“LICEU MARANHENSE, O REI DO VESTIBULAR” e a greve dos professores

  • Liceu surpreende.

    O tradicional Liceu Maranhense, por onde passaram grandes nomes da cultura e da política maranhense, está de volta aos bons tempos? A escola aprovou 200 alunos no último vestibular – em universidades públicas – e mais 150 egressos da instituição conseguiram obter financiamento junto ao Prouni. Muito mais que muita escolar particular.
    Escola da rede estadual aprova 200 alunos para o ensino superior público e mais de 150 no ProUni
    Contrariando as expectativas com relação às escolas públicas na capital, cerca de 200 alunos do ensino médio da rede estadual Liceu Maranhense conseguiram aprovação em vestibulares de universidades públicas no início de 2011. Além deste quantitativo, outros 150 conseguiram adesão ao Programa – Universidade para Todos (ProUni), que tem como finalidade a concessão de bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequênciais de formação específica, em instituições privadas de educação superior.
    Os candidatos aprovados do Liceu para o ensino público superior conseguiram destaque em diversos cursos, entre eles o de Odontologia, Turismo, Pedagogia, entre outros da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Segundo a direção da escola, o diferencial tem sido o ensino com foco na profissionalização, além da atual gestão do ensino, voltado para o acesso ao ensino superior. A administração afirma desde o começo do ano é realizado um planejamento para que o estudante possa ter foco nos estudos para vestibulares que ocorrem no final do ano. O planejamento é feito através de um sistema integrado com os professores de diversas disciplinas para que na hora da prova o aluno já tenha domínio , não só do assunto, mas dos métodos aplicados.
    O diretor adjunto do Liceu Maranhense, professor Sílvio Diniz, explica que, com o planejamento educacional constantemente e os treinamentos que ocorre na formação continuada dos professores, os resultados têm sido positivos. “Nós estamos sempre atualizando nossos professores seja com cursos ou mesmo materiais que possam proporcionar uma visão mais ampla do ensino do país”, disse. Outro ponto ressaltado pelo diretor, atribuído pelo sucesso no vestibular, foi à questão do seletivo realizado pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) o qual, segundo ele, acaba selecionando os melhores alunos para a instituição.
    E foi com um bom desempenho que parte dos alunos do Liceu, estes exclusivamente da noite, também conseguiram aprovação no vestibular. Como a maioria das vezes, estes estudantes do turno da noite são classificados como de menor capacidade, até mesmo por trabalhar durante o dia e estudar no horário noturno, muitos alvos de preconceitos. Entretanto, dos 150 alunos do instituto aprovados no ProUni, cerca de 50% eram estudantes noturnos.
    Além da noite, as aulas nas escolas para o Ensino Médio acontecem nos turnos da manhã e tarde. O ano de 2010 encerrou com exatos 2540 alunos distribuídos entre os turnos sem nenhuma diferença de tratamento ou de conteúdo, é o que garante a direção. “Nós estamos aqui para oferecer um ensino de qualidade para todos os turnos. O que tem de se entender é que não se constrói um aluno com qualidade sem haja envolvimento de profissionais da educação”, comentou Diniz. Segundo ele, há profissionais com especialidades e qualificação suficiente para atender a demanda dos estudantes do Liceu. Nós temos apoio e autonomia para realizarmos procedimentos cabíveis para melhoria de ensino, reforçou.
    A direção ainda garante que há uma preparação e uma adaptação dos alunos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Além de estarmos preocupados especificamente com a qualidade de ensino médio, o Enem tem sido o foco dos nossos planejamentos, por isso o resultado”, afirma. Ele diz que os bons números no exame se devem além do envolvimento dos profissionais do instituto, ao investimento nos cursos de formação continuada dos professores.
    Particulares
    O presidente do Sindicato das Escolas Particulares de São Luís, Raimundo Figueiredo, afirmou que ainda não tem detalhes sobre o desempenho dos alunos das instituições de ensino particular no vestibular de 2011. Por outro lado, ele informou que estatisticamente somente poderá divulgar números caso conte com a boa vontade dos administradores ou responsáveis pelas escolas particulares. “Nós teríamos que trocar ideias ainda com os representantes destas instituições para que seja pontuado o ingresso dos estudantes destas escolas nas universidades públicas”, comentou. Uma reunião com os membros dos colégios privados deve ser realizada no próximo mês para conferencia de dados.
    Antecipando a avaliação, o presidente disse não acredita na diminuição no índice dos alunos nas instituições de ensino superior publico. Para ele, o aumento dos alunos da escola pública se deu devido à flexibilização no novo critério do vestibular. “O nível de exigência e com isso fez com que a acessibilidade dos alunos da escolas públicas fosse maior”, comentou.
    A equipe de O IMPARCIAL procurou escolas particulares comentar o assunto e simultaneamente apresentar o número de alunos aprovados nos vestibulares de universidades públicas, entre elas, Dom Bosco, Aprovação e Batista, que alegaram que ainda estão realizando os cálculos para saber o número total de alunos classificados para o ensino superior.

    Fonte: Jornal O Imparcial

    Ao retornar da minha licença, tive a felicidade de ser lotado no Centro de Ensino Liceu Maranhense, a escola mais tradicional e reconhecida como referência no Ensino Médio Regular no estado do Maranhão. O Liceu conta com professores experientes, em sua maioria pós-graduados especialistas e mestres, procurando realizar um trabalho diferenciado no sistema educacional público no Maranhão.

    Ainda assim, com tanto esforço dos educadores (não só do Liceu Maranhense, mas dos colegas de várias instituições de ensino) e o reconhecimento por parte da sociedade, a atual gestão da Governadora Roseana Sarney e da Secretária de Educação Olga Simão, são resistentes a conceder os direitos legítimos e legais aos profissionais da educação que conquistaram com muia luta, suor e sofrimento.

    Infelizmente, os professores do Ensino Público Estadual do Maranhão decidiram, em várias assembléias realizadas em diferentes pólos no Estado, aderir à greve geral a partir de 1º de março de 2011. Eu, particularmente, não gostaria de entrar em greve pois isso prejudica a todos: professores, funcionários da educação, governo, sociedade e, principalmente os alunos.

    Porém, mais forte que os prejuízos causados pela greve são as reivindicações para os direitos dos educadores serem contemplados pelo Governo Roseana. Vejam alguns direitos que não são realizados e nem respeitados pelo Governo Roseana:
    1. Aplicação imediata de tabela Salarial baseada na Lei do Piso.
    2. Aprovação imediata do estatuto do Educador acordado com o governo em 2010.
    3. Nomeação dos excedentes do último concurso.
    4. Concessão imediata das promoções, progressões e titulações.
    Dentre mais outros 18 pontos de reivindicação colocados para serem aplicados.

    Os professores do Liceu Maranhense, após participarem de assembléia convocada pelo Sinproessema no dia 24 de março de 2011, decidiram aderir à greve na data marcada. Foi acordado que acompanharemos a evolução das negociações, avaliando os encaminhamentos, posturas e atitudes por parte da diretoria do Sinproessema para darmos continuidade a este movimento grevista de 2011.

    Em hipótese alguma iremos tolerar que interesses político-partidários interfiram nos interesses gerais da classe de educadores. Não somos massa de manobra ou joguete de negociações não transparentes. Planejamos realizar convites aos alunos, pais, responsáveis e sociedade em geral para conversarmos e debatermos as causas da greve. Acreditamos que o envolvimento dos nossos educandos, junto com seus pais e responsáveis, no movimento nos dá força e credibilidade para as conquistas que são beneficiárias à toda a sociedade.

    A frase/slogan do governo Roseana diz que este será o governo da “Revolução da educação”, mas a revolução é feita com o intuito de progressão e não a regressão imposta aos educadores e, por consequência, à sociedade.

    Feito este depoimento deixo um abraço e convite a todos que se juntem a nós neste desafio de melhorarmos a educação no Maranhão.

    Atualização 28/02/2011:

    Depois de aprovar greve em assembléia geral na manhã desta quarta-feira, (23), em São Luis, a direção do SINPROESEMMA foi chamada às pressas até a sede da Secretaria de Educação do Estado (Seduc), para na presença dos secretários estaduais Luis Fernando (Chefe da Casa Civil) e Olga Simão (Educação), adjuntos e demais assessores, discutirem as políticas para aprovação e implantação do Estatuto do Educador.

    A iniciativa se deu, logo após os gestores do governo tomar conhecimento da aprovação pela maioria dos trabalhadores nas variadas assembléias realizadas por todo o Estado. Na ocasião, o governo apresentou propostas para a implantação do Estatuto do Educador, que seguiram após considerações apresentadas sobre verbas limitadas. Os representantes do governo propuseram o corte de verbas de custeio da educação e investimento que venha possibilitar o reajuste salarial da categoria.

    Envio da proposta

    Segundo o presidente do SINPROESEMMA, Júlio Pinheiro, a proposta do reajuste do governo foi de dez por cento (10%), a partir de 1º de outubro deste ano (2011), além do imediato envio da proposta do Estatuto do Educador à Assembléia Legislativa.

    Pinheiro fala que o governo alega não ter recursos suficientes para a implantação imediata de toda a tabela apresentada pelo Sindicato, “por isso propõe a alocação no valor de 200 milhões de reais, que servirão para iniciar a implantação do Estatuto do Educador”, ressaltou o dirigente sindical.

    Os diretores presentes, no entanto, propuseram a recomposição salarial como parte da implantação da tabela, que se dará até o próximo mês de abril. Além disso, a direção propôs o contingenciamento de recursos de outras áreas para contemplar as necessidades da educação. “Sugerimos que o governo tire recursos do pagamento da dívida do Estado, aonde segundo o Secretário Chefe da Casa Civil, atualmente chega a 14%, do orçamento estadual”, destacou Pinheiro.

    A o final da discussão, o governo do Estado ficou de estudar e formalizar uma proposta de forma imediata.

    Mobilização Sindical

    Mesmo negociando com o governo a aprovação e conseqüente implantação do Estatuto do Educador, o SINPROESEMMA definiu uma sequencia de atividades que nortearão os trabalhadores no movimento grevista que terá início no próximo dia 1º de março (terça-feira), em todo o Estado.

    Confira a agenda:

    1º de março (terça-feira):

    8h30 – Concentração na Praça Deodoro (em frente à Biblioteca B. Leite). Ato segue até o Palácio dos Leões.

    14h – Blitz nas escolas

    15h – Reunião funcionários de escolas na sede do SINPROESEMMA

    02 de março (quarta-feira):

    07h30 – Blitz nas escolas

    14h00 – Blitz nas escolas

    03 de março (quinta-feira):

    8h30 – Blitz nas escolas

    14h00 – Blitz nas escolas

    Fonte: sinproessema

4 Comments

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  • Vilson Rebello

    25 fevereiro, 2011

    Sou arte-educador aqui em Pelotas/RS, e consigo entender o processo pelo qual vocês educadores e trabalhadores da educação do Maranhão estão passando. Nos aqui no sul enfrentamos o mesmo problema governo após governo, e ainda nossa unica forma de resistência e enfrentamento é a GREVE, mas temos que conseguir botar o bloco na rua, e não ficar em casa de braços cruzados, pois aqui no RS é assim uns vão a rua mobilizar a sociedade, mas a grande maioria fica em casa achando que estão de folga. Tomará que ai seja diferente e que ao final da batalha sejamos vencedores pois a LUTA pela EDUCAÇÃO é de todos os educadores. APOIO SULISTA A GREVE DOS EDUCADORES DO MARANHÂO!!! Avante companheiro que esta luta é minha e sua.
    Abraços fraternos.
    Vilson Rebello Jr.

  • Vanessa Cristina Freitas Romeu

    10 março, 2011

    Os professores tem esse direito sim!Isso e uma vergonha para as autoridades que admitem que esses politicos safados recebam um salario maior do que o de um professor,uma pessoa que batalhou pra estar ali,pessoas essas que aturam a burrices quase que intoleraveis de alunos.A situacao dos educadores no momento prejudica a todos,menos as autoridades que com isso retardam a visao de muitos.Essa visao que e da realidade.E assim ganham mais tempo pra roubar de todos.Agora se todos os professores realmente se revoltassem mesmo isso mudaria num piscar de olhos,mas tem uns puxa saco que tem medo desses safados.E enquanto TODOS nao se revoltarem realmente sempre havera essa safadeza que e a greve e que prejudica diretamente quem quer mudar pra uma vida melhor e largar de ser enrolado por essas autoridades.Entao educadores vamos mudar essa realidade ridicula e envergonhadora!!!!!!!!!!!!

  • Jeyse

    10 março, 2011

    Olá professor, tive o privilégio de ser sua aluna no Liceu Maranhense no começo de 2011 e acabei de ler essa materia sobre o liceu em seu blog e fiquei muito feliz pelos resultados obtidos nos vestibulares. Tbm consegui aprovovação na Ufma no curso de Artes Visuais. Parabéns pelo blog e pelo profissional respeitado que é. Espero que leia o comentario e me ajuda com algumas duvidas a respeito do curso se possivel.Obg!

  • admin

    10 março, 2011

    Olá Jeyse. Fico muito feliz por ter tido alguma influência, mesmo que breve, na sua formação. Parabéns pela aprovação na UFMA e principalmente pelo curso! Quaisquer dúvidas você pode entrar em contato comigo por aqui – Blogarte – ou direto no email garcia@imagetica.net. Abraços!

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