sexta-feira, 24 de maio de 2013

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HOME documentário em alta definição

Adoro documentários. Assisto muito mais documentários do que vejo TV. Na verdade só tenho Tv por assinatura por causa dos canais de documentários. Quem acessa o Blogarte com frequência sabe disso e já deve ter visto minhas dicas por aqui. Com os sites de compartilhamentos de vídeos e de downloads, você acha fácil canais que possuem documentários de excelente qualidade como este que compartilho com vocês leitores.

Classifico esse documentário chamado HOME (Lar) - União Européia, 2009, 93 min. – Direção: Yann Arthus-Bertrand - como um dos melhores sobre o tema Ciência, Antropologia, Meio-ambiente e Sustentabilidade. Ele é super bem produzido visualmente, como tomadas do espaço, vistas de satélite, de sobrevoos, todas com belíssima fotografia acompanhada pela trilha de Armand Amar. O texto da narração (na voz de Glen Close)  é um dos mais ricos e bem escritos que já vi mostrando desde as origens da vida no planeta e o equilíbrio existente entre as espécies até a atuação do Homo Sapiens, que em apenas 50 anos, dos seus 200 mil anos de existência, está mudando completamente as características da vida no planeta, que existe há 4 bilhões de anos. O Filme clama pela atitude do indivíduo e da união de força dos povos para que ainda possamos salvar o que restou dele.
Este filme é um alerta e uma declaração de amor ao nosso lar: a Terra.

Um ambicioso documentário, Home foi lançado no dia 5 de junho de 2009, Dia Mundial do Ambiente, simultaneamente em vários formatos (cinema, DVD, online). Seu impacto teria sido decisivo para vários políticos verdes nas eleições do Parlamento Europeu dois dias depois. Não é para menos. O fotógrafo Yann Arthus-Bertrand vendeu três milhões de cópias de seu livro – A Terra Vista de Cima – desde seu lançamento, em 1999. A versão animada demorou três anos para ser completada, com 217 dias de filmagem em 54 países diferentes.

O texto é sóbrio, sobre um desfilar de imagens que nos levam ao arrebatamento, quando mostram a natureza ainda em sua pluralidade e dimensão, e ao estarrecimento, como as cenas de uma fazenda de gado nos Estados Unidos onde milhares de vacas se aglomeram em um território onde não se encontra uma única folha de grama – elas estão lá para nos alimentar (nós que consumimos 13 mil litros de água por um quilo de carne) e não para serem alimentadas como um dia foram, em pastos naturais.

Como um dia foi parece ser a mensagem central do filme, aliada a outra: o que estamos às vias de perder e como. Toda a filmagem foi feita com câmeras montadas em estabilizadores em helicópteros. O resultado busca nos trazer uma concisa história da civilização humana, de suas conquistas mas, principalmente, de seus prováveis custos à nossa sobrevivência. “Nos últimos 50 anos, a Terra foi mais radicalmente modificada do que em todas as gerações humanas no planeta”, lembra a narradora, enquanto a câmera percorre campos, montanhas, megalópolis, aglomerações, fazendas, miséria, desperdício, nosso triste legado ao planeta.

Há poesia em Home, tanto em palavras como em imagens, e talvez por isso nos sentimos incomodados por uma nostalgia do que verdade nem chegamos a conhecer, e por uma preocupação que agora nos visita cotidianamente, com o noticiário crescentemente refletindo nossos medos. “Esta é a medida de nosso tempo: o relógio de nosso mundo agora bate no ritmo de máquinas infatigáveis” que se valem do poder do sol. A humanidade conquistou o petróleo, e conseguiu transformar um litro dele em 100 horas/homem de trabalho. Agora, a mesma substância que nos trouxe o conforto e o desenvolvimento nos ameaça com a ruína. E ainda assim não paramos e não nos saciamos: hoje imensas extensões de terra usam alimentos para produzir combustível para que as máquinas continuem, infatigáveis.

Home traz um sem-número de dados alarmantes, principalmente nos textos que rolam pela tela em seu final. Não há muito que seja desconhecido das pessoas que acompanham as notícias sobre o ambiente, mas imagens, como se sabe, são muito poderosas. A música de fundo é incessantemente pungente. Resta o consolo de saber que trabalhos como os de Yann Arthus-Bertrand vêm ganhando maior audiência. O fato de o documentário ter sido bancado pelo grupo PPR, imenso aglomerado de grifes de moda, nos diz também que corporações começam a examinar o território à sua volta e nossos hábitos de consumo sob uma ótica já em processo de mudança – se nos formos, elas também irão. Fonte.

Aqui você baixa a legenda se quiser salvar do Youtube e ver depois.

 


LUDO 2012 – Semana Acadêmica de Design – UFMA São Luís-MA

Já estou inscrito. E aí? Vai participar não?

De 29 de novembro a 01 de dezembro de 2012, o Auditório Central da UFMA (Universidade Federal do Maranhão) será palco do Ludo, a Semana Acadêmica de Design de São Luís. Na sua terceira edição traz o tema “No Meu Tempo”, várias discussões e reflexões sobre a influência do tempo em nossas atividades. O Ludo pretende destrinchar esse tema avaliando nossa relação com o tempo através de processos, ritmos de trabalho, percepção de espaço, tecnologias, tendências e outras particularidades. Os repertórios de cada profissional e estudante serão como ferramentas para abrir caminho para novos pontos de vista sobre o design e seus efeitos ao longo da história. Para dar gás a essas discussões, contaremos com a presença dos convidados: Paulo de Camargo e Tatiana Sakurai, membros da equipe do Estúdio Guto Requena; a consultora de moda e imagem, Rafaela Albuquerque; Levi Girard e Barão di Sarno, designers de produto da Questto l Nó; Alceu Baptistão, designer com ênfase em animação, Vetor Zero e  Fábio Acorsi, diretor criativo, Lobo/Vetor Zero.

Fonte e inscrição: http://www.ludo.org.br/2012/

Os convidados do Ludo No Meu Tempo encaixam-se perfeitamente na proposta de demonstrar o tempo em seus diversos aspectos e interpretações. Tá na hora de movimentar ideias, descobrir novos processos e discutir Design. E então, vamos conhecer um pouco mais dos estúdios que vem pro Ludo este ano?

Questto | Nó

Surgiu da fusão dos estúdios Questto e Nó Design, oferece uma abordagem integrada, para uma jornada inovadora. Se apoiam na ótica do design: relevante para o usuário, tecnologicamente possível e economicamente viável.Trabalham em múltiplos setores da economia e acreditam na polinização criativa, onde conhecimento adquirido em determinado setor é levado a outro, enriquecendo o processo.

www.questtono.com/

 

Vetor Zero

Estúdio pioneiro de animação 3D no Brasil. Tem produzido comerciais e conteúdo em animação para agências de publicidade e clientes de vários países há quase duas décadas. Opera associada aos estúdios Lobo e Animatório. A Vetor Zero possui um espírito agregador e coletivo e é caracterizada pela constante busca de novas técnicas e estilos e pela versatilidade na criação e produção de imagens, tanto em still quanto motion para ilustração, design, cinema, live, animação, 2D, 3D, stop motion e motion design.

www.vetorzero.com.br/

 

Estúdio Guto Requena

Foi fundado em 2008 e desde então já atuou como consultor em Design para clientes como SEBRAE, LG, Editora Abril, Fiat, Google, SENAC e SESC. O estúdio desenvolve projetos residenciais e comerciais,
instalações interativas e produtos, amplamente premiados e divulgados na mídia nacional.O objetivo maior é refletir sobre cibercultura e narrativas poéticas digitais em Design. Faz parte do Estúdio Guto Requena a valorização de questões como sustentabilidade, identidade, memória, interação, espaços híbridos, flexibilidade, relacionamentos e experiência.

www.gutorequena.com.br/

 

Lobo

É um estúdio de design e animação fundado em 1994 em São Paulo. O trabalho da Lobo tem sido reconhecido internacionalmente por publicações como Shots, Creative Review, Stash, Plus 81e XFuns, além de ter sido incluído
em diversos livros da editora Die Gestaltel Verlag. Ganhou diversos prêmios, alguns mais recentes incluem Prata no Clio 2009 pelo filme criado para a Anistia Internacional, “Everybody Against Everybody”, que também recebeu um Leão de Bronze em Cannes; Ouro no One Show 2009 por “Go Miniman Go”, produzido para a Lego; e uma menção “In Book” no D&AD 2009 pela abertura da minissérie “Capitu”, exibida pela TV Globo.

lobo.cx/

 


Documentários sobre Arte

Um dos recursos didáticos mais interessantes pra ser usado com alunos na disciplina Arte, principalmente no Ensino Médio, são os documentários. Canais como History Channel, NatGeo, Discovery e BBC são os mais conhecidos por produzirem documentários com conteúdo apurado, rico no aprofundamento sobre a vida, técnica e obras de vários artistas ou da contextualização de períodos históricos e movimentos artísticos. Veja abaixo muitos documentários disponíveis na íntegra no Youtube, muitos legendados e alguns dublados. Se você usa o navegador Chrome pode baixar uma extensão de salvar vídeos do Youtube aqui.

“O Poder da Arte – Bernini (BBC)”. Gian Lorenzo Bernini ou simplesmente Bernini (Nápoles, 7 de dezembro de 1598 — Roma, 28 de novembro de 1680) foi um eminente artista do barroco italiano, trabalhando principalmente na cidade de Roma. Distinguiu-se como escultor e arquiteto, ainda que tivesse sido pintor, desenhista, cenógrafo e criador de espectáculos de pirotecnia. Esculpiu numerosas obras de arte presentes até os dias atuais em Roma e no Vaticano

[youtube ZPZjqjk_OVw]

“O Poder da Arte – Caravaggio (BBC)”. Michelangelo Merisi da Caravaggio (Milão, 29 de Setembro de 1571 — Porto Ercole, comuna de Monte Argentario, 18 de Julho de 1610) foi um pintor Italiano atuante em Roma, Nápoles, Malta e Sicília, entre 1593 e 1610. É normalmente identificado como um artista Barroco, estilo do qual foi o primeiro grande representante. Caravaggio era o nome da aldeia natal da sua família, do qual adotou-o como seu nome artístico.

[youtube 5r7btMnbpvM]

“Mundo Estranho, Leonardo da Vinci – O Homem que Queria Entender de Tudo”. O documentario conta a vida do italiano Leonardo da Vinci, desde o seu nascimento no pequeno vilarejo de Vinci ate sua morte. Por meio de reconstituicoes de epoca (com atores etc) e entrevistas com alguns dos maiores especialistas na obra, os filmes retratam cada episodio marcante na trajetoria daquele que e considerado uma das mentes mais brilhantes da historia. E tocam em todos os pontos mais curiosos de Da Vinci.

[youtube XDhqc1zxWS8&feature=related]

“Paul Klee – O Diário de um Artista”. O programa entra na intimidade do artista plástico Paul Klee por meio das páginas de seu diário para entender sua relação com a arte. Através de suas histórias de vida na Alemanha nazista, da vida familiar, da influência de grandes artistas como Kandinski e movimentos como o expressionismo e o cubismo, conhecemos um pouco mais o pintor e entendemos como suas idéias, sua curiosidade e seus métodos o levaram a se tornar um dos maiores pintores do século XX.

Paul Klee (Münchenbuchsee, 18 de dezembro de 1879 — Muralto, 29 de junho de 1940) foi um pintor e poeta suíço naturalizado alemão. O seu estilo, grandemente individual, foi influenciado por várias tendências artísticas diferentes, incluindo o expressionismo, cubismo, e surrealismo. Ele foi um estudante do orientalismo. Klee era um desenhista nato que realizou experimentos e, conseqüentemente, dominou a teoria das cores, sobre o quê ele escreveu extensivamente. Suas obras refletem seu humor seco e, às vezes, a sua perspectiva infantil, seus ânimos e suas crenças pessoais, e sua musicalidade. Ele e seu amigo, o pintor russo Wassily Kandinsky, também eram famosos por darem aulas na escola de arte e arquitetura Bauhaus.

[youtube tI-mW8mZfjU]

“Escher – Metamorfose”. A vida e a obra do artista gráfico M.C. Escher, o mago da perspectiva, cujo objetivo era exprimir suas idéias com clareza, fazendo uma análise dos padrões geométricos de seus trabalhos de xilografia, da sua maneira revolucionária de utilizar a ilusão de ótica e até de produtos publicitários.

Maurits Cornelis Escher (Leeuwarden, 17 de Junho de 1898 – Hilversum, 27 de Março de 1972) foi um artista gráfico holandês conhecido pelas suas xilogravuras, litografias e meios-tons (mezzotints), que tendem a representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses – padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes. Uma das principais contribuições da obra deste artista está em sua capacidade de gerar imagens com efeitos de ilusões de óptica. Foi numa visita à Alhambra, (veja o vídeo aqui) na Espanha, que o artista conheceu e se encantou pelos mosaicos que havia neste palácio de construção árabe. Escher achou muito interessante as formas como cada figura se entrelaçava a outra e se repetia, formando belos padrões geométricos. Este foi o ponto de partida para os seus trabalhos mais famosos, que consistiam no preenchimento regular do plano, normalmente utilizando imagens geométricas e não figurativas, como os árabes faziam por causa da sua religião muçulmana, que proíbe tais representações.

A partir de uma malha de polígonos, regulares ou não, Escher fazia mudanças, mas sem alterar a área do polígono original. Assim surgiam figuras de homens, peixes, aves, lagartos, todos envolvidos de tal forma que nenhum poderia mais se mexer. Tudo representado num plano bidimensional. Destacam-se também os trabalhos do artista que exploram o espaço. Escher brincava com o fato de ter que representar o espaço, que é tridimensional, num plano bidimensional, como a folha de papel. Com isto ele criava figuras impossíveis, representações distorcidas, paradoxos. Mais tarde ele foi considerado como um grande matemático geométrico.

[youtube pVwrUUwzBRo]

“Lascaux – A Pré-História da Arte”. Lascaux é um complexo de cavernas ao sudoeste de França, famoso pela suas pinturas rupestres. A disposição da caverna, cujas paredes estão pintadas com bovídeos, cavalos, cervos, cabras selvagens, felinos, etc., permite pensar tratar-se de um santuário. As investigações levadas a cabo durante os últimos decénios permitem situar a cronologia das pinturas no final do Solutrense e princípio do Madalenense, ou seja, 17.000 anos AP. Todavia, certos indícios, tanto temáticos como gráficos levam a pensar que algumas das figuras podem ser mais recentes, sendo tal hipótese, confirmada por datações com Carbono 14, em cerca de 15.500 anos AP.

Episódio da série PALETAS, que analisa as simbologias e as técnicas empregadas por artistas em diferentes obras e em distintos momentos da história da arte. As formas, as variações de cor, os contrastes, os aspectos histórico e uma breve biografia do autor são ressaltados como elementos fundamentais para a compreensão estética e geral de cada obra.

[youtube WNbWHLU-U4o]


Humor nas redes sociais

Quem me acompanha nas redes sociais do Facebook e Twitter sabe que tenho um ponto de vista bastante crítico sobre o que considero errado no Brasil e procuro expôr isso de maneira bem humorada. Além disso minha intensão é fazer o leitor/observador refletir sobre o assunto e também, simplesmente, divertir-se. Vejam algumas das imagens que bolei e postei pelas redes.

 

 


Exposição Fotográfica e Palestra no Liceu Maranhense

Na sexta-feira (11/05/2012) realizamos na Escola Liceu Maranhense da Rede Pública de Educação do Estado do Maranhão, com meus alunos da 3ª série do Ensino Médio matutino, uma Exposição Fotográfica tendo como tema um conteúdo das nossas aulas da disciplina Arte – Artes Visuais – os Elementos Básicos da Linguagem Visual. Ao todo foram 28 painéis no formato 40cm x 20cm com 6 fotos cada em que os alunos conseguiram corresponder à pertinência ao tema, à qualidade técnica das fotos e ao olhar inusitado. Este é o primeiro passo para o clube de fotografia que montaremos na escola. O evento foi feito no auditório da escola e contou com a lotação das 7 turmas da 3ª série e tivemos a participação mais que especial de uma palestra sobre fotografia do amigo e fotógrafo profissional Daniel Martins do www.9d.com.br.

Clique nas miniaturas abaixo para apreciar os trabalhos e ver os nomes das turmas e autores.


Slides sobre Linguagem Visual – Comunicação e Linguagem

Tentando focar na produtividade num momento de turbulência. Atualização dos slides de aulas baseados na Apostila de Arte – Artes Visuais que estou aos poucos revisando. Os slides abaixo já estou utilizando com meus alunos na 3ª série do Ensino Médio do Liceu Maranhense no 1º bimestre de 2012. É a Parte 06: Comunicação e Linguagem da Unidade 02 da Apostila – A Linguagem Visual. Em breve posto os slides da Parte 07: Elementos Básicos da Linguagem Visual. Os slides ficam constantemente disponíveis pra download gratuito na coluna de navegação aí ao lado linkados pra minha conta no Slide Share.

 


Mestrado em Design na UFMA

Estão abertas as inscrições para o Mestrado em Design na UFMA – Universidade Federal do Maranhão. Poderão se candidatar ao processo seletivo graduados em Design, Arquitetura, Engenharia, Ciência da Computação e outras áreas profissionais na interface com o Design.

A Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação informa aos interessados que estão abertas as inscrições para a seleção 2012 do Mestrado em Design. As inscrições podem ser feitas no período de 10 a 24 de fevereiro deste ano, no horário das 8h00 às 12h00 e das 14h00 às 18h00, na Coordenação do Curso de Mestrado em Design, localizada no Bloco 06, Sala 216, no Centro de Ciências Exatas e Tecnologia (CCET).

Poderão se candidatar ao processo seletivo graduados em Design, Arquitetura, Engenharia, Ciência da Computação e outras áreas profissionais na interface com o Design. O Curso terá duração mínima de 18 (dezoito) e máxima de 24 (vinte e quatro) meses em regime integral. O Total de vagas é de 10 (dez), sendo distribuídas preferencialmente nas 02 (duas) linhas de pesquisa da seguinte forma:

- Design e Sustentabilidade: Materiais, Processos e Tecnologia: 05 (cinco) vagas.

- Design e Produtos Multimídia: 05 (cinco) vagas.

Outras informações poderão ser obtidas na Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação,             (98) 3301-8701      , ou na Secretaria do Curso de Mestrado, pelo telefones:            (98) 3301–8260      , nos horários de 8:00 às 12:00 e de 14:00 às 18:00.

Confira a documentação necessária para efetuar a inscrição nos links abaixo:

Edital_Nº07/2012

Ficha de Inscrição 

Termo de Compromisso

Guia de Recolhimento da União

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Agora sim, 2012 será ainda mais desafiador, pois passar nas três etapas da seleção (prova de conhecimentos específicos, prova de proficiência em língua estrangeira e seleção de Currículo Lattes comprovado) não será nada fácil. Será que dá pra mim? Vou estar concorrendo com muuuita gente boa…


O panfleteiro que virou referência no ensino de arte digital

Aficionado por games, empreendedor transformou uma simples escola de informática em uma rede especializada em computação gráfica.

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São Paulo – Apaixonado por videogames desde pequeno, Alessandro Bomfim cansou de levar bronca da mãe para deixar essas “bobagens” de lado. As tardes “perdidas” no fliperama e no Atari chegaram até a render a participações em competições de videogame na adolescência, mas, mesmo assim, Alessandro não conseguiu convencer a família de que o hobby era coisa séria. “Naquela época era visto como passatempo, algo que os pais recriminavam”, lembra.

Aos 17 anos, decidiu sair de casa e trocou o Recife pelo Rio de Janeiro. “Tive que deixar o sonho de lado e começar a me virar. Lavei táxi, fui office boy, entregador de pizza de bicicleta, balconista, fazia de tudo para pode pagar o aluguel do quarto de pensão”, diz.

Mas foi o emprego de “panfleteiro” em uma rede de ensino de informática que abriu as portas para que Alessandro pudesse finalmente reencontrar a paixão pelo universo dos games e transformá-la em negócio.

“A rede vendia cursos básicos de Office e Windows. Eu ficava em um ponto em Copacabana chamando os clientes para ir às escolas”, conta. Alessandro, então com 19 anos, logo se destacou no posto e um ano depois entrava para a equipe de vendas externas. Mais um ano no cargo e veio uma nova promoção, desta vez para vendedor interno. Em 2001, com cinco anos de empresa, o jovem foi convidado a assumir a posição de gerente da unidade de Copacabana, a mais importante da rede.

“Aceitei o cargo, mas, em vez de salário, pedi em troca um porcentual do negócio. Passei quatro meses sem receber nada porque a unidade dava prejuízo. Em seis meses, estava dando lucro”, diz. Animado com os resultados, Alessandro decidiu investir junto com um sócio para adquirir a unidade e transformá-la em uma escola própria, com um novo nome – AIS – e uma proposta diferente.

“Queríamos fazer uma coisa mais avançada, que oferecesse um diferencial ao cliente”, explica o empreendedor. Inicialmente, os sócios investiram para reformar o ponto, adquirir equipamentos e melhorar os cursos. Aos poucos, a rede foi crescendo, com novas unidades abertas em São Paulo (2003), Salvador (2006) e Recife (2007). O portfólio de cursos também foi se sofisticando, com a inclusão de cursos de computação gráfica e produção de vídeo.

Mas o ponto de virada do negócio aconteceu em 2008. “Comecei a viajar e observar as tendências no exterior. Percebi que estávamos ensinado os alunos apenas a usar o software[bb] do ponto de vista técnico, a ser apertadores de botão. Tínhamos que mudar a nossa filosofia”, lembra Alessandro.

A rede foi rebatizada de Saga (School of Art, Game and Animation) e passou a forcar em cursos de arte[bb], games[bb] e animação[bb]. “O objetivo passou a ser desenvolver a parte criativa dos alunos, além da parte técnica. Decidimos formar artistas”, conta o empreendedor.

A mudança nas escolas foi radical. As antigas máquinas deram lugar a equipamentos de R$ 6 mil, com CPUs[bb] poderosas e monitores LCD[bb] de 23 polegadas. Os professores passam a ser enviados para cursos de capacitação e reciclagem nos Estados Unidos – a cada seis meses um grupo é mandado às melhores instituições do ramo para aprimorar os conhecimentos.

O investimento foi alto – cada unidade custa, em média, R$ 500 mil para ser implantada, cinco vezes mais que o custo para montar uma unidade no modelo antigo –, mas deu retorno. O faturamento da marca em 2010 foi de R$ 7,5 milhões. As seis escolas da rede, que antes tinham, em média, de 300 a 400 alunos, passaram a contar com cerca de 1 mil alunos cada.

“No passado, o nosso aluno fazia um investimento muito baixo para aprender a usar um computador, mas saía para o mercado para ganhar salário mínimo. Hoje formamos profissionais especializados, que já saem daqui ganhando R$ 3 mil, R$ 4 mil”, diz. “Ninguém mais pode dizer que a carreira em games não dá futuro”, brinca.

Além de aumentar a receita da escola, a transformação reaproximou cada vez mais Alessandro do seu hobby de infância e adolescência. Além de ter seu próprio curso focado na produção de games, a escola firmou um acordo com a renomada escola americana Gnomon, que forma alguns dos artistas de efeitos visuais mais gabaritados do mundo.

Juntas, as empresas vão abrir um novo centro de treinamento voltado a toda América Latina, o primeiro com a chancela da marca da região. “Hoje estamos formando os melhores profissionais para atuar no mercado brasileiro, mas queremos preparar nossos alunos para o mercado internacional”, justifica o empreendedor.

Para celebrar o acordo, as empresas promoveram em março deste ano, em São Paulo, um evento batizado The Union, que trouxe ao país grandes nomes da computação gráfica[bb] e do entretenimento digital 3D[bb], como Neil Huxley, diretor de arte de Avatar, e o brasileiro Fausto De Martini, diretor de arte da Blizzard Entertainment, responsável, entre outros projetos, pela animação dos personagens do jogo StarCraft 2: Wings of Liberty.

O objetivo da aliança é desenvolver o mercado de computação gráfica na região, para que etapas do processo de produção de grandes produções de Hollywood possam ser terceirizadas para cá.

“Hoje, muitos trabalhos são terceirizados para a Índia, China e Coréia, mas os estúdios têm grande dificuldade por causa do fuso, do idioma e da cultura desses países. Há um forte interesse em colocar o Brasil neste circuito. A criatividade do brasileiro é reconhecida mundialmente”, diz Alessandro. Para viabilizar o projeto, a Saga deve fazer investimentos da ordem de R$ 3 milhões. A nova escola deve começar a funcionar ainda este ano.

Fonte: escrito por Daniela Moreira para  Exame


O que é a Geração Y?

Há alguns meses li sobre o termo e fiquei curioso pra saber o que era. Como não sou conhecedor do assunto e nem pretensoso pra escrever um artigo a respeito dei um Ctrl C e Ctrl V em dois excelentes artigos que esclarecem bem o assunto.

GERAÇÃO Y

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Eles já foram acusados de tudo: distraídos, superficiais e até egoístas. Mas se preocupam com o ambiente, têm fortes valores morais e estão prontos para mudar o mundo.
Priscila só faz o que gosta. Francis não consegue passar mais de três meses no mesmo trabalho. E Felipe leva a sério esse papo de cuidar do meio ambiente. Eles são impacientes, preocupados com si próprios, interessados em construir um mundo melhor e, em pouco tempo, vão tomar conta do planeta.

Com 20 e poucos anos, esses jovens são os representantes da chamada Geração Y, um grupo que está, aos poucos, provocando uma revolução silenciosa. Sem as bandeiras e o estardalhaço das gerações dos anos 60 e 70, mas com a mesma força poderosa de mudança, eles sabem que as normas do passado não funcionam – e as novas estão inventando sozinhos. “Tudo é possível para esses jovens”, diz Anderson Sant’Anna, professor de comportamento humano da Fundação Dom Cabral. “Eles querem dar sentido à vida, e rápido, enquanto fazem outras dez coisas ao mesmo tempo.”

Folgados, distraídos, superficiais e insubordinados são outros adjetivos menos simpáticos para classificar os nascidos entre 1978 e 1990. Concebidos na era digital, democrática e da ruptura da família tradicional, essa garotada está acostumada a pedir e ter o que quer. “Minha prioridade é ter liberdade nas minhas escolhas, fazer o que gosto e buscar o melhor para mim”, diz a estudante Priscila de Paula, de 23 anos. “Fico muito insatisfeita se vejo que fui parar em um lugar onde faço coisas sem sentido, que não me acrescentam nada.”

A novidade é que esse “umbiguismo” não é, necessariamente, negativo. “Esses jovens estão aptos a desenvolver a autorrealização, algo que, até hoje, foi apenas um conceito”, afirma Anderson Sant’Anna. “Questionando o que é a realização pessoal e profissional e buscando agir de acordo com seus próprios interesses, os jovens estão levando a sociedade a um novo estágio, que será muito diferente do que conhecemos.”

Nessa etapa, “busca de significado” é a expressão que dá sentido às coisas. Uma pesquisa da Fundação Instituto de Administração (FIA/USP) realizada com cerca de 200 jovens de São Paulo revelou que 99% dos nascidos entre 1980 e 1993 só se mantêm envolvidos em atividades que gostam, e 96% acreditam que o objetivo do trabalho é a realização pessoal. Na questão “qual pessoa gostariam de ser?”, a resposta “equilibrado entre vida profissional e pessoal” alcançou o topo, seguida de perto por “fazer o que gosta e dá prazer”. O estudo, desenvolvido por Ana Costa, Miriam Korn e Carlos Honorato e apresentado em julho, tentou traçar um perfil dessa geração que está dando problema para pais, professores e ao departamento de RH das empresas.

No trabalho, é comum os recém-contratados pularem de um emprego para o outro, tratarem os superiores como colegas de turma ou baterem a porta quando não são reconhecidos. “Descobrimos que eles não são revoltados e têm valores éticos muito fortes, priorizam o aprendizado e as relações humanas”, diz Miriam. “Mas é preciso, antes de tudo, aprender a conversar com eles para que essas características sejam reveladas.”

E essa conversa pode ser ao vivo, pelo celular, e-mail, msn, Twitter ou qualquer outra ferramenta de comunicação que venha a surgir no mundo. Essa é a primeira geração que não precisou aprender a dominar as máquinas, mas nasceu com TV, computador e comunicação rápida dentro de casa. Parece um dado sem importância, mas estudos americanos comprovam que quem convive com ferramentas virtuais desenvolve um sistema cognitivo diferente.

Uma pesquisa do Departamento de Educação dos Estados Unidos revelou que crianças que usam programas online para aprender ficam nove pontos acima da média geral e são mais motivadas. “É a era dos indivíduos multitarefas”, afirma Carlos Honorato, professor da FIA. Ao mesmo tempo em que estudam, são capazes de ler notícias na internet, checar a página do Facebook, escutar música e ainda prestar atenção na conversa ao lado. Para eles, a velocidade é outra. Os resultados precisam ser mais rápidos, e os desafios, constantes.

É mais ou menos como se os nascidos nas duas últimas décadas fossem um celular de última geração. “Eles já vieram equipados com a tecnologia wireless, conceito de mobilidade e capacidade de convergência”, diz a psicóloga Tânia Casado, coordenadora do Programa de Orientação de Carreiras (Procar) da Universidade de São Paulo. “Usam uma linguagem veloz, fazem tudo ao mesmo tempo e vivem mudando de lugar.” O analista Francis Kinder, de 22 anos, não permanece muito tempo fazendo a mesma coisa. “Quando as coisas começam a estabilizar fico infeliz”, diz. “Meu prazo é três meses, depois disso preciso mudar, aprender mais.”

Um estudo da consultoria americana Rainmaker Thinking revelou que 56% dos profissionais da Geração Y querem ser promovidos em um ano. A pressa mostra que eles estão ávidos para testar seus limites e continuar crescendo na vida profissional e pessoal. Essa vontade de se desenvolver foi apontada como fundamental para 94% dos jovens entrevistados pelos pesquisadores da FIA. Os dados refletem a intenção de estar aprendendo o tempo todo. Mas, dessa vez, o professor precisa ser alguém ético e competente.

“Esse ambiente onde qualquer um pode ser desmascarado com uma simples busca no Google ensinou aos mais novos que a clareza e a honestidade nas relações é essencial”, afirma Ana Costa, pesquisadora da FIA. “Não consigo conviver com gente pouco ética ou que não cuida do ambiente onde vive”, diz Felipe Rodrigues, 22 anos, estudante de administração. O sentimento do rapaz é compartilhado por 97% dos nascidos na mesma época, que afirmam não gostar de encontrar atitudes antiéticas ao seu redor, de acordo com os dados da FIA. “Chegou a hora dos chefes transparentes, alguém que deve ensinar. A geração passada enxergava os superiores como seres para respeitar e obedecer. Não é mais assim.”

Mas, além de aprender com os superiores, eles sabem que também podem ensiná-los, em uma relação horizontal. Os jovens modernos funcionam por meio de redes interpessoais, nas quais todas as peças têm a mesma importância. “A Geração Y mudou a forma como nós interagimos”, diz Ana Costa. “O respeito em relação aos superiores ou iguais existe, mas é uma via de duas mãos. Eles só respeitam aqueles que os respeitam, e veem todos em uma situação de igualdade”, afirma.

Os sinais mais claros da importância que os jovens dão aos próprios valores começam a piscar no mundo do trabalho. Como seus funcionários, as empresas estão flexibilizando as hierarquias, agindo em rede, priorizando a ética e a responsabilidade. E, se no passado a questão era saber equilibrar a vida íntima com uma carreira, hoje isso não é nem sequer questionado: a vida fora do escritório é a mais importante e ponto final.

Uma oficina sobre carreiras com estudantes da Faculdade de Administração da USP mostrou que a prioridade da maioria deles é ter “estilo de vida”, ou seja, integrar o emprego às necessidades familiares e pessoais – e não o contrário. “A grande diferença em relação às juventudes de outras décadas é que, hoje, eles não abrem mão das rédeas da própria vida”, diz Tânia Casado. “Eles estão customizando a própria existência, impondo seus valores e criando uma sociedade mais voltada para o ser humano, que é o que realmente importa no mundo.”

“Vamos mudar o mundo!”
Nos últimos 60 anos, três gerações marcaram época e mudaram os valores e o jeito de a sociedade pensar. Agora é a vez da abusada Geração Y

Tradicionais (até 1945) É a geração que enfrentou uma grande guerra e passou pela Grande Depressão. Com os países arrasados, precisaram reconstruir o mundo e sobreviver. São práticos, dedicados, gostam de hierarquias rígidas, ficam bastante tempo na mesma empresa e sacrificam-se para alcançar seus objetivos.

 

Baby-boomers (1946 a 1964) São os filhos do pós-guerra, que romperam padrões e lutaram pela paz. Já não conheceram o mundo destruído e, mais otimistas, puderam pensar em valores pessoais e na boa educação dos filhos. Têm relações de amor e ódio com os superiores, são focados e preferem agir em consenso com os outros.

 

Geração X (1965 a 1977) Nesse período, as condições materiais do planeta permitem pensar em qualidade de vida, liberdade no trabalho e nas relações. Com o desenvolvimento das tecnologias de comunicação já podem tentar equilibrar vida pessoal e trabalho. Mas, como enfrentaram crises violentas, como a do desemprego na década de 80, também se tornaram céticos e superprotetores.

 

Geração Y (a partir de 1978) Com o mundo relativamente estável, eles cresceram em uma década de valorização intensa da infância, com internet, computador e educação mais sofisticada que as gerações anteriores. Ganharam autoestima e não se sujeitam a atividades que não fazem sentido em longo prazo. Sabem trabalhar em rede e lidam com autoridades como se eles fossem um colega de turma.

 

 

O Senhor Y

Bruce Tulgan, 42, fundou uma consultoria e se dedica a estudar os jovens que estão entrando no mercado de trabalho. Seu último livro, Not Everyone Gets a Trophy: How to Manage Generation Y (Nem todo mundo ganha um troféu: como lidar com a geração Y, ainda sem edição brasileira), traça um perfil dessa nova geração.

É lenda urbana ou de fato esses jovens não respeitam os superiores?
Tulgan: A geração Y respeita seus superiores, mas não cede de uma hora para outra. Ela não vê as relações em termos hierárquicos. O que eles querem dos chefes é oportunidade de aprendizado, responsabilidades e chances de melhorar o que fazem. Eles querem se afirmar e estão à vontade com os mais velhos – às vezes até um pouco à vontade demais.

Isso é porque eles nasceram no que você chama de “década da criança”?
Tulgan: Talvez. Essa geração foi superprotegida, educada em uma época em que valorizar a auto-estima e fazer as crianças se sentirem bem era a linha dominante. O resultado foi a criação de uma mentalidade que é uma fonte inesgotável de energia, entusiasmo e inovação que, se não for bem conduzida, pode causar muitos problemas.

E isso fez com que eles se tornassem mais individualistas?
Tulgan: Mesmo sendo altamente individualistas e focados nas próprias recompensas, têm uma profunda consciência social, preocupação com o meio ambiente e com os direitos humanos. A maioria tem valores morais muito fortes e tentam viver por eles.

Fonte: escrito por Rita Loiola do Galileu

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O QUE DESEJA, COMO PENSA, CONSOME E AGE A GERAÇÃO Y.

Estudo identifica a visão de mundo dos membros desse grupo, composto pelos “nativos digitais” ou por quem cresceu na era da internet. Eles são liberais no consumo, mas um tanto conservadores no aspecto social. Gostam de novidades, querem estar antenados e buscam símbolos que os liguem a comunidades. Fidelidade a empresas, no entanto, não está em seus horizontes – em vez da busca de status pessoal, a afeição a marcas é uma forma de expressar um comportamento coletivo. Também são impulsivos, impacientes e, no mercado de trabalho, não pensam duas vezes antes de mudarem de emprego caso não se sintam valorizados ou confortáveis no ambiente corporativo.

Tecnologia na veia

Velocidade, tecnologia, perfil multitarefa e individualidade são conceitos que os definem muito bem, além da propensão a postergar compromissos e responsabilidades próprios da vida adulta, como deixar a casa dos pais e morar sozinho.

Essas são algumas das características gerais da chamada Geração Y, segundo pesquisa feita pela Bridge Research, empresa paulista fundada há pouco mais de um ano e especializada no público jovem.

Segundo o estudo, entende-se Geração Y como os indivíduos nascidos entre 1978 e 2003, que ou são “nativos digitais” ou que cresceram sob a influência direta da internet.

Visão de mundo
O estudo da Bridge Research foi feito a partir de entrevistas com pessoas com idade entre 18 e 30 anos da Grande São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, das quais 48% homens e 52% mulheres das classes A, B e C. O objetivo foi identificar padrões de consumo, visões de mundo e comportamentos desse grupo.

Trata-se de informações valiosas para quem deseja se relacionar, vender para esse segmento de público ou simplesmente entender como pensam e agem as pessoas da geração digital, cujos membros são presença constante nos blogs e nos demais espaços de rede social.

“Uma constatação que nos chamou a atenção no estudo é que esse grupo tenta sempre postergar compromissos ou responsabilidades”, afirma o presidente da Brigde Research Renato Trindade.

Um exemplo disso diz respeito à estrutura de gastos. “Para não terem que arcar com aluguel e outros custos, eles deixam a casa dos pais cada vez mais tarde. Não é uma geração que busca independência”, diz.

Dicas para as empresas

Os indivíduos desse grupo se caracterizam pela volatilidade na profissão, a comunicação sem barreiras e pelo imediatismo, observa Trindade.

No caso do mercado de trabalho, um exemplo é o ímpeto de largar a empresa para a qual trabalha se não encontrarem um bom ambiente e recompensa financeira – não vale ter só um dos dois; é tudo ou nada.

Sobre esse ponto, Trindade dá algumas dicas às corporações.

“As pessoas da Geração Y têm um necessidade muito grande de receberem feedback por parte da empresa. E não é a cada seis meses, mas sim a cada mês. Eles são muito ansiosos”, afirma. “Dar retorno com maior freqüência aplaca essa ansiedade”, diz.

Imposição de limites

Outra atitude importante é estabelecer um diálogo, esclarecer muito bem os limites e que espera de seus colaboradores.

“Essa geração precisa que as coisas sejam muito bem explicadas. O que para a Geração X (a anterior) poderia ser algo óbvio – a questão da hierarquia dentro de uma corporação ou regras de comportamento -, para os da Y nem sempre são”, afirma Trindade.

“Eles precisam que os limites sejam explicitados. Mas eles escutam a empresa e aceitam os limites, desde que compreendam quais sejam.”

Consumidores da Geração Y

No que se refere à relação com consumidores desse grupo, a dica é para que a comunicação seja de mão dupla.

“Para essa geração, a comunicação não tem barreiras. Assim, ela quer que a empresa seja da mesma forma. Isso quer dizer que não dá para usar só a TV nas campanhas. As estratégias de comunicação têm de usar os canais digitais”, diz Trindade.

Além de ir para o meio digital, é necessário também abrir espaço para a interação.

“Essas pessoas são céticas em relação às empresas. Elas esperam o diálogo, inclusive no espaço da marca, como um site. Querem, por exemplo, o direito de ir ao blog da empresa para falar mal dela, mas estão dispostos a ouvir a defesa da companhia”, explica.

Fonte: por Clayton Melo, do IDG Now!


Deputado Rubens Jr. diz que Governo do MA cortou verbas da Educação

Utilizando dados do Relatório de Execução Orçamentária o deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB) mostrou, nesta quarta-feira (23), que o governo do Estado gastou com a função educação, no ano passado, R$ 1,4 bilhão e planeja, segundo Lei Orçamentária, gastar este ano R$ 1,1 bilhão. “Isso me dá duas conclusões: ou o governo está cortando R$ 300 milhões para função educação, e isso é crime, ou o governo está mentindo”, afirmou.

Segundo Rubens Júnior, o governo usa o número de R$ 1,1 bilhão para justificar a impossibilidade de aplicar o Estatuto do Educador, um dos 22 ítens da pauta de reivindicação dos educadores, em greve desde o último 1º de março.

A proposta do governo sobre o quesito recomposição salarial para os educadores é a seguinte: o Estado tem R$ 1,1 bilhão para ser gasto com educação, desse total, R$ 900 milhões com pagamento de professores. Dos R$ 200 milhões que sobram, 10%, portanto, R$ 20 milhões, seriam destinados como aumento para a categoria.

Para Rubens, o argumenta não se sustenta uma vez que o governo não pode ter diminuído os recursos da educação. “O governo está mentindo. Ou isso ou a outra hipótese que seria cometer um crime: o governo admitir que cortou R$ 300 milhões da educação para o ano de 2011”, reafirmou.

Baseados em outros números do Relatório de Execução Orçamentária, disponível no Portal da Transparência, o deputado comunista revela que o governo diz ter gasto R$ 738 milhões com educadores em 2010 e R$ 765 milhões com a mesma rubrica em R$ 2009. Um corte, portanto de R$ 27 milhões, valor inferior ao gasto com segurança privada, de R$ 31 milhões.

“Se com a função educação o Estado gastou R$ 1,4 bilhão e com professor gastou R$ 738 milhões, onde é que está sendo aplicado o restante do dinheiro?”, questionou.

FUNDEB
Rubens Júnior também mostrou que os repasses do governo federal para o Maranhão, por meio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), aumentaram em R$ 115 milhões entre 2009 e 2010, passando de R$ 1,039 bilhão para R$ 1,155 bilhão de um ano para o outro. “Como se aumenta arrecadação do Estado, o Orçamento cresce, se amplia a arrecadação do Fundeb e o repasse para os profissionais do magistério é diminuído em R$ 27 milhões?”, questionou.

O parlamentar concluiu dizendo que o problema da educação do Maranhão e a não implantação do Estatuto do Educador não é falta de dinheiro. “O argumento de que não tem orçamento e dinheiro para implantar o Estatuto do Educador, na minha avaliação é mais uma mentira. Que o governo venha com a verdade para que possamos resolver de uma vez por todas esse grave problema do Maranhão”.

Fonte: Sinproessema


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