quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Tag » identidade visual

Identidade Visual Gabi Ferraz Fotografia

Mais recente projeto de Identidade Visual lançado em São Luís desenvolvido por nós - Gabi Ferraz Fotografia, um estúdio que tem como foco pessoas, especialmente crianças, grávidas e famílias.

Além de nossa cliente, a Gabi está se tornando uma parceira de muito potencial. Dêem uma olhada nos seus trabalhos no seu Flickr ou segui-la no Twitter ou ainda adicioná-la no Orkut - Gabi Ferraz Fotografia.

Vejam as assinaturas do logo e aplicação em cartão de visita e wallpaper. Em breve postaremos a ambientação, material promocional e demais peças de papelaria produzidos para o estúdio.


Moving Brands

Moving brand é basicamente um marca dinâmica, que varia seu desenho sem comprometer a identidade visual da empresa que ela representa. Com o aumento da importância das mídias digitais esse tipo de marca está em alta, pois possibilita uma maior interação com as pessoas.

Segue um video do desenvolvimento da marca da Swisscom, um exemplo de marca dinâmica criada pela Moving Brands

Peguei no nFormas


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Para trabalhar com design é preciso saber desenhar?

Obs: este artigo estava originalmente no site principal da Imagética. Como reitirei a sessão de artigos dele vou recolocá-los aqui.

Participando de fóruns na internet sobre design, arte e quadrinhos, vez ou outra me deparo com pessoas com dúvidas ou dificuldades em relação à habilidade de desenhar na profissão de designer.

O termo “design”, para a maioria das pessoas, significa desenho, até mesmo quem trabalha ou estuda na área se confunde com o significado da palavra que, na verdade não é desenho. André Villas Boas em seu livro “O que é e o que nunca foi design gráfico” da Ed. 2AB, explica estes conceitos de modo bem claro.

“Design” é uma palavra da língua inglesa que não possui uma tradução exata em português (assim como a nossa palavra “saudade” em outras línguas). A palavra em inglês para desenho é “draw” que significa representar uma idéia graficamente marcando com uma ferramenta alguma superfície (carvão numa parede, lápis ou caneta sobre papel ou até mesmo a caneta eletrônica sobre uma mesa digitalizadora).

Então quem faz design faz desenho? Não necessariamente, mas se não souber fazer faz falta. Quando uma pessoa começa a fazer design, está desenvolvendo uma atividade projetual (problema/necessidade - pesquisa/análise - soluções/esboços - resultados/formas finais) que requer em determinada fase a transposição do que está no campo das idéias para o campo concreto e palpável.

Os softwares de desenho vetorial, manipulação de imagens e construção de objetos tridimensionais teoricamente dispensam a habilidade de saber desenhar à mão livre. Porém, a pessoa que possui uma prática de esboçar suas idéias num pedaço de papel tem muito mais fluidez na concepção do trabalho, mesmo que ela não vá direto ao papel e sim à tela. Parece contraditório mas não é. Quem tem prática de desenhar à mão livre passa por um processo criativo diferente de quem só usa a máquina para criar.

Mike Rohde's Sketch Kit (Open) por Mike Rohde.

A experiência de fazer à mão livre desperta um gatilho na mente que só quem faz sabe a diferença. Quando passa da folha de papel em branco para a tela em branco do monitor seu repertório visual é maior, podendo explorar outras possibilidades nas ferramentas dos programas não se limitando às formas pré-determinadas.

Portanto saber desenhar não se torna uma premissa fundamental para trabalhar com design, mas quem sabe se expressar graficamente desenhando à mão livre leva uma certa vantagem em relação a quem só usa os softwares gráficos. Como disse um designer colega meu: “desenhar é o pulo do gato”.

Garcia Junior


Evolução dos logotipos de empresas de tecnologia parte I

Esse texto está originalmente em inglês no site Neotarama e achei muito interessante de como os logotipos sofrem alterações necessárias (e outras nem tanto) ao longo dos tempos. Fiz uma tradução com o conhecimento de inglês que tenho e fiz algumas adaptações em termos e frases. Como o artigo é longo decidi dividi-lo em duas partes. Perdoem se houver alguma falha:

Você vê esses logotipos em todo lugar, mas já imaginou como eles foram feitos? Você sabia que a maçã da Apple foi inspirada em Isaac Newton que estava debaixo de uma macieira quando teve um insight para a Lei da Gravidade? Ou que o símbolo original da Nokia era um peixe?

Vamos dar uma olhada na origem dos logotipos de algumas empresas de tecnologia e como eles evoluíram com o tempo:

Adobe Systems


Fonte: Adobe Press

Em 1982 os programadores John Warnock e Charles Geschkena, ambos na casa dos 40 anos, pediram demissão de seus empregos na Xerox e começaram uma empresa de software. Eles a batizaram de Adobe, nome do rio Adobe Creek, que corria atrás da casa de Warnock. Seu primeiro objetivo foi criar o PostScript, uma linguagem de programação usada em editoração eletrônica.

Quando a Adobe era jovem, Warnock e Geschke faziam tudo que podiam para poupar dinheiro. Eles pediram ajuda aos familiares e amigos. A esposa de Warnock, Marva, foi quem desenhou o primeiro logotipo da Adobe.

Apple Inc.

Em 1976, Steve Wozniak e Steve Jobs (”os dois Steves“) projetaram e construíram um computador caseiro pessoal, o Apple I. Como Wozniak trabalhava para Hewlett Packard (HP) na época, eles ofereceram o computador inicialmente à empresa que recusou a oferta. Os dois Steves tiveram de vender alguns dos seus bens mais preciosos (Wozniak vendeu sua amada calculadora programadora da HP e Jobs vendeu seu furgão da Volkswagen) para financiar a manufatura da placa mãe do Apple I.

Mais tarde naquele ano, Wozniak criou a próxima geração da máquina, o Apple Prototype. Eles ofereceram à Commodore, e foram recusados novamente. Mas as coisas começaram a acontecer quando começaram a serem procurados por entusiastas e a empresa começou a ganhar clientes com seus computadores.

O primeiro logo da Apple foi uma imagem complexa de Isaac Newton sentado embaixo de uma macieira. No logo estava inscrito “Newton… Uma mente que sempres viajava pelo mar de estranhos pensamentos… sozinho”. Foi desenhado por Ronald Wayne, que junto com Wozniak e Jobs, fundou a Apple Computer. Em 1976, depois de trabalhar apenas 2 semanas na Apple, Wayne repassou sua parte (10% da empresa) por um pagamento de U$ 800 porque achou que a Apple era um empreendimento muito arrisacado! (se tivesse mantido a sociedade sua parte atualmente valeria bilhões!)

Jobs achou que aquele logo muito complexo e rebuscado tinha a ver com as baixas vendas do Apple I, portanto ele contratou Rob Janoff da Agência Regis McKenna para fazer o design de um novo logotipo. Janoff apresentou a imagem icônica da maçã com listras coloridas que foi usada de 1976 até 1999.

Rumores dizem que o pedaço tirado da maçã é uma referência a Alan Turing, pai da moderna ciência da computação que se suicidou comendo uma maçã envenenada com cianureto. Janoff, no entanto, disse numa entrevista que sua intenção era fazer referência ao termo “byte/bit” (pedaço ou mordida em inglês e também a menor unidade de armazenamento de dados em informática) e ligar-se ao slogan da época: “Byte into an Apple” (A mordida na maçã, trocadilho com Byte num Apple computador). Janoff disse que também fez isso pra diferenciar a forma da maçã de uma cereja ou tomate. (Fonte)

Em 1998, talvez por insistência de Jobs, que tinha acabado de retornar à empresa, o logo da maçã colorida (”o logotipo mais caro já desenhado” segundo o presidente da Apple, Mike Scott) foi substituído por um moderno visual monocromático.

Canon


Fonte: Canon Original and Evolução do Logo

Em 1930, Goro Yoshida e seu irmão adotivo Saburo Uchida criaram a Precision Optical Instruments Laboratory no Japão. Quatro anos depois eles criaram a primeira câmera chamada Kwanon. em referência ao Bodhisattva da Misericórdia, do Budismo. O logo incluía uma imagem de Kwanon com 1.000 braços e chamas.

Preocupados com o não entendimento do logo, a empresa foi registrada com uma pronúncia diferente - “Canon” - mas mantendo a similaridade com Kwanon pois eles se preocupavam com a precisão, uma característica que queriam impregnar na sua marca.

Google

Em 1996, Larry Page e Sergey Brin, estudantes de Ciência da Computação da Universidade de Stanford construíram um sistema de busca que foi chamado inicialmente de BackRub, nomeado assim pela sua habilidade de analisar “back links” para determinar a relevância de um website. Mais tarde renomearam esse sistema de busca de Google uma brincadeira com a palavra Googol (que é o número 1 seguido de 100 zeros).


Google.com em 1998

Dois anos depois, Larry e Sergey fizeram contato com os portais de Internet (que dominavam a web na época) mas nenhum se interessou pela sua tecnologia. Em 1998 eles começaram a Google Inc. na garagem de um amigo e o resto é história.

O primeiro logo do Google foi criado por Sergey Brin, após ele aprender sozinho o software gráfico GIMP. Depois um ponto de exclamação imitando o logotipo do Yahoo! foi adicionado. Em 1999, com uma consultoria do professor de Arte de Stanford Ruth Kedar projetou o logo que é usado até hoje.


O primeiro Google Doodle: Burning Man Festival 1998

Para comemorar feriados, aniversários de pessoas famosas e grandes eventos, o Google usa desenhos específicos no seu logotipo que ficou conhecido como Google Doodles. O primeiro Goodle Doodle (GD) fez referência ao Burning Man Festival in 1998. Larry e Sergey pôs a figurinha de palitos na página principal para que as pessoas soubessem que se o site desse pau ninguém estaria no escritório naquele momento para resolver pois estariam todos no festival. Agora os GD’s são desenhados regularmente por Dennis Hwang.

IBM


Source: IBM Archives

Em 1911, a International Time Recording Company (ITR, est. 1888) e a Computing Scale Company (CSC, est. 1891) se fundiram na forma da Computing-Tabulating-Recording Company (CTR). Em 1924, a companhia adotou o nome International Business Machines Corporation e um novo logo com visual moderno. Eles fabricavam controles e tabuladores de cartões de ponto para funcionários, cortadores de carne tipo guilhotina dentre outros produtos.

Nos anos 1940, a IBM começou uma difícil transição de tabuladores de cartões de ponto para computadores, liderados pelo seu presidente Thomas J. Watson. Para representar essa mudança radical, e 1947, a IBM mudou seu logo pela primeira vez em mais de duas décadas com o uso de um simples logotipo formado por tipos.

Em 1956, com a liderança da companhia passando ao filho de Watson, Paul Rand, outra mudança ocorreu. Rand queria um logo “mais sólido, firme e com visual equilibrado” e que, ao mesmo tempo, o logo tivesse uma comunicação sutil o suficiente para transmitir ao conceito de continuidade com a passagem do bastão de liderança de pai pra filho.

A última grande mudança do logo da IBM (qe não fo tão grande assim) aconteceu em 1972, quando Paul Rand substituiu as letras sólidas por listras horizontais para sugerir “velocidade e dinamismo”.

Fonte original: Neotarama