Dia 7:00 pm

  • Vik Muniz e o filme “Lixo Extraordinário” (Waste land)

    A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional (AI) premiou no Festival de Cinema de Berlim (a Berlinale) o documentário “Lixo Extraordinário” (“Waste land”). Com direção conjunta de João Jardim (“Janela da alma” e “Pro dia nascer feliz”), da cineasta Karen Harley e da documentarista inglesa Lucy Walker, produção de Hank Levine e produção executiva de Fernando Meirelles e Andrea Barata Ribeiro, “Lixo extraordinário” relata a trajetória do lixo dispensado no Jardim Gramacho, maior aterro sanitário da América Latina localizado na periferia de Duque de Caxias (RJ), até ser transformado em arte pelas mãos do artista plástico Vik Muniz e seguir para prestigiadas casas de leilões internacionais. Obras que, muitas vezes, retornam ao Rio de Janeiro para compor as paredes da alta sociedade carioca. “É surpreendente encontrar tamanha beleza no meio de tanto lixo, descaso e esquecimento. O trabalho do Vik funciona como um bálsamo no meio disso”, observa a produtora executiva.

    O mais interessante, é ver tamanha sensibilidade de alguém que já está consagrado como artista. Entrar no cotidiano dessas pessoas, que tantas e tantas vezes são discriminadas (até por nós mesmos) por serem catadores de lixo, o que não deixa de ser um trabalho digno, e tentar captar da forma mais transparente essa triste realidade não é pra qualquer um. Ainda mais em se tratando de um gênero como o documentário, que, há bem pouco tempo, passou a receber no Brasil a merecida atenção.

    “Waste land desafia nossos preconceitos e ideias preconcebidas sobre pessoas que vivem nos extremos da sociedade. Retrata os protagonistas como pessoas com dignidade e abre o coração do espectador para a possibilidade de uma transformação através da coragem e da criatividade”, destacou a AI ao conceder o prêmio de 5.000 euros.

    “Quando conheci o trabalho de Vik Muniz, fiquei fascinada. Ele já havia feito uma série de obras maravilhosas usando lixo. O uso de materiais usados é algo que o distingue. Quando começamos a conversar, soube que uma colaboração entre Vik e os catadores seria potencialmente muito dramática”, declarou Lucy Walker.

    Entre 3.000 e 5.000 pessoas vivem perto do aterro e outras 15.000 subsistem do que retiram de Jardim Gramacho. “Estas pessoas estão no outro extremo da cultura de consumo. Pensava que encontraria pessoas derrotadas e destruidas, mas eles são sobreviventes”, destaca Muniz.

    Observação minha: o título em inglês “Waste land” ao ser traduzido para o circuito comercial para “Lixo Extraordinário” perde sua força de ambiguidade e crítica social. “Waste land” numa tradução literal é “Terra do desperdício” o que seria mais adequado por se tratar de um questionamento do desperdício de materiais físicos (lixo) e desperdício humano (pessoas) que são excluídas e marginalizadas na sociedade.

    Vejam alguns trabalhos de Vik Muniz feitos no filme:

    http://2.bp.blogspot.com/_xfNBjfS0IAI/S946woujfBI/AAAAAAAABCU/2BbjLusdI5g/s1600/Muniz_mother_and_children_suellen_1.jpg

    http://2.bp.blogspot.com/_MafACU9Ka7o/TOixNdhx7EI/AAAAAAAAAJk/_1CGNTcI-30/s1600/wasteland1.jpg

    Estudo fotográfico e de execução para montagem da arte:

    http://www.slackerwood.com/files/AFF2010_Wasteland-b.jpg

    http://2.bp.blogspot.com/_nDcZ01nR_4c/TU82QXV7wyI/AAAAAAAAAgY/cHjrsvXe_Js/s1600/wasteland%2Bvik.jpg

    http://media.nyunews.com/t/articles/images/2010/11/4/05wasteland/11-05-wasteland-courtesy-of-vik-muniz-studio_jpg_980x650_q85.jpg

    Fonte: G1 e PopCornFlavoured

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  • Pinups russas pela fotógrafa Irina Davis

    Segundo a fotógrafa russa Irina Davis, a devastação da Segunda Grande Guerra Mundial forçou as mulheres russas da década de 40 e 50 a serem duras e a realizarem trabalhos pesados. Elas não teriam vivido o glamour e nem tido o prazer de desfrutar a onda das pin-ups americanas pós-guerra. Mesmo porque a União Soviética considerava tal movimento imoral e decadente.

    Diante disso, Irina Davis fotografou mulheres russas ensaindo belíssimos pin-ups em capturas de muito bom gosto numa tentativa de resgatar essa época. O objetivo é retratar a beleza pura e a feminilidade sem objetivar a sexualidade, apenas fortalecê-la.

    Outra atitude em relação à sua arte é que Irina evita ao máximo usar modelos profissionais nas suas sessões, selecionando apenas mulheres “comuns”, no estilo girl next door (algo como a garota vizinha). Veja mais fotografias que compõe a exposição no site oficial da fotógrafa.

    Irina Davis - Pin-ups Russas

    Irina Davis - Pin-ups Russas

    Irina Davis - Pin-ups Russas

    Irina Davis - Pin-ups Russas

    Irina Davis - Pin-ups Russas

    Irina Davis - Pin-ups Russas

    Irina Davis - Pin-ups Russas

    Irina Davis - Pin-ups Russas

    Fonte: saberebomdemais e designinabox

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