Tag "brasil"

  • Deuses africanos em manipulações fotográficas

    Mesmo o Brasil sendo um país cuja cultura foi imensamente influenciada pela herança dos africanos, de um modo geral sabemos pouco sobre a mitologia africana. Só recentemente os conteúdos afro-brasileiros (história, arte, religião) foram considerados importantes para entrarem no currículo oficial das escolas públicas e particulares no país.
    Conhecemos Zeus, Hércules, Thor e Loki (massificados pelos quadrinhos, filmes e séries mas, se formos parar pra ver, poucos de nós conhecem bem os orixás de religiões como Umbanda e Candomblé. Um dos motivos para tal negligência e ignorância foi (e ainda é, de certa forma) a influência da religião cristã, inicialmente católica e agora de modo mais combativo os neo-pentecostais e evangélicos.
    Preconceitos e discriminações à parte a verdade é que a integração das religiões afro na sociedade é pouco difundida, então mesmo sabendo alguns nomes por aí, é difícil quem saiba dar forma a esses deuses. A representação imagética dos deuses e entidades são muito pouco conhecidas. Quais suas formas, suas principais características?
    O fotógrafo americano James C. Lewis, CEO da Noire 3000 Studios, resolveu ser mítico e criou a série Yorùbá African Orishas, que representa 20 dos mais de 400 deuses da religião nigeriana yorùbá (ler iorubá), que deu origem, por intermédio do tráfico de escravos, a várias ramificações no Brasil, Jamaica, Cuba e Caribe, como Santeria as já citadas Umbanda e Candomblé.
    Diferente, no entanto, das ilustrações comumente vistas das divindades, James resolveu fazer uma representação menos adereçada e mais estilizada. Há uma grande valorização da aparência dos deuses, bem no estilo do que podemos encontrar em outras mitologias — com direito a muito músculo e umas feições que lembram personagens de filmes, séries ou games. Se Thor e Loki podem ser representados no cinema assim, por que não esses deuses?

    Aganju: Deus dos vulcões e desertos, também pai de Xangô (em outras histórias, seu irmão).
    Representação padrão -
    Obaluaiyê: Deus das doenças e enfermidades.
    Representação padrão -
    Erinlè: Deus da saúde física e bem-estar, médico dos deuses (e segurança de buaty nas horas vagas, combinemos). No Candomblé ele corresponde a Oxóssi.
    Representação padrão -
    Exú: Deus das encruzilhadas, mensageiro entre humanos e divindades.
    Representação padrão -
    Ìbejì: Deuses da juventide e vitalidade, também conhecidos como os Gêmeos Sagrados (as moça tá tudo pedindo pr’eles serem sagrados na casa delas qu’eu seeeei) (e são normalmente relacionados aos famosos Cosme e Damião dos docin).
    Representação padrão -
    Obatalá: Deus da humanidade e retidão espiritual e moral, Rei do Pano Branco e segundo filho de Olorum (o criador do universo). E, na moral, deve dar um pau no Shao Kahn.
    Representação padrão -
    Obá: Deusa do casamento e domesticidade, esposa banida de Xangô e filha de Iemanjá.
    Representação padrão -
    Oxumarê: Deus da mobilidade, cobra-arco-íris (ele é uma serpente em algumas representações), guardião das crianças, lorde das coisas prolongadas e controlador do cordão umbilical (Ah, e também é considerado protetor dos LGBT!).
    Representação padrão -
    Ogum: Deus guerreiro do ferro, trabalho, política, sacrifício e tecnologia.
    Representação padrão -
    Okô: Deus da agricultura e colheita (e faz ponta de Chris Rock vez ou outra).
    Representação padrão -
    (pronto pra soltar um Hadouken na tua fuça) Olokun: Deus do oceano abissal, e significa “sabedoria imensurável”.
    Representação padrão -
    Olorum: Deus e criador do Universo, também conhecido como O Senhor do Céu.
    Representação padrão -
    Ori: Deus da intuição espiritual e destino. Seu nome significa, literalmente, “cabeça”.
    Representação padrão -
    Orunmilá: Deus da sabedoria, adivinhação e vidência.
    Representação padrão -
    Oxum: Deusa da beleza, amor, fertilidade e divindade dos rios.
    Representação padrão -
    Oxóssi: Deus da caça e patrulha, protetor dos acusados e de quem busca justiça (ou seja, protetor da maior parte dos filmes de ação).
    Representação padrão -
    Oyá: Deusa guerreira do vento, mudanças bruscas e redemoinhos. Poderosa feiticeira (pode isso, povo do RPG? Guerreira, feiticeira e elemental?).
    Representação padrão -
    (canto deOssanha ou Ossaim: Deus da floresta. Curador natural, guardião das ervas (tem que ter o Mago Branco na party, né, galere?)
    Representação padrão -
    Xangô: Deus do fogo, raio e trovão. Representa o poder e sexualidade masculinas.
    Representação padrão -
    Iemanjá: Deusa-mãe da humanidade, divindade do mar, filha de Obatalá e mulher de Aganju.
    Representação padrão -
    continue lendo
  • “Turma da Mônica – Laços”. Releitura em graphic novel dos clássicos personagens de quadrinhos brasileiros.

    Depois de meses de mistério, Sidney Gusman, o responsável pelo Planejamento Editorial da Maurício de Sousa Produções finalmente revelou no dia 10 de abril de 2013, a capa e as primeiras imagens da segunda Graphic MSP: Turma da Mônica  - Laços, dos já renomados irmãos Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi. Vitor e Lu possuem a qualidade de tornar mágico e encantador tudo o que tocam!

    A imagem que vinha sendo divulgada abaixo era apenas um teaser e não a capa como o próprio Sidney Gusman fazia questão de esclarecer.

    Esse projeto, já anunciado a mais de um ano, tem como objetivo produzir álbuns de luxo feitos por artistas de fora do estúdio com histórias fechadas e temáticas mais adultas revisionando o universo de Maurício de Sousa. A artista Priscilla Tramontano fez a cor de base em várias páginas. Lembrando que o lançamento da Graphic MSP de Vitor e Lu Cafaggi chega às bancas e livrarias na primeira quinzena de maio de 2013.

    O primeiro número foi Astronauta- Magnetar de Danilo Beyruth lançado em outubro de 2012. Obra elogiadíssima com três indicações para o Troféu HQ Mix nas categorias de desenhista, roteirista e edição especial, também vai ser publicada na Europa.

     

    Curtam o preview das páginas da Graphic Novel da Turma da Mônica.

     

     

     

     

    Junto com as imagens também foi liberado um texto que estará na quarta capa do álbum. Quem escreve é o diretor Carlos Saldanha de filmes como Era do Gelo e RioNa história, a turma vai em busca do Floquinho, o cachorro do Cebolinha que está perdido. A trama tem muito do filme Conta Comigo, sucesso dos anos de 1980 estrelado por River Phoenix. Mas também existem muitas referências a outros sucessos da época. Sidão (Sydnei Gusman), confessou ter chorado de emoção ao final da história, o que não é nem um pouco surpreendente tratando-se de uma obra de Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi com cores de base da Pricilla Tramontano em várias páginas.

    “Que tal a Magali e a Mônica no dia em que se conheceram, no traço da Lu Cafaggi? ” (Sidney Gusman)

    “Cena noturna da #GraphicMSP Turma da Mônica – Laços, no traço do Vitor Cafaggi. O que será que a Turminha viu?” (Sidney Gusman)

    “Em Turma da Mônica – Laços, não podia faltar um plano infalível! Arte de Vitor Cafaggi” (Sidney Gusman)

    “Pegue o babador e veja o Floquinho filhote, no traço exuberante da Lu Cafaggi. “ (Sidney Gusman)

    “O genial animador e diretor Carlos Saldanha, de A Era do Gelo, assina o texto de quarta capa de Turma da Mônica – Laços. Olha só o que ele escreveu sobre o trabalho de Vitor cafaggi e Lu Cafaggi!”  (Sidney Gusman)

    E para finalizar uma homenagem de Lancast Mota, roteirista da Maurício de Sousa Produções:
    “O Lancast Mota, roteirista da Maurício de Sousa Produções, gostou tanto dos previews da Graphic MSP Turma da Mônica – Laços, que agradeceu assim a Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi.”  (Sidney Gusman)
    continue lendo
  • 22 de novembro – Dia do Músico – Construção de Chico Buarque

    Para homenagear meus amigos músicos exibo aqui a música que considero sendo a mais bonita e bem elaborada em língua portuguesa: Construção, de Chico Buarque de Holanda.

    Aqui a versão original… sublime. Foi composta em 1971, em pleno regime ditatorial brasileiro.

    Aqui, uma versão executada pelo Maestro Fito Páez, em UNAM, México, em 2011.

    E aqui uma versão do próprio Chico lançada num DVD especial.

    Aqui a letra da música e um ótimo texto de análise da mesma.

    Amou daquela vez como se fosse a última
    Beijou sua mulher como se fosse a última
    E cada filho seu como se fosse o único
    E atravessou a rua com seu passo tímido
    Subiu a construção como se fosse máquina
    Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
    Tijolo com tijolo num desenho mágico
    Seus olhos embotados de cimento e lágrima
    Sentou pra descansar como se fosse sábado
    Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
    Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
    Dançou e gargalhou como se ouvisse música
    E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
    E flutuou no ar como se fosse um pássaro
    E se acabou no chão feito um pacote flácido
    Agonizou no meio do passeio público
    Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

    Amou daquela vez como se fosse o último
    Beijou sua mulher como se fosse a única
    E cada filho como se fosse o pródigo
    E atravessou a rua com seu passo bêbado
    Subiu a construção como se fosse sólido
    Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
    Tijolo com tijolo num desenho lógico
    Seus olhos embotados de cimento e tráfego
    Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
    Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
    Bebeu e soluçou como se fosse máquina
    Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
    E tropeçou no céu como se ouvisse música
    E flutuou no ar como se fosse sábado
    E se acabou no chão feito um pacote tímido
    Agonizou no meio do passeio náufrago
    Morreu na contramão atrapalhando o público

    Amou daquela vez como se fosse máquina
    Beijou sua mulher como se fosse lógico
    Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
    Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
    E flutuou no ar como se fosse um príncipe
    E se acabou no chão feito um pacote bêbado
    Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

    A letra possui um aspecto narrativo, além de um caráter cíclico e comparativo. As três estrofes são muito semelhantes, em especial as duas primeiras; a diferença básica pode ser atribuída à última palavra de cada verso, sempre uma proparoxítona, que torna o ritmo da música bem marcado e repetitivo.

    Os versos “Amou daquela vez como se fosse a última / Beijou sua mulher como se fosse a última / E cada filho seu como se fosse o único / E atravessou a rua com seu passo tímido” demonstram que o sujeito da canção é um homem, pai de família. Existe um grande laço com sua mulher (“como se fosse a última”) e um indicativo de que possui vários filhos (“e cada filho seu”). Uma outra idéia sugerida é que um homem de baixa condição social, devido ao andar tímido, que transparece a submissão aos demais na rua, e também pelo número de filhos, muitas vezes associado à baixa classe social.

    O título da canção, bem como a profissão do homem, fica evidenciado pelos próximos versos. Em “Subiu a construção como se fosse máquina”, o desempenho no emprego é comparado a uma máquina, isto sugere que o homem trabalha sem questionar o que faz, apenas está condicionado ao seu trabalho, algo tão comum que o faz automaticamente. Lembrando que a letra foi escrita durante a ditadura militar, algo que nos remete a pensar na submissão forçada: ou faz aquilo que mandam, ou é punido.

    “Ergueu no patamar quatro paredes sólidas / Tijolo com tijolo num desenho mágico”, estes dois versos comprovam o emprego do homem, ligado a construção civil, que também reafirma a idéia de sua baixa classe social. Talvez uma das partes mais sentimentais da música está em “Seus olhos embotados de cimento e lágrima”, pois mescla um objeto nem um pouco emotivo, o cimento, com um símbolo da sensibilidade, a lágrima. O interessante desse paradoxo é ver que podem coexistir, nos olhos do trabalhador, a frieza do cimento com a fraqueza das lágrimas, algo que em muito reflete o sofrimento desta condição social: a rigidez imposta com o sentimento oprimido.

    Nas passagens “Sentou pra descansar como se fosse sábado / Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe”, fica evidenciado o alívio da hora do descanso. Sábado é o primeiro dia do fim de semana, aquele dia que vem logo após a semana atribulada. Quando o intervalo do serviço é comparado a sábado, a necessidade de descanso é realçada. O ato de almoçar uma comida tão simples, rotineira, como o feijão e arroz, e se sentir um príncipe, indica um gosto muito grande por uma combinação cotidiana, como se não se pudesse escapar desta rotina.

    O alcoolismo, muito comum nas camadas inferiores da população, está claramente desenhado em “Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago / Dançou e gargalhou como se ouvisse música”. Além do mais, sabe-se que trabalhadores de construção civil bebem para manter uma força muscular, relacionada ao trabalho braçal.

    Em meio a alegria barata proporcionada pela bebida, ocorre um acidente: “E tropeçou no céu como se fosse um bêbado / E flutou no ar como se fosse um pássaro / E se acabou no chão feito um pacote flácido”. Destes versos podemos retirar que o homem trabalha em um prédio alto, tão alto que tropeçar de lá é quase como tropeçar do céu. A comparação com um bêbado é tanto por ter ingerido álcool anteriormente quanto pelo andar trôpego e descuidado dos embriagados. Ao tropeçar, começa a cair e choca-se ao chão, num impacto tão forte que seu corpo parece flácido.

    Após a queda, “Agonizou no meio do passeio público”, isto é, os últimos momentos de vida daquele homem. E para fechar: “Morreu na contramão atrapalhando o tráfego”. O último verso mostra a indiferença da morte daquele cidadão. Ao cair do prédio e estatelar-se no chão, a única preocupação que ocorre, por parte do público que ali estava, foi em relação ao trânsito, como se qualquer objeto tivesse caído, e não um pai de família. A contradição existente é que, dentro de casa, o homem é o líder, mas na rua é um sujeito qualquer, um parafuso da engrenagem capitalista, no caso, da construção de imóveis que vão servir luxuosamente a outras pessoas.

    As outras estrofes apenas repetem a história, causando certas confusões, como em “Ergueu no patamar quatro paredes flácidas”. Logicamente, daria para estender muito mais a análise das duas últimas estrofes, mas vou me ater apenas àlguns trechos. A indiferença do homem é realçada em “Morreu na contramão atrapalhando o público” e, melhor ainda, em uma das melhores partes da letra: “Morreu na contramão atrapalhando o sábado”.

    Foi uma jogada muito inteligente com o “atrapalhando o sábado”, porque é como se o descanso do público tivesse sido interrompidoa pela morte do trabalhador. Enquanto ele estava erguendo paredes, o público passeava; na hora em que se acidentou e morreu, incomodou os outros.

    As estrofes começam com “amou” e terminam com “morreu”, outra antítese muito interessante da letra que destaca a narrativa, onde as coisas começam bem e, de uma maneira ou de outra, terminam num fim. Neste caso, o fim é sua própria morte, deixando para trás o seu lar, onde sua posição como líder era muito importante; deixa de lado também seu trabalho, onde era insignificante.

    No arranjo da música, percebe-se que a última estrofe é cantada de um modo mais acelerado, com sons vindo de todos os lados. Este efeito gera uma confusão, um desnorteamento que ilustra a vida sem rumo daquele trabalhador. A repetição do mesmo alicerce das estrofes mostra que esta rotina é comum, acontecendo com vários trabalhadores por aí, todos invisíveis à sociedade. Fonte Adriano Senkevics

     

    continue lendo
  • Oficina de Arte com Angella Schiling

    Visita dos meus alunos da 3ª série Ens. Médio (matutino) 2012 do Centro de Ensino Liceu Maranhense (Rede Pública Estadual) à Galeria de Arte do SESC Deodoro – MA para apreciar a exposição “A vida em ácido e metal”, do “Projeto SESC Amazônia das Artes” da artista plástica e professora Angella Schilling e participar de uma oficina de arte sobre gravura.

    [youtube Qku5KsQZ32A&feature]

     

    continue lendo
  • Humor nas redes sociais

    Quem me acompanha nas redes sociais do Facebook e Twitter sabe que tenho um ponto de vista bastante crítico sobre o que considero errado no Brasil e procuro expôr isso de maneira bem humorada. Além disso minha intensão é fazer o leitor/observador refletir sobre o assunto e também, simplesmente, divertir-se. Vejam algumas das imagens que bolei e postei pelas redes.

     

     

    continue lendo
  • Exposição Fotográfica e Palestra no Liceu Maranhense

    Na sexta-feira (11/05/2012) realizamos na Escola Liceu Maranhense da Rede Pública de Educação do Estado do Maranhão, com meus alunos da 3ª série do Ensino Médio matutino, uma Exposição Fotográfica tendo como tema um conteúdo das nossas aulas da disciplina Arte – Artes Visuais – os Elementos Básicos da Linguagem Visual. Ao todo foram 28 painéis no formato 40cm x 20cm com 6 fotos cada em que os alunos conseguiram corresponder à pertinência ao tema, à qualidade técnica das fotos e ao olhar inusitado. Este é o primeiro passo para o clube de fotografia que montaremos na escola. O evento foi feito no auditório da escola e contou com a lotação das 7 turmas da 3ª série e tivemos a participação mais que especial de uma palestra sobre fotografia do amigo e fotógrafo profissional Daniel Martins do www.9d.com.br.

    Clique nas miniaturas abaixo para apreciar os trabalhos e ver os nomes das turmas e autores.

    continue lendo
  • Marca dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016

    “Espírito em Movimento”. Esse é o conceito da belíssima marca dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016 apresentada no último dia 26 de novembro e criada pela agência Tátil, a mesma que desenvolveu a marca dos Jogos Olímpicos.

    comunicadores marca paralimpica paraolimpiadas rio 216 610x828 branding tátil rio 2016 paraolimpicos paralímpicos marca jogos design

    “Essa é uma marca que expressa paixão e transformação sob a ótica do Movimento Paralímpico e seus valores: coragem, determinação, inspiração e igualdade. Uma marca que pode não apenas ser vista, mas também experimentada por meio de diversos sentidos, atingindo o maior número de pessoas, no mesmo espírito de inclusão que queremos para os Jogos”, disse o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™, Carlos Nuzman.

     

    comunicadores marca paralimpica paraolimpiadas rio 216 atletas 610x482 branding tátil rio 2016 paraolimpicos paralímpicos marca jogos design

    “Para materializar a alma, usamos símbolos universais para aproximar pessoas: a espiral como ícone que traduz superação; o infinito, que representa a energia traduzida na garra; e o coração, signo fundamental, o centro vital de todo ser humano. A principal mensagem é que por dentro somos todos iguais.  A marca é muito sensorial e a ideia é que seja experimentada, algo com que as pessoas possam interagir”. Fred Gelli, criador e diretor da Tátil.

    Abaixo você confere o vídeo de apresentação e um pouco do processo de criação da marca

    Atualização 06/01/2012: Vídeo Oficial sobre o processo criativo da primeira marca multisensorial da história dos jogos paralímpicos.

    Rio 2016 Multisensory Paralympic Brand from Tátil Design de Ideias on Vimeo.

    Fonte

    continue lendo
  • 360º panorâmica subaquática

    Recebi essa fantástica foto 360º panorâmica subaquática no Facebook do fotógrafo Márcio Cabral:


    Nascente Olho D’agua in Bonito

    continue lendo
  • Mais sobre a marca Olimpíadas Rio 2016

    A marca das Olimpíadas Rio 2016 gerou um grande debte sobre a prática do design, mais especificamente do design gráfico, não só no meio profissional mas em diferentes lugares. Faço parte de um grupo de discussão dos pós-graduados do curso de Especialização em Design Gráfico (EDG) da UFMA e um colega, o Gustavo Santana, escreveu um ótimo texto a respeito da marca Rio 2016.

    Como de costume, toda vez que é lançada uma marca nacional, chove um festival de sites, blogs e espaços virtuais comentando, elogiando ou criticando sua eficácia ou estética. Após o fatídico caso da marca da Copa Fifa Brasil 2014 amplamente criticada em seu processo de criação, escolha e resultado, chegou a vez da marca das olimpíadas Rio 2016. E chegou em boa hora não apenas pela análise técnica de seu resultado, mas para a avaliação da pertinência (ou não) dos comentários a seu respeito.

    É de bom tom analisar a realidade atual dos meios democráticos de difusão de informações provenientes da Internet, embora não seja o foco. A liberdade de expressão aliada ao processo de inclusão digital faz com que a busca por fontes de informações tenham de ser avaliadas com cautela de modo a analisar a confiabilidade do autor e de seu conteúdo. Torna-se tarefa diária separar opiniões particulares de análises críticas e é de extrema importância fazê-la conscientemente.

    Nos últimos dias após os meios de comunicação de massa noticiarem o lançamento da marca Rio 2016 as redes sociais e blogosferas lançaram milhares de comentários positivos, negativos e neutros  sobre o resultado. A normalidade do caso até então, foi quebrada em um grupo de discussão da Especialização em Design Gráfico (EDG) da Universidade Federal do Maranhão quando a este foi apresentada a crítica de Mario Amaya, RIO 2016: MAIS UM TRIUNFO DA BANALIDADE”, que nos fez refletir mais sobre o assunto.

    Explico: o processo avaliativo dentro do grupo de discussão refletiu bem o objeto de estudo uma vez que funcionou como uma representação em menor escala da macroatividade que acontece na blogosfera. Iniciou-se com opiniões particulares de gosto e evoluiu para análises técnicas sobre eficácia. Durante o debate foi levantado o ponto peculiar que culmina neste texto: a existência de um discurso. Ora, ignorando-se as divergências opinativas à cerca da marca e as respostas em fórum sem embasamento técnico (ou puramente direcionadas ao cunho pessoal) verificamos a existência de um discurso crítico embasado tecnicamente, e é isso que se espera de um profissional de design nesse momento.
    No que tange a perspectiva apresentada por Mario Ayama eu discordo da avaliação crítica. Creio que os pontos levantados, como seu incômodo quanto ao uso de “pessoinhas feitas de fitinhas” são facilmente refutados lembrando a apresentação da atualização da marca da bienal de São Paulo feita por André Stolarski, onde o mesmo diferente (a marca da bienal): “marcas em forma de círculo existem aos milhares, desenhos originais e únicos como esse, muito poucos”.

    [youtube NrRMIkkv0lI&feature=related]

    Sobre a indagação quanto às cores, é impossível, por exemplo, ver a Petrobrás em vermelho e azul. A própria Vale mudou suas cores para ter a cara do nosso país. Copa do mundo para o brasileiro é verde e amarelo. E não adianta criticar dizendo que é mesmice: é equívoco em demasia brigar com uma coisa que está tão arraigada no repertório popular. Mas mesmo abstraindo e dando ouvidos ao crítico, repare que a marca representa uma escultura e por isso não possui cores sólidas. Note que há a cor laranja na marca, uma cor inexistente em nossa bandeira.

    A questão do Pão de Açúcar é outra divergência: chegou a ser discreto ao ponto do crítico não ter percebido. É um clichê, mas bem utilizado e funcional. Não adianta inovar com invenções como a marca do Pan 2007 referindo a vitrais. Eu não me recordo de vitrais no Rio (mas não vou lá há muito tempo), não fiz essa associação e posso afirmar que em meus círculos de amizades, não encontrei quem a fizesse. Já o Pão de Açúcar esteve até em filme de James Bond. Está presente na memória até do chinês que tem acesso limitado à internet por causa da censura do país.

    Posso ter me deixado levar por antipatizar o texto pelo fato de gostar muito do resultado da marca. O próprio debate no grupo EDG acabou por me fazer ler e reler de modo a compreender a real intenção crítica. Afora a divergência de opinião, entendo todas as colocações de Mario Ayama e as acho completamente pertinentes (não a este caso) como uma análise crítica da conduta do design nacional se valendo de soluções corriqueiras. Ao meu ver não denigre utilizar um “caminho comum”. O problema é usá-lo errado, mal feito, e isso, com certeza, não é o caso dessa marca.

    Por fim, após evoluir do processo de divergência de opinião para o campo do debate técnico, compreendo melhor uma citação que ao acaso me chegou por email, e que nada diz respeito ao conteúdo deste texto, e que lembra que em tempos de democratização do pensar devemos nos munir da tolerância à divergência:

    “Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até o último instante seu direito de dizê-la”. François-Marie Arouet (Voltaire).

    Fonte: gustavosantana.com e gugasan

    continue lendo
  • CAMPANHA DO VOTO NULO 2010 – Parte 01

    A “democracia” no nosso país foi “conquistada” por meio de movimentos sociais populares que ficaram marcados na história recente. Já que estamos na “democracia” e já que é divulgado em massa que votar é nosso “direito” (em que você é punido se não exercê-lo no dia marcado) nada mais justo então que divulgar algo que, infelizmente, não aparece na tv, rádio ou jornais.

    Estou falando da CAMPANHA DO VOTO NULO 2010. Caso você não goste, não concorde ou não se sinta representado(a) por nenhum dos candidatos que estão no menu da Eleição 2010, você pode recusá-los e exigir outro menu de canditaos. Nós temos esse poder. Não embarque naquela que nós temos de votar em qualquer um. VOTE NULO! NÃO VOTE EM BRANCO!

    Pra votar nulo faça o seguinte – 00 (aparece na tela número errado) + confirma (tecla verde) = VOTO NULO.

    Criemos vergonha na cara e mandemos uma mensagem clara aos candidatos atuais: NÃO QUEREMOS VOCÊS, NÃO SEREMOS TROUXAS DE NOVO! QUEREMOS OUTRAS OPÇÕES!

    Pra quem tiver dúvidas a respeito da legitimidade desse seu direito de votar nulo e do meu direito de divulgar isso veja esses vídeos que são bastante educativos:

    [youtube aJugkp5W2D4&feature=related]

    [youtube 9k_pjyTg7J8]

    [youtube FlzavaY8ti8&feature=related]

    continue lendo
  • RSS
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Twitter
  • YouTube