Tag "Educação"

  • Palestra do designer Philippe Starck

    Palestra do designer Philippe Starck no TED (Technology, Entertainment and Design) – Ideas worth spreading – que não tinha nenhum slide “bonitinho” para mostrar – e coloca em 18 minutos as questões do porquê Design. Legendado. Vi primeiro no RLDiseño.

    Parte 01

    [youtube wHCbERARJcw&eurl]

    Parte 02

    [youtube NOmO6LrNqMs&eurl]

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  • Especialização em Design Gráfico na UFMA

    Essa dica é para os profissionais e acadêmicos de design gráfico no Maranhão. Já fiz minha inscrição.

    A Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UniversidadeFederal do Maranhão comunica aos interessados que as inscrições para o Curso de Especialização em Design Gráfico foram prorrogadas até o dia 7 de maio de 2009 e podem ser reazlizadas no horário das 8 às 11h e das 14 às 16h na Secretaria do NEPP (Núcleo de Ergonomia em processos e produtos), localizada na sala 104, bloco 08, CCET, Campus do Bacanga. Serão oferecidas 35 vagas. A seleção será realizada no período de 4 a 14 de maio de 2009. O início do curso está previsto para 1º de julho de 2009 e serão ministradas quinzenalmente, às sextas-feiras (das 14 às 21h) e sábados (das 8 às 17h) na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Campus do Bacanga, s/n, Centro de Ciências Exatas e Tecnológica (CCET), bloco 10, sala 202.  Com uma visão bem ampla do que seja Design Gráfico, o curso é direcionado a profissionais na área de marketing, gestão, antropologia visual.

    O Curso tem duração de um ano e três meses e vai ser ministrado por professores de outras universidades, pois no Maranhão não existe essa habilitação. As disciplinas serão ministradas em dez módulos mais o projeto. As aulas acontecerão em laboratórios novos com home theater, data show e estão previstas para se iniciar em julho.

    Poderão se inscrever profissionais graduados em Desenho Industrial, Comunicação Social, Arquitetura, Educação Artística, Informática, Sistema de informação, Ciências da Computação. “A importância fundamental do curso é atender os profissionais que tem uma função ou em Design Gráfico ou em áreas afins, só que não possui esta formação específica e acabam trabalhando no mercado nesta área. O ganho vai ser na qualificação deste mercado, para entender o que é Design Gráfico e preparar professores para nossa graduação, pois estamos com projeto pedagógico para capacitar professores no Maranhão para trabalhar em cursos de graduação”, afirma a coordenadora do Curso de Especialização, Raquel Noronha.

    O módulo de abertura será ministrado pelo prof. Dr. Rafael Cardoso Denis (PUC-RIO), um dos grandes nomes do pensamento contemporâneo em Design Gráfico no Brasil. Na ocasião haverá também uma palestra pública com o tema “Design Gráfico no Brasil”, ministrada por ele. O Curso tem a taxa de inscrição no valor de R$ 80,00 e doze parcelas de R$ 360,00. A data do pagamento deverá ser até o dia 10 (dez) do mês vigente.

    Clique aqui para fazer o download do arquivo: notadesgrafico.pdfLugar: UFMA ASCOM
    Fonte: Bruna Almeida

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  • Hieróglifos egípcios

    imagetica

    Trabalhando com design gráfico tenho de criar representações imagéticas que traduzam uma série de conceitos, valores e significados de modo sintético, seja num logotipo, num pictograma, num grafismo ou numa outra peça. Mas essa atividade humana não é recente, na verdade ela vem desde a Antiguidade.

    Sendo também professor de Arte e analisando a História da Arte, no Antigo Egito especificamente, notei que os sistemas de escrita eram bastante sofisticados com relação ao seu design. Um ideograma egípcio (desenho estilizado representando um significado, uma idéia) é chamado de hieróglifo. Mas também são chamados de hieróglifos outros símbolos antigos como dos hititas e maias.

    Segundo a Wikipedia:

    Hieróglifo é um termo que junta duas palavras gregas: ἱερός (hierós) “sagrado”, e γλύφειν (glýphein) “escrita”. Apenas os sacerdotes, membros da realeza, altos cargos, e escribas conheciam a arte de ler e escrever esses sinais “sagrados”.

    A escrita hieroglífica constitui provavelmente o mais antigo sistema organizado de escrita no mundo, e era vocacionada principalmente para inscrições formais nas paredes de templos e túmulos. Com o tempo evoluiu para formas mais simplificadas, como o hierático, uma variante mais cursiva que se podia pintar em papiros ou placas de barro, e ainda mais tarde, com a influência grega crescente no Oriente Próximo, a escrita evoluiu para o demótico, fase em que os hieróglifos iniciais ficaram bastante estilizados, havendo mesmo a inclusão de alguns sinais gregos na escrita.

    O linguista francês Jean-François Champollion, que dominava os mais variados idiomas, foi o responsável, em 1822, pela decifração dos hieróglifos egípcios, estudando o enigma estampado numa peça de basalto, a famosa Pedra de Roseta, que continha três versões de um mesmo texto, sendo que uma delas era em grego, língua que conhecia. A partir desse feito, os especialistas compreenderam a complexa estrutura da escrita egípcia.

    Aqui estão os 26 hieróglifos do chamado “alfabeto” egípcio, dispostos na ordem convencionada pelos linguistas. São estes os sinais hieroglíficos que mantiveram o seu valor fonético praticamente inalterado durante mais de 3000 anos, desde os tempos pré-dinásticos até ao século 5 d.C.

    Veja abaixo também a legenda da tabela.

    Hieróglifo e Transliteração Transcrição Valor Sonoro
    e outros equivalentes
    Código de
    Gardiner
    A A a em pai
    (paragem da glote)
    G1
    i i semelhante a i em rio M17
    y y i em rio M17A
    Z4
    a a a
    (Ayin das línguas semíticas)
    D36
    w w u em rua G43
    Z7
    b b b em bota D58
    p p p em pá Q3
    f f f em faca I9
    m m m em mel G17
    n n n em noite N35
    S3
    r r r em trio D21
    h h h como na exclamação “Ah!” O4
    H H H ligeiramente gutural V28
    x x j no espanhol “mujer”
    ( kh )
    Aa1
    X X ch no alemão “ich”
    ( h )
    F32
    s s s em sete O34
    S29
    S S ch em chuva
    ( ch, sh )
    N37
    q q semelhante a c em cão N29
    k k c em cão V31
    g g g em gato W11
    t t t em tio X1
    T T tch ao espirrar “Atchim!”
    ( tj )
    V13
    d d d em dado D46
    D D dj em adjectivo
    ( dj )
    I10

    Como se pode verificar, algumas letras do alfabeto de transliteração são escritas com letras do alfabeto latino. Desta maneira, este alfabeto garante uma utilização mais alargada na maioria das escritas ocidentais atuais, e permite o intercâmbio fácil de textos. Limita-se assim o uso de sinais diacríticos. O quadro seguinte representa as letras do alfabeto de transliteração que não fazem parte do alfabeto latino, e a respectiva transcrição equivalente:

    Algumas equivalências entre o alfabeto de transliteração e o alfabeto latino

    Em outros casos, existe mais do que um hieróglifo para representar o mesmo valor fonético, como nas letras m, w e s.

    Legenda:

    Transliteração – alfabeto criado por académicos que constitui uma aproximação dos hieróglifos ao alfabeto latino e adoptado por convenção internacional. Note-se que a maioria das vogais não possui correspondência na língua portuguesa.

    Transcrição – equivalência em caracteres ASCII descritos no Manuel de Codage, um conjunto de regras para a troca facilitada de textos egípcios entre usuários de computadores. Evita-se assim o uso dos sinais diacríticos da transliteração, na sua maioria não utilizados nos alfabetos latinos modernos.

    Valor Sonoro – pronunciação aproximada da letra na língua portuguesa, quando possível. Na maior parte das letras, puramente convencional.

    Outros Equivalentes – outras maneiras comuns de representar a letra nas línguas portuguesa e inglesa, esta última por ser universal na transmissão de textos a nível académico.

    Código de Gardiner – código único do hieróglifo, segundo a classificação na Lista de Sinais de Gardiner.

    A tabela a seguir mostra os sinais monoconsonantais ou, por assim dizer, alfabéticos, da escrita egípcia. As letras indicam o valor sonoro aproximado de cada figura. O Â indica um som que só existe nas línguas semíticas: é o ayin hebraico. O C soa como em ciência, enquanto que o C soa como em Chile. O H indica um H gutural, enquanto que o H indica um H áspero. O L só apareceu na época ptolomaica. O M também aparecia na forma de um sinal hierático bem simplificado: dois traços horizontais paralelos unidos, à esquerda, por um traço vertical inclinado.

    A Â B C
    C F G H
    H H I J
    K L M N
    O P Q R
    S T T W
    Y Z

    Pois bem, vejam que a inventividade humana é relacionada à necessidade de resolver problemas do dia a dia. Os designer gráficos de hoje tentam solucionar problemas visuais do cotidiano, seja uma marca de empresa, uma embalagem, um sistema de sinalização, uma revista, um livro etc. Portanto quando você, colega designer, estiver aperreado e empacado para ter uma idéia, lembre-se dos egípcios e da História da Arte. Podem não te dar as respostas mas pelo menos podem inspirá-lo a mudar o foco e perspectiva da demanda visual que tem em mãos.

    Garcia Junior.

    Fontes: wikipedia, istoé terra, hieróglifos, tioisma, wepwawet

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