    17. Grey & Saurian by squeaky

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    18. H+H by eldropper

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    19. Flutterfly by OcularInk

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    20. Vavao by idastudios

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    21. Funnel interactive by riteshsriv88

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    22. M40ON by plantingSeeds

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    23. NIVID 2 by jithinac

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    24. Yncense by vudstok

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    25. ConnectSoft by Anck

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    26. Celebrationz by satish@logopond

    Maybe not really usable but looking good however.

    celebrationz-creative-gradient-3d-logo-design

    27. Shape by jerron

    shape-creative-gradient-3d-logo-design

    28. Sterling Plating by strangeideas

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    29. BananasFilms by javo_rc

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    30. CocoaStuff by Denis Olenik

    cocoa-stuff-gradient-3d-logo-designs

    via stwebdesigner

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  • Para trabalhar com design é preciso saber desenhar?

    WDE sketches

    Participando de fóruns na internet sobre design, arte e quadrinhos, vez ou outra me deparo com pessoas com dúvidas ou dificuldades em relação à habilidade de desenhar na profissão de designer.

    O termo “design”, para a maioria das pessoas, significa desenho, até mesmo quem trabalha ou estuda na área se confunde com o significado da palavra que, na verdade não é desenho. André Villas Boas, em seu livro “O que é e o que nunca foi design gráfico” da Ed. 2AB, explica estes conceitos de modo bem claro.

    “Design” é uma palavra da língua inglesa que não possui uma tradução exata em português (assim como a nossa palavra “saudade” em outras línguas). A palavra em inglês para desenho é “draw” que significa representar uma idéia graficamente marcando com uma ferramenta alguma superfície (carvão numa parede, lápis ou caneta sobre papel ou até mesmo a caneta eletrônica sobre uma mesa digitalizadora).

    Então quem faz design faz desenho? Não necessariamente, mas se não souber fazer faz falta. Quando uma pessoa começa a fazer design, está desenvolvendo uma atividade projetual (problema/necessidade – pesquisa/análise – soluções/esboços – resultados/formas finais) que requer em determinada fase a transposição do que está no campo das idéias para o campo concreto e palpável.

    Os softwares de desenho vetorial, manipulação de imagens e construção de objetos tridimensionais teoricamente dispensam a habilidade de saber desenhar à mão livre. Porém, a pessoa que possui uma prática de esboçar suas idéias num pedaço de papel tem muito mais fluidez na concepção do trabalho, mesmo que ela não vá direto ao papel e sim à tela. Parece contraditório mas não é. Quem tem prática de desenhar à mão livre passa por um processo criativo diferente de quem só usa a máquina para criar.

    Mike Rohde's Sketch Kit (Open) por Mike Rohde.

    A experiência de fazer à mão livre desperta um gatilho na mente que só quem faz sabe a diferença. Quando passa da folha de papel em branco para a tela em branco do monitor seu repertório visual é maior, podendo explorar outras possibilidades nas ferramentas dos programas não se limitando às formas pré-determinadas.

    Portanto saber desenhar não se torna uma premissa fundamental para trabalhar com design, mas quem sabe se expressar graficamente desenhando à mão livre leva uma certa vantagem em relação a quem só usa os softwares gráficos. Como disse um designer colega meu: “desenhar é o pulo do gato”.

     

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  • Manual de Identidade Visual

    Designers iniciantes e até mesmo alguns com mais tempo de estrada tem dificuldade em elaborar um manual de identidade visual com toda a complexidade que tal documento exige. A criação de um logotipo, símbolo ou marca pode ser individual (apenas a peça) ou acompanhada de orientações para o uso de sua assinatura em diferentes situações de aplicação, variando quanto à dimensões, cores, texturas etc.

    Vale lembrar que não exite uma espécie de “padrão oficial para manuais” um “brand guidelines standard”. Porém alguns elementos são costumeiros em aparecer neste documento. Assinaturas básicas (vertical e horizontal), padrão cromático dominante e variante, dimensionamento mínimo, indicações para não-descaracterização são alguns que quase sempre aparecem na maioria dos manuais de identidade visual.

    Outro ponto é que nem todo cliente precisa de um manual super completo. O dono da padaria pra do bairro pra quem você vai fazer a marca e o painel da fachada talvez não precise de todos os itens, a não ser que o plano dele seja abrir uma franquia de padarias e criar uma norma de apresentação da sua imagem. Mas já o dono do supermercado, pela própria demanda do seu segmento, necessita um detalhamento maior nas peças que serão elaboradas, tentando prever o máximo de situações de acordo com o briefing e pesquisa de campo efetuada.

    A seguir veja algumas páginas com itens de uma identidade visual que fiz recentemente para um cliente que, após ter ficado satisfeito com a criação de uma outra marca, encomendou este trabalho. Você também pode achar outros exemplos de manuais em arquivo .pdf para download neste site aqui.

    Clique em cada imagem pra ampliá-las.






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  • Evolução dos logotipos de empresas de tecnologia parte I

    Esse texto está originalmente em inglês no site Neotarama e achei muito interessante de como os logotipos sofrem alterações necessárias (e outras nem tanto) ao longo dos tempos. Fiz uma tradução com o conhecimento de inglês que tenho e fiz algumas adaptações em termos e frases. Como o artigo é longo decidi dividi-lo em duas partes. Perdoem se houver alguma falha:

    Você vê esses logotipos em todo lugar, mas já imaginou como eles foram feitos? Você sabia que a maçã da Apple foi inspirada em Isaac Newton que estava debaixo de uma macieira quando teve um insight para a Lei da Gravidade? Ou que o símbolo original da Nokia era um peixe?

    Vamos dar uma olhada na origem dos logotipos de algumas empresas de tecnologia e como eles evoluíram com o tempo:

    Adobe Systems


    Fonte: Adobe Press

    Em 1982 os programadores John Warnock e Charles Geschkena, ambos na casa dos 40 anos, pediram demissão de seus empregos na Xerox e começaram uma empresa de software. Eles a batizaram de Adobe, nome do rio Adobe Creek, que corria atrás da casa de Warnock. Seu primeiro objetivo foi criar o PostScript, uma linguagem de programação usada em editoração eletrônica.

    Quando a Adobe era jovem, Warnock e Geschke faziam tudo que podiam para poupar dinheiro. Eles pediram ajuda aos familiares e amigos. A esposa de Warnock, Marva, foi quem desenhou o primeiro logotipo da Adobe.

    Apple Inc.

    Em 1976, Steve Wozniak e Steve Jobs (“os dois Steves“) projetaram e construíram um computador caseiro pessoal, o Apple I. Como Wozniak trabalhava para Hewlett Packard (HP) na época, eles ofereceram o computador inicialmente à empresa que recusou a oferta. Os dois Steves tiveram de vender alguns dos seus bens mais preciosos (Wozniak vendeu sua amada calculadora programadora da HP e Jobs vendeu seu furgão da Volkswagen) para financiar a manufatura da placa mãe do Apple I.

    Mais tarde naquele ano, Wozniak criou a próxima geração da máquina, o Apple Prototype. Eles ofereceram à Commodore, e foram recusados novamente. Mas as coisas começaram a acontecer quando começaram a serem procurados por entusiastas e a empresa começou a ganhar clientes com seus computadores.

    O primeiro logo da Apple foi uma imagem complexa de Isaac Newton sentado embaixo de uma macieira. No logo estava inscrito “Newton… Uma mente que sempres viajava pelo mar de estranhos pensamentos… sozinho”. Foi desenhado por Ronald Wayne, que junto com Wozniak e Jobs, fundou a Apple Computer. Em 1976, depois de trabalhar apenas 2 semanas na Apple, Wayne repassou sua parte (10% da empresa) por um pagamento de U$ 800 porque achou que a Apple era um empreendimento muito arrisacado! (se tivesse mantido a sociedade sua parte atualmente valeria bilhões!)

    Jobs achou que aquele logo muito complexo e rebuscado tinha a ver com as baixas vendas do Apple I, portanto ele contratou Rob Janoff da Agência Regis McKenna para fazer o design de um novo logotipo. Janoff apresentou a imagem icônica da maçã com listras coloridas que foi usada de 1976 até 1999.

    Rumores dizem que o pedaço tirado da maçã é uma referência a Alan Turing, pai da moderna ciência da computação que se suicidou comendo uma maçã envenenada com cianureto. Janoff, no entanto, disse numa entrevista que sua intenção era fazer referência ao termo “byte/bit” (pedaço ou mordida em inglês e também a menor unidade de armazenamento de dados em informática) e ligar-se ao slogan da época: “Byte into an Apple” (A mordida na maçã, trocadilho com Byte num Apple computador). Janoff disse que também fez isso pra diferenciar a forma da maçã de uma cereja ou tomate. (Fonte)

    Em 1998, talvez por insistência de Jobs, que tinha acabado de retornar à empresa, o logo da maçã colorida (“o logotipo mais caro já desenhado” segundo o presidente da Apple, Mike Scott) foi substituído por um moderno visual monocromático.

    Canon


    Fonte: Canon Original and Evolução do Logo

    Em 1930, Goro Yoshida e seu irmão adotivo Saburo Uchida criaram a Precision Optical Instruments Laboratory no Japão. Quatro anos depois eles criaram a primeira câmera chamada Kwanon. em referência ao Bodhisattva da Misericórdia, do Budismo. O logo incluía uma imagem de Kwanon com 1.000 braços e chamas.

    Preocupados com o não entendimento do logo, a empresa foi registrada com uma pronúncia diferente – “Canon” – mas mantendo a similaridade com Kwanon pois eles se preocupavam com a precisão, uma característica que queriam impregnar na sua marca.

    Google

    Em 1996, Larry Page e Sergey Brin, estudantes de Ciência da Computação da Universidade de Stanford construíram um sistema de busca que foi chamado inicialmente de BackRub, nomeado assim pela sua habilidade de analisar “back links” para determinar a relevância de um website. Mais tarde renomearam esse sistema de busca de Google uma brincadeira com a palavra Googol (que é o número 1 seguido de 100 zeros).


    Google.com em 1998

    Dois anos depois, Larry e Sergey fizeram contato com os portais de Internet (que dominavam a web na época) mas nenhum se interessou pela sua tecnologia. Em 1998 eles começaram a Google Inc. na garagem de um amigo e o resto é história.

    O primeiro logo do Google foi criado por Sergey Brin, após ele aprender sozinho o software gráfico GIMP. Depois um ponto de exclamação imitando o logotipo do Yahoo! foi adicionado. Em 1999, com uma consultoria do professor de Arte de Stanford Ruth Kedar projetou o logo que é usado até hoje.


    O primeiro Google Doodle: Burning Man Festival 1998

    Para comemorar feriados, aniversários de pessoas famosas e grandes eventos, o Google usa desenhos específicos no seu logotipo que ficou conhecido como Google Doodles. O primeiro Goodle Doodle (GD) fez referência ao Burning Man Festival in 1998. Larry e Sergey pôs a figurinha de palitos na página principal para que as pessoas soubessem que se o site desse pau ninguém estaria no escritório naquele momento para resolver pois estariam todos no festival. Agora os GD’s são desenhados regularmente por Dennis Hwang.

    IBM


    Source: IBM Archives

    Em 1911, a International Time Recording Company (ITR, est. 1888) e a Computing Scale Company (CSC, est. 1891) se fundiram na forma da Computing-Tabulating-Recording Company (CTR). Em 1924, a companhia adotou o nome International Business Machines Corporation e um novo logo com visual moderno. Eles fabricavam controles e tabuladores de cartões de ponto para funcionários, cortadores de carne tipo guilhotina dentre outros produtos.

    Nos anos 1940, a IBM começou uma difícil transição de tabuladores de cartões de ponto para computadores, liderados pelo seu presidente Thomas J. Watson. Para representar essa mudança radical, e 1947, a IBM mudou seu logo pela primeira vez em mais de duas décadas com o uso de um simples logotipo formado por tipos.

    Em 1956, com a liderança da companhia passando ao filho de Watson, Paul Rand, outra mudança ocorreu. Rand queria um logo “mais sólido, firme e com visual equilibrado” e que, ao mesmo tempo, o logo tivesse uma comunicação sutil o suficiente para transmitir ao conceito de continuidade com a passagem do bastão de liderança de pai pra filho.

    A última grande mudança do logo da IBM (qe não fo tão grande assim) aconteceu em 1972, quando Paul Rand substituiu as letras sólidas por listras horizontais para sugerir “velocidade e dinamismo”.

    Fonte original: Neotarama

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