Tag "ciência"

  • HOME documentário em alta definição

    Adoro documentários. Assisto muito mais documentários do que vejo TV. Na verdade só tenho Tv por assinatura por causa dos canais de documentários. Quem acessa o Blogarte com frequência sabe disso e já deve ter visto minhas dicas por aqui. Com os sites de compartilhamentos de vídeos e de downloads, você acha fácil canais que possuem documentários de excelente qualidade como este que compartilho com vocês leitores.

    Classifico esse documentário chamado HOME (Lar) - União Européia, 2009, 93 min. – Direção: Yann Arthus-Bertrand - como um dos melhores sobre o tema Ciência, Antropologia, Meio-ambiente e Sustentabilidade. Ele é super bem produzido visualmente, como tomadas do espaço, vistas de satélite, de sobrevoos, todas com belíssima fotografia acompanhada pela trilha de Armand Amar. O texto da narração (na voz de Glen Close)  é um dos mais ricos e bem escritos que já vi mostrando desde as origens da vida no planeta e o equilíbrio existente entre as espécies até a atuação do Homo Sapiens, que em apenas 50 anos, dos seus 200 mil anos de existência, está mudando completamente as características da vida no planeta, que existe há 4 bilhões de anos. O Filme clama pela atitude do indivíduo e da união de força dos povos para que ainda possamos salvar o que restou dele.
    Este filme é um alerta e uma declaração de amor ao nosso lar: a Terra.

    Um ambicioso documentário, Home foi lançado no dia 5 de junho de 2009, Dia Mundial do Ambiente, simultaneamente em vários formatos (cinema, DVD, online). Seu impacto teria sido decisivo para vários políticos verdes nas eleições do Parlamento Europeu dois dias depois. Não é para menos. O fotógrafo Yann Arthus-Bertrand vendeu três milhões de cópias de seu livro – A Terra Vista de Cima – desde seu lançamento, em 1999. A versão animada demorou três anos para ser completada, com 217 dias de filmagem em 54 países diferentes.

    O texto é sóbrio, sobre um desfilar de imagens que nos levam ao arrebatamento, quando mostram a natureza ainda em sua pluralidade e dimensão, e ao estarrecimento, como as cenas de uma fazenda de gado nos Estados Unidos onde milhares de vacas se aglomeram em um território onde não se encontra uma única folha de grama – elas estão lá para nos alimentar (nós que consumimos 13 mil litros de água por um quilo de carne) e não para serem alimentadas como um dia foram, em pastos naturais.

    Como um dia foi parece ser a mensagem central do filme, aliada a outra: o que estamos às vias de perder e como. Toda a filmagem foi feita com câmeras montadas em estabilizadores em helicópteros. O resultado busca nos trazer uma concisa história da civilização humana, de suas conquistas mas, principalmente, de seus prováveis custos à nossa sobrevivência. “Nos últimos 50 anos, a Terra foi mais radicalmente modificada do que em todas as gerações humanas no planeta”, lembra a narradora, enquanto a câmera percorre campos, montanhas, megalópolis, aglomerações, fazendas, miséria, desperdício, nosso triste legado ao planeta.

    Há poesia em Home, tanto em palavras como em imagens, e talvez por isso nos sentimos incomodados por uma nostalgia do que verdade nem chegamos a conhecer, e por uma preocupação que agora nos visita cotidianamente, com o noticiário crescentemente refletindo nossos medos. “Esta é a medida de nosso tempo: o relógio de nosso mundo agora bate no ritmo de máquinas infatigáveis” que se valem do poder do sol. A humanidade conquistou o petróleo, e conseguiu transformar um litro dele em 100 horas/homem de trabalho. Agora, a mesma substância que nos trouxe o conforto e o desenvolvimento nos ameaça com a ruína. E ainda assim não paramos e não nos saciamos: hoje imensas extensões de terra usam alimentos para produzir combustível para que as máquinas continuem, infatigáveis.

    Home traz um sem-número de dados alarmantes, principalmente nos textos que rolam pela tela em seu final. Não há muito que seja desconhecido das pessoas que acompanham as notícias sobre o ambiente, mas imagens, como se sabe, são muito poderosas. A música de fundo é incessantemente pungente. Resta o consolo de saber que trabalhos como os de Yann Arthus-Bertrand vêm ganhando maior audiência. O fato de o documentário ter sido bancado pelo grupo PPR, imenso aglomerado de grifes de moda, nos diz também que corporações começam a examinar o território à sua volta e nossos hábitos de consumo sob uma ótica já em processo de mudança – se nos formos, elas também irão. Fonte.

    Aqui você baixa a legenda se quiser salvar do Youtube e ver depois.

     

    continue lendo
  • ‪Isaac Asimov prevendo o impacto da Internet

    Isaac Asimov[bb] mostra toda sua genialidade prevendo, em 1988, a importância da Internet[bb] na educação e em nossas vidas. Entrevista gravada em 1988 por Bill Moyers no programa de TV World of Ideas. Asimov prevê entre outras coisas as redes sociais e aplicações como a Wikipedia, Yahoo Answers, etc.

    [youtube CI5NKP1y6Ng#at=134]

    continue lendo
  • O Relógio do Longo Agora

    Assisti a um documentário que mostrou sobre uma iniciativa chamada “The Long Now Foundation” (“A Fundação do Longo Agora”) e o projeto do “Relógio dos 10.000 anos”. Claro que fiquei curioso e fui atrás pesquisar. A “Fundação do Longo Agora” foi fundada em 1996 com o intuito de ser uma instituição cultural a longo prazo com o objetivo mais que louvável de pensar no estímulo à criatividade humana a longuíssimo prazo (10.000 anos) e com uma concepção de progresso tecnológico (humano, científico e instrumental) numa escala de parâmetro focando no “mais lento/melhor qualidade” diferente do “mais rápido / mais barato” que reina nas relações humanas atualmente.

    longnow_membership.jpg

    Carteira de mebro do Projeto do Longo Agora.

    Os carros chefes da Fundação são o “Relógio” e a “Biblioteca”. A proposta partiu do cientista da informática Daniel (Danny) Hillis, que desenvolveu a arquitetura do “maciço paralelo” da atual geração de supercomputadores, projetou o desenho mecânico do “Relógio” e agora está construindo o segundo protótipo (o primeiro protótipo está em exposição em Londres, no Museu da Ciência). Os mecanismos do “Relógio” consistem em um sistema binário mecânico-digital que é tão preciso e revolucionário que teve diversos de seus elementos patenteados (com 32 bits de acuidade, ele tem precisão equivalente a um dia em 20 mil anos, e se auto-corrige por ‘travamento por fases’ (‘phase-locking’) de acordo com o sol do meio-dia.

    1º protótipo do Relógio dos 10.000 anos exposto no Museu de Ciências em Londres.

    The Long Now Foundation

    The Long Now Foundation

    Protótipos expostos em Fort Mason, San Francisco – EUA.

    Em 1999, a Fundação comprou parte de uma montanha na região oriental do Estado de Nevada, cujos altos despenhadeiros de calcário branco podem ser um local ideal para o “Relógio dos 10 Mil Anos definitivo”. Enquanto isto, Danny Hillis e Alexander Rose continuam a experimentar protótipos de Relógios cada vez maiores – o atual pode ter 20 pés de altura.

    A seguir o texto de Danny Hillis na íntegra retirado da revista Wired, edição “Cenários” de 1995.

    Algumas pessoas dizem que sentem como se o futuro estivesse fugindo delas. Para mim, o futuro é um grande trator, apertando seus freios à minha frente, enquanto sou sugado por seu vácuo. Estou prestes a bater de frente com ele.
    Quando eu era criança, três décadas atrás, o futuro estava muito distante – assim como a virada do milênio. Datas tais como 1984 e 2001 eram confortavelmente remotas. Mas o mais engraçado é que, em todos estes anos, o futuro em que as pessoas pensaram não mudou, transposto o milênio. É como se o futuro estivesse se retraindo, ano a ano, por toda a minha vida. 2005 ainda está muito longe para ser planejado e 2030 está tão distante para sequer se pensar nisto. Por que fazer planos se tudo vai mudar?

    A forma como indicamos nossos anos é parte do problema. Aqueles três zeros no formato do milênio é uma barreira conveniente, um limite reconfortante por meio do qual podemos nos assegurar no presente e isolarmo-nos de qualquer coisa que venha depois. E ainda, há mais sobre esta contração do futuro do que datas. É como se sentíssemos que algo grande está por acontecer: gráficos nos mostram o crescimento anual das populações, concentrações atmosféricas de dióxido de carbono. Endereços de internet, e Mbytes por dólar. Tudo isto sugere uma assíntota pouco além da curva do século. A Singularidade. O fim de tudo o que sabemos. O início de algo que talvez nunca possamos entender.

    Eu penso nos vigas de carvalho do teto do College Hall em New College, Oxford. No século passado, quando as vigas tiveram de ser substituídas, os carpinteiros usaram árvores de carvalho que haviam sido plantadas em 1386, quando o salão de jantar foi construído pela primeira vez. O construtor do século XIV havia plantado as árvores antecipando o tempo, centenas de anos antes do futuro, quando as vigas teriam de ser substituídas. Os carpinteiros plantam novas árvores para substituir as traves novamente, desde agora, para daqui a algumas centenas de anos?

    Quando conto a meus amigos a respeito do relógio do milênio, eles realmente acreditam ou não. A maioria conclui que não estou falando sério, ou, se estou, devo estar vivendo a crise da meia-idade. (Esta é boa, Danny, mas por que você não pode apenas elaborar um programa de computação para fazer o mesmo? Ou, talvez, ao contrário, você devesse começar em outra companhia.) Meus amigos que acreditam têm idéias que se concentram em um aspecto particular do relógio. Meus amigos engenheiros se preocupam com a fonte de energia: solar, aquática, nuclear, geotérmica, difusa, ou a força geofísica das marés? Meus amigos empresários ponderam sobre como tornar o relógio financeiramente auto-sustentável. Meu amigo escritor, Stewart Brand, começou a pensar sobre a organização que cuidará do relógio. É um teste de Rorschach – de tempo. Peter Gabriel, o músico, acredita que o relógio deveria ser vivo, como um jardim, contando as estações com flores de vida curta, contando os anos com sequóias e pinheiros típicos da Califórnia (Bristlecone Pines). O artista Brian Eno intui que o relógio deveria tem um nome, então nós lhe demos um: O Relógio do Longo Agora.

    Dez mil anos – o período de vida que eu espero para o relógio – é mais ou menos equivalente ao período da história da tecnologia humana. Nós possuímos fragmentos de cerâmicas tão antigos quanto isto. Geologicamente, é uma piscada de olho. Quando você começa a pensar em construir algo que dure tanto, o problema real não é a deterioração e corrosão, ou mesmo a fonte de energia. O problema real são as pessoas. Se algo se torna desimportante para as pessoas, é retalhado em partes – vira sucata; se se torna importante, transforma-se em símbolo, e, eventualmente, pode ser destruído. A única forma de sobreviver através dos tempos é ser forjado em material grande e sem valor, como Stonehenge (Inglaterra) e as Pirâmides do Egito, ou se perder. Os Pergaminhos do Mar Morto (Dead Sea Scrolls) conseguiram sobreviver ao ficar perdidos por quase dois milênios. Agora que eles foram localizados e preservados em um museu, eles provavelmente estão condenados. Eu lhes dou dois séculos de vida – no máximo.

    O destino das coisas realmente antigas me leva a pensar que o relógio deva ser copiado e escondido. A idéia de esconder o relógio para preservá-lo tem seu corolário natural, mas leva Teller, o mágico profissional, a sugerir sem modéstia: “O mais importante é fazer um documentário muito convincente a respeito da construção do relógio e da decisão de escondê-lo. Não construa um realmente. Isto romperia o mito se ele um dia for encontrado”. Em algum sentido, Teller está certo.

    Os únicos relógios que realmente sobreviveram ao longo dos tempos (tal como o relógio de água de Su Sung, ou o gigantesco relógio de vidro de Uqbar) o fizeram em livros, desenhos e histórias.

    No universo, informação pura vive mais tempo. Bits (dígitos binários) duram. Pouco antes de Jonas Salk morrer, eu fui afortunado o suficiente para sentar-me ao lado dele em um jantar. Eu não o conhecia muito bem, mas em conversas anteriores ele sempre havia estimulado minhas linhas mais místicas de pensamento. Eu estava certo de que ele aprovaria o relógio do milênio.

    Fiquei desapontado com sua resposta: “Pense sobre o problema que você está tentando resolver. Qual questão você está realmente querendo responder?”

    Eu nunca tinha pensado no relógio como uma questão. Era mais do que uma resposta, embora eu não soubesse direito a qual pergunta. Eu falei mais, sobre a contração do futuro, as árvores de carvalho. “Ah, eu entendo”, Salk disse. “Você quer preservar algo de você mesmo, assim como eu estou perpetuando algo de mim mesmo tendo esta conversa com você”. Eu lembrei disto poucas semanas depois, quando ele morreu. “Tenha certeza de pensar cuidadosamente naquilo que exatamente você quer conservar”, ele disse.

    OK, Jonas, OK, povos do futuro, aqui está parte de mim que eu quero perpetuar, e talvez o relógio seja minha maneira de explicar isto a vocês: eu não posso imaginar o futuro, mas eu me importo com ele. Eu sei que sou parte de uma história que começa muito antes de que eu possa me lembrar, e que continuará para muito além de quando qualquer um se lembrará de mim. Intuo que estou vivo em uma época de mudanças importantes, e sinto a responsabilidade de fazer o possível para que esta mudança se dê de forma positiva. Planto minhas sementes de carvalho sabendo que jamais viverei para fazer a colheita dos carvalhos.

    Eu tenho esperança no futuro.

    Danny Hillis.

    No vídeo abaixo está uma breve explicação sobre o objetivo, método de criação e manutensão do Relógio. Infelizmente não achei com legendas em português.

    [youtube ynd_2YBrHHE]

    Fontes: LongNow.org, Wikipedia Long Now

    continue lendo
  • Carl Sagan versus Astrologia – Batalha espacial científica

    Faz um tempinho que não postava nada sobre ceticismo. Aí vai uma história em quadrinhos ótima sobre a predominância da Ciência (na figura do ícone Carl Sagan) versus a Superstição (nos tripulantes representando as figuras astrológicas do Zodíaco). Peguei no 100nexos.

    01

    02

    Almirante Leão. Uma espaçonave não-identificada está se aproximando.

    03_leo

    Na Tela, comandante Capricórnio. Aumente.

    04

    Ah, não!!! É Carl Sagan e sua Espaçonave da Imaginação!!!

    05

    06

    Astrologia… Seu futuro parece… pouco aprazível.

    07

    Rápido, major Peixes! Dispare o Raio de Remédio Homeopático!!!

    08

    Acertamos em cheio, senhor!

    09

    Almirante! O Raio de Remédio Homeopático não teve absolutamente NENHUM efeito mensurável!

    10

    Hmmm….

    11

    [Método Científico. Clique.]

    12

    [Ciência]

    13

    Míssil em nossa direção, senhor!!!

    14

    Sargento Escorpiâo! Ativar o Escudo movido pela Máquina de Movimento Perpétuo!!!

    15

    Senhor! Não há energia alguma vindo da Máquina de Movimento Perpétuo!!!

    16

    Uh… Certo. Rápido! Todos, coloquem suas pulseiras de equilíbrio magnético holográfico antes que o mís…

    17

    BUUUUUUUM!!!

    18

    Hmmm….

    18copy

    Crocante.

    - – -

    [Trabalho genial de Ninjerktsu, via Alenônimo]

    continue lendo
  • Teremos dois sóis em 2012?

    Muito interessante isso aqui:

    Vários sites pela internet divulgaram que a estrela Betelgeuse logo irá virar uma supernova e, em 2012, irá brilhar em nosso céu como um segundo Sol.

    No entanto, segundo cientistas, isso é completamente infundado.

    De acordo com especialistas, a Betelgeuse está, sim, a caminho de se tornar uma supernova e isso deve acontecer logo – mas esse “logo” está em termos astronômicos, e pode acontecer daqui a um milhão de anos.

    Ninguém tem certeza de quando a explosão irá acontecer realmente, mas mesmo que estejamos aqui para testemunhar, a supernova não apareceria no céu como um segundo Sol. Ela se aproximaria, no máximo, com o brilho de uma lua crescente.

    Segundo os astrônomos, ela seria brilhante e apareceria no céu mesmo durante o dia e, com certeza, assustaria muita gente, mas não seria nem de perto tão brilhante quanto nosso Sol. [Life's Little Mysteries] e Hipescience

    Isso me lembra o pôr do sol em Tatooine…

    Luke-Skywalker-on-Tatooine

    continue lendo
  • Estados Alterados de Consciência

    Não sou uma pessoa supersticiosa, nem acredito em nenhum sistema religioso ou crença em alguma divindade. Quem frequenta o Blogarte já deve ter pecebido. Mas, sendo ateu e cético, me interesso bastante pelas facetas humanas inexplicadas (até agora) pela ciência como paranormalidade, ufologia, experiências de interação psico-sociais (modernas e antigas), teoria do multiverso, dentre outras áreas pseudo-científicas ou puramente especulativas.

    Uma dessas áreas que sou muito curioso é sobre os Estados Alterados de Consciência. Assisitndo a muitos documentários e fazendo algumas leituras, sei que atualmente a ciência, mais especificamente a Neurociência tem tido muitos avanços ao explicar como nosso cérebro funciona – desde os insights artíticos e criativos, passando pelos transes em rituais xamanísticos induzidos por alucinógenos naturais, pela alta sugestionabilidade de determinadas pessoas e sua capacidade de se deixarem hipnotizar, pela catarse espiritual que acontece em centenas de pessoas num culto religioso evangélico ou até mesmo pelas pessoas levadas à uma experiência de fuga da realidade (parecida com os xamãs) que as pessoas que frequentam raves ou shows de rock e são levados pelas batidas de seus ritmos.

    Como não sou especialista em nenhuma dessas áreas, sendo apenas um curioso, não tenho como escrever com propriedade sobre nada, fica apenas minha (simplória) opinião a respeito. A seguir trascrevo alguns textos que achei em pesquisas pela net. Assim que eu achar vídeos ou documentários interessantes sobre o tema posto aqui também.

    Rave Para Os Deuses

    Tambores com ritmos variados, cantos repetitivos, brados fortes com palavras de ordem e muitos outros meios de “comunicação” com seus deuses, variando de cultura para cultura. Desde tempos remotos os humanos tentam compreender o motivo de estarem vivos e qual o propósito de sua existência. E em verdadeiros shows, os humanos procuram o contato com uma realidade oculta.

    Os rituais religiosos compartilham da crença num ser superior, mas também compartilham de outras similaridades como: Cânticos repetitivos, orações em voz alta, sons dos mais diversos instrumentos de baixa frequencia, algumas se valem de líquidos rituais e iluminações particulares sem deixar de lado uma localização com boa acústica.

    Tudo o que os humanos querem é um contato, seja com um deus ou com entes queridos que partiram.

    Cada ritual com suas particularidades, até que o líder espiritual os induz a cantarem ao som de instrumentos rituais, alguns, mais modernos como as igrejas protestantes, trazem grupos com músicas religiosas. Não demora muito para que os fiéis se contagiem com a animação, isso ocorre também em shows de rock, o batimento cardíaco se afina ao ritmo do som e leva a platéia ao êxtase, no âmbito religioso o efeito é um transe espiritual.

    A acústica, as batidas de baixa frequencia e as canções repetitivas, já foram comprovadas como indutoras dos transes religiosos, mesmo quando não há ingestão de líquidos alucinógenos e essa técnica é utilizada pelos humanos há mais de quatro mil anos.

    O cérebro humano ao ser “atingido” por sons de baixa freqüência podem ser induzidos a um estado alterado de consciência o que os leva a alucinações tal como é feito na hipnose.

    Nesses transes há “possessões”, “curas”, “vidência”, “falas em dialetos”, “projeções astrais” e muitos outros efeitos causados pelo estado alterado de consciência, que leva os humanos a acreditarem num mundo oculto dando a eles esperança de vida e sentido de existência.

    Contudo, ainda me impressiono, não pelas consequências de algo que não passa de efeito cerebral, mas com a sabedoria que esses símios exibem desde tempos remotos.

    Fonte

    Estados Alterados da Consciência (EAC)

    Um estado alterado da consciência (EAC) é um estado cerebral significativamente diferente da consciência normal ou de referência. Não é, porém, o estado do cérebro em si que constitui um EAC. O estado cerebral é uma questão objetiva, mas eu relutaria em considerá-lo equivalente a uma leitura de EEG, por exemplo. Do contrário, acabaríamos considerando cochilar, tossir, dormir, estar em coma e estar morto como EACs. As leituras do estado cerebral revelam atividade ou inatividade do cérebro, mas não acho que elas sejam um bom indicador de EACs. As ondas Alfa, por exemplo, têm sido identificadas como EAC, mas na verdade medem o processamento visual no cérebro.

    O estado cerebral de referência poderia ser melhor definido pela presença de duas importantes características subjetivas: a sensação psicológica de um Eu no “centro” da percepção da pessoa, e a sensação de que esse Eu está identificado com o corpo da pessoa. Estados da consciência em que alguém “perde” o senso da identidade com o corpo ou com as percepções são definitivamente EACs. Esses estados podem ser atingidos espontaneamente, estimulados por coisas como traumas, perturbação do sono, privação ou sobrecarga sensorial, desequilíbrio neuroquímico ou febre. Podem também ser induzidos por comportamento social, como dança ou canto frenético, como também pela ingestão de drogas psicotrópicas.

    É questionável que o transe hipnótico seja realmente um EAC, embora freqüentemente pareça sê-lo. O estado hipnótico lembra mais certas pessoas com amnésia, que podem ser controladas pela apresentação de certas palavras. Mais tarde, elas não se recordam conscientemente de terem visto as palavras, mas mostram sinais de lembrança implícita delas. Não acho que chamaria a amnésia de EAC.

    Não há nenhuma prova de que os EACs possam transportar alguém para um plano transcendente de consciência ou verdade mais elevadas, embora esse mito tenha recebido ampla credibilidade graças a parapsicólogos como Charles Tart. Há uma grande variedade de sentimentos associados aos EACs, alguns dos quais bastante agradáveis, embora ilusórios e auto-enganosos. As experiências místicas, por exemplo, podem ser pouco mais que um estado cerebral. Michael Persinger foi capaz de duplicar a sensação de presença, a sensação de abandonar o corpo e outros sentimentos associados com o misticismo através da estimulação elétrica do cérebro. Muitas pessoas têm duplicado experiências religiosas usando drogas como o LSD e a mescalina. A maioria das religiões identifica o estado ideal como um EAC: abandonar o corpo e o Eu e unir-se a algum tipo de Ser Divino. Neste sentido, procurar por um EAC é procurar matar seu próprio senso de Eu.

    Fonte

    Os Estados Alterados de Consciência

    Os estados alterados da consciência não são novidade. Situações comuns como a sonolência que precede o sono, os sonhos, a semiconsciência anterior ao ato de acordar e o orgasmo são classificados nesta categoria. Em que sentido, no entanto, podemos falar de alteração? Estados em que os sentimentos, as percepções e os pensamentos são radicalmente diferentes dos da nossa consciência normal de vigília são chamados estados alterados. Esses estados alterados de consciência (EAC) levam alguns indivíduos a enxergar o mundo como um universo múltiplo, e o ego humano como um viajante num ovo cósmico.

    Desde tempos remotos o homem conheceu e empregou meios diversos para produzir essas alterações, baseando-se em que sua consciência normal de vigília seria apenas um tipo especial de consciência. Em toda a volta, divididas pelas separações mais tênues, estariam formas em potencial de consciência inteiramente diferentes.

    Os primitivos na Europa, no Oriente e na América pré-colombiana utilizavam a raiz da mandrágora, o meimendro, a beladona e muitos outros alcalóides para alterar as idéias e percepções. Cogumelos, ervas, chás, cantos, danças, jejuns, exposição ao sol, meditação, orações intensas, drogas e álcool – todos estes recursos eram usados pelas culturas passadas, e presentes, para criar estados alterados da consciência.

    Qual é, porém, o significado destes estados? Qual é a relação deles com a consciência de vigília? São simplesmente fenômenos alucinatórios ou possuem uma realidade misteriosa própria?

    A dependência ocidental às explicações materialistas e “científicas” do universo reforçou a crença num mundo exterior real e único. Para a maioria das pessoas, o mundo dos objetos sensíveis, das inter-relações práticas, dos lugares e das coisas, é o mundo da realidade definitiva. Outros estados da consciência, bem como seus universos correspondentes, são, por conseguinte, menos reais, ou irreais.

    Entretanto, as interpretações da física teórica, a mecânica quântica, o desenvolvimento da percepção e as pesquisas psíquicas sugerem haver uma espécie diferente de “realidade” além da que aceitamos normalmente. A nova explicação da mecânica quântica, baseada na obra de Heisenberg e Schrödinger, afirma que a realidade, nosso universo, é composta de uma multidão de “mundos mutuamente inobserváveis, mas igualmente reais”. Isto contraria a experiência normal de nossa consciência em estado de vigília, mas coincide com algumas conclusões derivadas das pesquisas dos estados alterados da consciência.

    Indivíduos que experimentam algum tipo de estado alterado de consciência têm a sensação de sair do corpo, penetrar em dimensões diferentes, viajar pelo espaço. Poderes psíquicos são igualmente experimentados. Essas pessoas vêem figuras de Mestres e Santos, imagens coloridas e paisagens surrealistas. Outros avistam uma imensidão de galáxias panorâmicas, relatam experiências “sagradas” e coisas assim.

    Alguns chamam estas experiências de “realidades subjetivas”. Entretanto, num universo em que mundos igualmente reais podem coexistir, a distinção entre real e irreal, objetivo e subjetivo, não é facilmente traçada. Digamos, por exemplo, que um sujeito em transe perceba uma dimensão diferente, de um nível separado, mas tão real quanto nosso mundo sensorial. Qual das visões neste caso seria a mais real?

    Capacidades de percepção grandemente ampliadas, como muitos outros poderes psíquicos, parecem fazer parte da psique humana. Só que essas faculdades, na sua maioria, estão adormecidas pelo transe cultural. A afirmação de que somos socialmente hipnotizados, fixados numa espécie de transe cultural, e orientados por tipos aprendidos de comportamento, ocorre nas obras de muitos pesquisadores. Assim, nossas experiências e educação cultural limitam e deformam nossa visão particular do mundo. O despertar normal da consciência pura é, então, limitado por uma percepção particular da realidade; a consciência comum é limitada às categorias e aos preconceitos aprendidos.

    A conclusão lógica é que a consciência pura é uma maneira mais verdadeira de se enxergar a realidade. Sem dúvida, o que sabemos é em grande parte uma questão de experiência e de educação. Mas ninguém pode saber tudo. O que acontece, portanto, se nossa visão do mundo for preconcebida ou limitada? Praticamente todas as pessoas vêem um mundo de objetos comuns – mesas, prédios, árvores -, mundo que é familiar e reconhecível à maioria. Agimos e nos comunicamos razoavelmente bem neste mundo de consenso público. O que parece ocorrer, no entanto, é que a consciência age como um filtro. Ela seleciona apenas alguns fatos da imensa variedade existente. O ego consciente, portanto, só recebe uma parte da verdade. Ele é uma espécie de ilusionista psíquico que procura preservar-se a si mesmo às custas da alienação. Os estados alterados da consciência lhe apresentam um mundo estranho, talvez um mundo de caos, como nos sonhos. Não é preferível que esse ego limite sua percepção ao mundo em que pode atuar com facilidade e economia? Ao mundo em que se sinta seguro? Afinal, o mundo aceito por todos é aquele que oferece a maior segurança. Mas não deveria ser assim, pois a existência dos estados alterados da consciência e as afirmações da física quântica indicam que há mais coisas na “realidade” do que percebemos atualmente.

    Os físicos e os místicos analisam os fenômenos e chegam a conclusões bastante próximas: o mundo observável é diferente daquele que o intelecto interpreta através dos sentidos. A teoria quântica e a teoria da relatividade tornaram nosso universo material num mundo de impossibilidades. As partículas subatômicas desafiam as leis de causa e efeito. Os elétrons parecem saltar do contínuo espaço-temporal e reaparecer em outro lugar. Numa experiência inacreditável, um elétron foi disparado sobre uma folha de metal com dois furos, e pareceu penetrar os dois furos simultaneamente. Neutrinos são partículas “fantasmas” que viajam através da matéria como se ela não existisse. Aliás, a mente parece agir muitas vezes como essas partículas; talvez a mente possa anular o mundo espaço-temporal e penetrar em outras dimensões.

    Os físicos nos dizem que os objetos são realmente energia que assumiu uma certa forma; que aquilo que conhecemos como matéria é na realidade uma construção mental. Também neste caso isto pode ser um exemplo da mente que enxerga as coisas de uma certa forma devido ao transe cultural. Nas descrições místicas da união, há muitas narrativas do corpo que se transforma em energia e em luz. Talvez aqueles que dizem avistar a aura humana sejam capazes de ver a matéria e a energia simultaneamente, um mundo de energia justaposto ao mundo da matéria.

    A teoria da realidade separada mas igual sustenta que os estados alterados de consciência possuem alguma realidade objetiva. O que parece acontecer durante esses estados é a suspensão temporária da capacidade de interpretar, de associar e de julgar em termos dos padrões normais da vigília. Significa experimentar o mundo diretamente, apreender sua essência sem interpretá-la primeiro. É uma consciência isenta de envolvimento do ego. O mundo se transforma então num fluxo indiferenciado de consciência, ou em outra dimensão que não sabíamos existir.

    Um passarinho, ao nascer, pode muito bem interpretar o quebrar da casca do ovo como sendo o desabamento do céu. O nascimento, para o passarinho, significaria o fim do mundo, ou melhor, do seu mundo. Como o passarinho, o ego deve romper a casca aparente do seu mundo para ter uma visão mais clara do universo.

    A promessa verdadeira dos estados alterados da consciência não fala em poderes sobre-humanos, mas sim na possibilidade de ampliação da consciência, na capacidade de abordar os fatos externos e internos em termos de igualdade, na ruptura das antigas categorias e na fusão do ego e do não-ego, do self e do mundo.

    O passarinho da nossa estória não conhecia outro mundo além da casca interna do seu ovo, mas nós sabemos que há mais coisas na psique humana além das que utilizamos atualmente. Se somos tão misteriosos e assustadores quanto este mundo incompreensível, quem pode prever do que somos capazes? E não há motivo para temermos quebrar a casca do ovo. Afinal, o passarinho só pode voar depois de partir a casca…

    Fonte

    Avanços das Neurociências e o Mapeamento cerebral em estados alterados consciência

    O tema Hipnose e T.V.P. foi sempre um assunto polémico e foi sempre deixado à margem do mundo científico.

    Dentro de um rigor científico, a necessidade da comprovação e da demonstração dos fenómenos e da falta de tecnologia que possa acompanhar e explicar a forma como se processam os cerca de 20 estados alterados de consciência existentes e descritos, visto que dentre as poucas possibilidades de se observar e avaliar estes estados alterados para defini-los de forma objectiva com base em parâmetros electroencefalográficos (EEG), comportamentais e introspectivos.

    Mas parece que este dilema tecnológico tem vindo a ser superado desde há 10 anos com o avanço das neurociências. Têm vindo a ser realizados estudos com aparelhos tipo PET Scan (Positron Emition Tomography Scanner), que possibilitam a partir de injecção de glicose activada, identificar as áreas cerebrais activas em diferentes situações experimentadas em pacientes.

    No entanto, o importante é que estas avaliações acontecem de forma dinâmica, não estática como acontece com os tomógrafos convencionais. E podem-se observar estruturas mais profundas do que a limitação imposta pelos eletroencefalógrafos que acompanham somente a cortical e que podem ser estudadas estruturas mais profundas do sistema nervoso; neste caso o que nos interessa é o Sistema Límbico Hipotalâmico e as suas relações com o estado alterado de consciência do transe hipnótico ou de uma Terapia de Regressão.

    Baseado nestes estudos de pesquisa de ponta há 2 anos estão a ser realizadas pesquisas com o Pet Scan direccionadas ao estudo do transe hipnótico como estado alterado de consciência em conceituadas instituições norte americanas como Universidade de Standford e Harvard e os Hospital Geral de Massachusetts e Memorial Hospital de Neva York. Neurologistas, radiologistas, psiquiatras e outros profissionais tentam desvendar os mistérios da hipnose clínica.

    Desde 1985 que se fazem estudos mas que não têm esta amplitude. Com o advento de novas tecnologias, têm sido elaborados trabalhos científicos para perceber o funcionamento do cérebro humano durante uma Hipnose de Regressão. Investigadores de vários países chegaram a conclusões muito parecidas. Há de facto, uma alteração notável em determinados sectores lógicos do cérebro que foram registados e mapeados.

    O Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) entre outros, pesquisadores, médicos e psicólogos têm desenvolvido pesquisas para obter uma fundamentação científica para o seu método obtendo inclusivamente apoio de instituições estrangeiras como a Universidade de Standford e Harvard e os Hospital Geral de Massachusetts e Memorial Hospital de Neva York nos EUA. O objectivo das pesquisas em curso é descobrir o que ocorre neurologicamente com o paciente durante uma sessão de regressão.

    Num destes trabalhos, ao colocarem 20 eléctrodos na cabeça de um paciente, eles conseguiram identificar as mudanças nas frequências cerebrais em cada fase da regressão. Ilustrações demonstram resultado da pesquisa do INVC. À esquerda, como as ondas cerebrais ficam quando está relaxada. As cores mais escuras demonstram o estágio mais profundo, onde há um predomínio de ondas alfa na parte occipital do cérebro. À direita, o mapeamento das ondas cerebrais em fase de regressão. Na figura onde há cores mais escuras se acumulando na parte frontal do cérebro; é o momento mais profundo da regressão e percebe-se que há um maior predomínio de ondas Delta.

    Eles concluíram que durante o período de relaxamento há uma predominância de ondas Alfa na região occiptal do cérebro, perto da nuca. Mas durante a regressão na região do lobo frontal, na parte da frente do cérebro, predominam as ondas Delta, que caracterizam o estado alterado de consciência e que foi detectada em monges tibetanos quando em meditação. Essas ondas Delta surgem concomitantes com as frequências Beta, que caracterizam o estado de vigília, a consciência.

    Ou seja, quando o paciente é induzido à regressão, ele experimenta um estado modificado de consciência que é neurologicamente diferente do estado de vigília, porém preserva a consciência. É isso que explica como, ao mesmo tempo em que se tem acesso aos conteúdos do seu inconsciente, o paciente tem condições de se conscientizar e trabalhar terapeuticamente com esses conteúdos.

    Fonte

    continue lendo
  • A escala do Universo

    sizescaleanimation

    Do menor comprimento físico observável, o comprimento de Planck, medindo 0,00000000000000000000000000000000001 metros; ao maior tamanho, o tamanho do próprio Universo estimado em 930.000.000.000.000.000.000.000.000 metros: são muitos zeros em uma diferença de magnitude difícil de compreender.

    Ou talvez nem tanto. Em uma fantástica animação interativa em Flash, você pode viajar por todas as escalas do Universo, começando da espuma quântica na escala de frações de yoctometros, passando por átomos, moléculas, vírus, células, seres vivos, planetas, estrelas, nebulosas, galáxias, aglomerados, o agrupamento local, o universo observável e o próprio Universo, com tamanho medido em yottametros.

    De 10^-35 a 10^26, é uma longa viagem, e você pode arrastar a barra com o mouse para navegar ou usar as teclas de direção do teclado se desejar mais precisão.

    Como Phil “Bad Astronomer” Plait comentou, “minha parte favorita está no extremo menor, quando você precisa passar por várias potências de dez com nada acontecendo até o comprimento de Planck, a menor escala no Universo. É uma noção um tanto aterradora”.

    Será mera casualidade que a maior parte dos objetos que ilustram as escalas do Universo se concentre nas escalas ao redor de nosso próprio tamanho? Teorias físicas sugerem que pode haver uma incrível complexidade em escalas próximas do comprimento de Planck, bem como resta quase literalmente um Universo a descobrir em escalas estelares, galácticas, de grande agrupamentos. São quase 60 potências de dez do mundo bem real em que vivemos disponíveis para exploração científica.

    Como dizia Sagan, nós mal começamos a explorar as margens do oceano cósmico, que se estende tanto pelas estrelas quanto pelo interior dos átomos.

    Fiz crtl+c e ctrl+v dessa notícia direto do 100 Nexos, ótimo site sobre ciência, educação e tecnologia! Esse infográfico interativo ficou muito bom, dá uma noção exata do quanto somos insignificantes no Universo… ou não.

    continue lendo
  • Marcas gigantes na Amazônia

    Vejam essa matéria interessante do G1:

    http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1429764-5603,00-ARQUEOLOGO+DESCOBRE+NO+AM+NOVAS+MARCAS+GIGANTES+DE+POVOS+ANCESTRAIS.html

    Arqueólogo descobre no AM novas marcas gigantes de povos ancestrais – Geoglifos foram encontrados em Boca do Acre (AM).
    Foto: Diego Gurgel-Projeto Geoglifos/Divulgação

    E não foi só no Amazonas. Também foram descobertos geoglifos no Acre. Essas marcas gigantes guardam similaridades às encontradas em Nazca, no Peru, que ficaram famosas nos livros de Erich Von Danikem (“Eram os deuses astronautas?” e outros) com suas explicações pseudo-científicas sobre a “origem extraterrestre” das marcas.

    continue lendo
  • Exposição “Por dentro da mente de Leonardo Da Vinci”


    Peguei a dica no Marcus Histórico:

    Boa pedida para entrar na mente do gênio renascentista Leonardo da Vinci. Confira também a programação das palestras:

    17/12 quinta-feira: Olivio Guedes
    Manhã: Os Segredos de Leonardo Da Vinci.
    Tarde: Os Signos e Símbolos de Da Vinci.

    13/01 quarta- feira: Carmen Aranha.
    Manhã: Leonardo: Conhecimento e Linguagem I.
    Tarde: Leonardo: Conhecimento e Linguagem II.

    14/01 quinta- feira: Marco Rizolli.
    Manhã: O Renascimento Figurativo.
    Tarde:Ciência e Cultura no Renascimento Italiano.

    15/01 sexta- feira: Walmir Cardoso.
    Manhã: Tecnologia no Renascimento.
    Tarde: A Ciência depois de Leonardo Da Vinci.

    20/01 quarta-feira: Edson Leite.
    Manhã: A Música no Renascimento.
    Tarde:Leonardo: a Música a sua volta.

    Fonte: ASCOM Parque Botânico Vale

    continue lendo
  • Ateísmo: uma breve história da descrença.

    Série de três episódios que compõe esse excelente documentário sobre a evolução do pensamento cético e racional. Peguei o texto e links direto do Cine Documentário. Cada episódio é dividido em três partes de aproximadamente 200MB cada (conexões lentas pode demorar), disponíveis pra baixar no Rapidshare. Deleitem-se:

    Jonathan Miller

    Uma breve história da descrença, de  Jonathan Miller (Jonathan Miller’s Brief history of  disbelief)

    Documentário dividido em 3 episódios produzido pela BBC, escrito e apresentado por Jonathan Miller. Nessa serie ele nos mostra os primeiros ateus e pensadores, que mesmo muitos pagando com suas próprias vidas, ousaram não acreditar em deus e dizer por quê. O que esses brilhantes e corajosos descrentes enfrentaram não foi à ira divina, mas sim os imperadores, reis, ditadores, líderes religiosos e suas igrejas, que temiam suas idéias, pois elas poderiam ser perigosas, para eles se manterem no poder. Atualmente em países democráticos as pessoas podem manifestar suas opiniões céticas a respeito de mitos, lendas e histórias sobrenaturais como as religiosas, sem sentirem as chamas ardentes da inquisição… Mas essas idéias libertadoras podem continuar sendo perigosas para os que ainda tiram proveito das crenças alheias, para os fanáticos religiosos, ou os que acreditam por inércia e cultura.
    Em pleno século 21 temos que enfrentar as conseqüências da Fé religiosa, e garantir que a liberdade, avanços, direitos e conquistas que todos desfrutamos na democracia secular, não nos sejam negados como no passado de ignorância, onde: “A voz de deus é que era obrigatoriamente a voz do povo”. Agora quem decide são os cidadãos, os eleitores e não os porta-vozes divinos.
    Toda essa interessante historia da descrença é analisada e mostrada por Jonathan Miller e seus entrevistados, nessa série excepcional e singular de documentários.

    Sombras da Dúvida

    Jonathan Miller visita as Torres Gêmeas ausentes para considerar as implicações religiosas de 9/11 e encontrar Arthur Miller e o filósofo Colin McGinn. Ele procura por evidência dos primeiros ‘incrédulos ‘ na Grécia Antiga e examina algumas das teorias modernas ao redor, por que pessoas sempre tenderam a acreditar em mitologia e magia.

    Parte 1
    Parte 2
    Parte 3

    Cara ou Coroa

    Com a dominação do Cristianismo de 500 DC, Jonathan Miller pergunta-se como a descrença começou a re-emergir nos séculos 15° e 16° . Ele descobre qua a divisão dentro da Igreja teve um papel mais poderoso que as descobertas científicas do período. Ele também visita Paris, a casa do ateu de século 18, Barão D ‘Holbach, e mostra como politicamente perigoso era enfraquecer a fé religiosa das massas.

    Parte 1
    Parte 2
    Parte 3

    A Hora Final

    A história da descrença continua com as idéias de filósofo autodidático Thomas Paine, os estudos revolucionários de geologia e as teorias evolucionárias de Darwin. Ele entrevista Richard Dawinks, autor do best seller Deus, um delírio. Jonathan Miller olha para Froid para visualizar a religião, esta que é uma ‘desordem pensada’. Examina sua motivação tentando fazer uma ligação aos assuntos, sobre morte e o fanatismo religioso do século 21

    Parte 1
    Parte 2
    Parte 3

    Legendas em PT-BR dos 3 episódios

    continue lendo
  • RSS
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Twitter
  • YouTube